15 outubro 2008

Observação



Olhar o mundo à nossa volta terá de ser uma tarefa apaixonante. Quem não mete as mãos totalmente na matéria de que são feitos os nossos dias, acaba por estar distante, ou sentado numa cadeira acima do universo, cheio de ideias boas, mas sem raízes onde possam crescer. Talvez seja esse o grande problema de um idealismo às vezes arrogante e pouco misericordioso.

Começa por haver uma verdade pessoal que se reconhece feita das mesmas contradições. Só compreende quem é compreendido, só perdoa quem é perdoado. E amar as minhas contradições é um passo para as iluminar desde dentro e ser capaz de colocar os meus passos num rumo certo.

Quem sou eu para julgar? Já que nunca me senti julgado, ganhei um coração capaz de acariciar fragilidades e torná-las verdadeiras fontes de força. Por isso, amo o mundo à minha volta, sem querer ser ingénuo... mas a última coisa que gostaria de ter era estar decepcionado com ele.

5 comentários:

Karine disse...

Teu blog é lindo, amei visitá-lo e amei mais ainda as coisas lindas que lí aqui. parabéns, fizestes o meu dia muito melhor ;)

nuno branco, sj disse...

muito bem valerio, gosto muito do layout ;)) continua a escrever! :) um grande abraço!

Eduard López disse...

António,

bella estetica del nuovo formato. Mi hai fatto pensare su "e amar as minhas contradiçoes é um passo para as iluminar". Certissimo. Nella propia debolezza trovo la gioia dell'encontro... sant paolo era saggio già in quello secolo.
saluti
eduard

Nuno da Silva disse...

Sr.Valério!

Só felicita-lo pelo novo rosto.
Simplesmente maravilhoso.

Fotos que falam por si... textos preenchidos de realidade,sentido e amor... e agora um grafismo incrivel.

A certeza da minha presença e unidade.

Anónimo disse...

"...Por isso, amo o mundo á minha volta, sem querer ser ingénuo..." Obrigada pela ajuda que me proporcionou.Continu...por favor.

 

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