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21 fevereiro 2010

Superação

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Temos em nós fronteiras e limites que estabelecem a diferença entre o nosso espaço e aquilo que está fora de nós. Uma fronteira é um espaço de passagem ou de defesa, dependendo do modo como olhamos o que está fora do nosso horizonte.

É importante cuidarmos o nosso espaço, o santuário onde podemos contemplar e adorar a maravilha que somos e a nossa eternidade, aquele espaço ao qual só nós temos acesso. Algo que é verdadeiramente importante e não ganhamos nada se não cuidarmos, embelezarmos, visitarmos muitas vezes. 

Acredito que a beleza da nossa paisagem interior é aquilo que nos torna fascinantes e não precisamos de ir buscar continuamente fora de nós as coisas que nos fazem felizes, poderíamos correr o risco de sermos algo diferente do que somos, e é pena que isso acontece.

Nas nossas passagens além das fronteiras, saímos e deixamos entrar e, por isso, a comunhão, a amizade e o amor são pontos altos da nossa Vida. Apenas as pessoas que trazem em si algo de autêntico é que podem sair de si com uma atitude de verdade e simplicidade, sem defender os limites, mas convidando à participação e a fazer juntos algo grande.


30 novembro 2009

Os limites

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O que é um facto é que nunca me dei bem com as mudanças de tempo e agora estou com uma constipação. Mesmo que a febre não seja muita, o incómodo basta para fazer com que o dia se arraste sem fazer muitas coisas que poderia fazer. O corpo impõe-nos os seus limites e tem a sua força.

Sentir determinada incapacidade é uma oportunidade de não ficar no lamento e sem fazer nada. Abrem-se possibilidades de se poder dedicar a outras coisas com outra espécie de paz. Mais serena... curiosamente, a serenidade que tenho vivido nestes últimos tempos ajudam a encarar este obstáculo como algo mais pequeno. Os limites situam-nos num "agora" cheio de promessas. Em que sonhos maiores se calhar não têm lugar, mas em que o concreto pode ser vivido com outra profundidade.

Não é muito agradável sentir-se doente, mas também não há muito a fazer, ao menos há uma possibilidade de um bom dia de descanso amanhã! Do mal o menos =)

30 maio 2009

Vem Espírito

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Somos Beleza, força, coragem. Precisamos de um espaço da alma onde reconheçamos aquilo que nos constitui no mais fundo. Aquilo que ultrapassa as nossas perplexidades e os nossos cansaços. Vivemos contantemente à procura de um espaço perdido onde já habitámos plenamente, mas que ainda não nos habituámos à ideia de que a Vida mudou, e que não somos as mesmas pessoas.

Pensamos muitas vezes que já fomos melhores, mais inocentes, mais empenhados em qualquer coisa de bom e que agora nos vamos arrastando em rotinas que não têm nada de novo e nos fazem olhar para o futuro com desconfiança... e medo.

Creio que a origem de muitos dos nossos pequenos dramas está no facto que não sabemos aceitar o limite como oportunidade de coragem e mudança. Que esperamos demasiado de nós próprios e não contamos com Deus. E não O deixamos fazer tudo o que quer, ou ser Tudo em nós. Ou, ao menos, percebermos que Ele já é tudo em nós, desde o Princípio, até ao Fim.

É por isso que a Festa do Espírito Santo não é pedir só uma vinda, mas um conhecimento. É uma festa da Verdade e da Alegria, uma festa em que acreditamos porque somos sempre acreditados. Sim, Alguém acredita muito em nós, mesmo que pareça impossível que isso possa acontecer. Mas acontece.

30 janeiro 2009

Presença e ausência

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Somos constantemente confrontados com perguntas: isto será bom? o que significa? porque aconteceu? E tantas outras... Fazer perguntas é andar além do mundo que nos rodeia. Desde pequenos, que nos recordamos que os nossos pais tinham que responder a tantas perguntas feitas por nós. Quem pergunta quer saber o que se esconde para além do já conhecido, é uma espécie de aventura no mundo da ausência.

E, pouco a pouco, aquilo que nos rodeia toma forma, faz parte de nós e da nossa história. Um dia seremos nós a responder àquilo que um dia perguntamos. A ausência fez-se uma presença na nossa Vida e, por isso, podemos comunicá-la.

Há, porém as perguntas que nunca gostaríamos de um dia vir a fazer, as que têm a ver com o porquê dos nossos limites, e a experiência da nossa fragilidade. A ausência é ainda maior e é difícil encontrar presença e consolação em zonas escuras de nós. Talvez haja um caminho possível, procurarmos ser nós a habitar esta ausência, e deixá-la falar.

Talvez aí a dor possa falar de paciência e compreensão, a mágoa possa falar de perdão e o limite possa falar de esperança e realização além de todas as surpresas.

18 dezembro 2008

Limite ou a falta deles

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É algo evidente que que temos limites. Não conseguimos ser aquilo que sonhamos, acontecem-nos coisas que não esperamos, o nosso corpo simplesmente não está sempre a 100%. E se passamos para a nossa interioridade, aí a confusão pode ser maior. De certo modo, seria mais óbvio que estivesse nas nossas mãos mudar em nós os defeitos em virtudes. Mas isso nem sempre acontece. Ou por preguiça, ou por medo, ou por acomodação...

Há duas faces positivas do limite: a aceitação e o superamento. E duas faces negativas: a ilusão e o desistir. No fundo, está em jogo a nossa verdade e o que somos diante de nós mesmos. Um certo realismo de perceber que há coisas em nós, nos outros e no mundo que não podemos mudar. Mas também uma verdade corajosa que vê mais do que aquilo que está presente. A nossa verdade é este equlibrio e luta entre verdade presente e verdade futura.

Onde eu for mais igual a mim mesmo, no presente e no futuro, é onde os limites são mais ténues e onde as possibilidades de crescer são maiores. E é nesta tensão de descoberta e caminho que me encontro.

22 novembro 2007

O dia da Visita

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Sou capaz de viver os dias em grandes horizontes. A minha experiência da Cidade Eterna foi muito enriquecida com alguns dias de visita, de pessoas muito amigas. =) Percorrer as ruas e os monumentos como não faço habitualmente. Captar o ritmo da cidade e as belezas escondidas. Há um olhar para além do que se vê. Que não se faz sozinho, joga-se em partilha e alegria.

E hoje reconheço o dia da Visita. E vou percebendo que acontece em cada dia...perco tanto por viver num olhar mediano.

Encontro-me com uma coragem de superar os limites, apesar de cada dia fazer aquilo que não quero e deixar de fazer o bom que me prometi. Entre Amor e Paciência, abro as mãos e entrego aqueles a quem tenho o dom de amar.

Abrindo o coração num gesto de respeito e liberdade, de ajuda e sentido de eternidade.

02 março 2007

Pequeno

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Hoje fui fazer um exame ao médico... e foi estranho. Senti-me terrivelmente pequeno, vulnerável, sujeito a máquinas que desconheço. Um ponto minúsculo no universo. Sentir-se assim sem poder ter controlo das situações não é definitivamente uma experiência agradável. Gostamos de saber o que se passa à nossa volta e de algum modo poder agir para ter aquela segurança de que se sabe como tudo vai acabar.

É fácil, mesmo em tempo de Quaresma, falar e sentir na oração que Deus nos conduz, que não precisamos de nos preocupar com o que virá e o final da história é sempre feliz.

Esta é a nossa esperança, mas hoje percebi que há alturas em que também é importante sentir na pele o limite e o não ser como se queria. Estar nas mãos de Deus conforta a alma, estar nas mãos dos homens, não tanto, e custa confiar a Vida a isso.

Se para além da alma, fosse capaz de entregar o corpo a Deus com a mesma facilidade? Não ter medo de uma entrega de coração, mesmo que isso implique a Vida toda... é um desafio que me está a fazer pensar. E a atrair.

16 janeiro 2007

Viver com os limites

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(Desconfio que ainda vou ouvir algumas palavras de: estás a ficar com uma certa idade!)

Há algum tempo que estou a fazer umas sessões de fisioterapia por causa de uns problemas de coluna. Que vão passando, felizmente....

Mas cada vez que lá vou, saio com uma sensação de estar a ficar bem mas, por outro lado, alguma frustração. Porque, de facto, há posições que não consigo fazer bem. Tenho rezado isto, para não dramatizar!

E isto são limites exteriores (um boa imagem para os interiores)... que me incomoda reparar e cair na conta que não sou capaz, e não ter hipótese de os esconder às pessoas que estão na mesma sala que eu... É um exercício de humildade, mas também de solidariedade entre os pacientes. Com o passar do tempo, cria-se uma relação muito engraçada.

Isto para quê? Porque me tenho vindo a consolar por me dar conta de duas coisas... que os meus limites me levam a trabalhar com empenho, e muita, muita paciência, pois este ritmo não depende da minha vontade. Que sentir-me limitado com outros faz-me cair na conta da minha humanidade, que também sofre, mas que nem por isso é capaz de quebrar momentos felizes. No fundo passamos aquela sessão a rir-nos da nossa figura... =)

03 novembro 2006

Limits are options

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Não foi assim num contexto muito profundo que ouvi esta frase. Mas faz pensar.

Limites são opções. E quando vivemos o limite, é quando nos sentimos mais movidos a optar. E não é nada fácil algumas vezes.

Querer superar o limite é sempre um instinto de vida, às vezes quase de sobrevivência. Mas é um terreno tão escorregadio. O querer sair depressa demais do limite, pode fazer-nos tomar opções de modo precipitado e acabamos por nos (des)iludir e constrir novos limites. Ou tomamos opções que não têm tanto a ver com outras opções fundamentais tomadas em momentos anteriores.

Tenho visto que na minha vida a grande opção perante o limite é parar... olhar e escutar. Tomar consciência dos traços deste desenho, de como se chegou aqui. E seguir a inspiração daquilo que me leva a ser consequente com o que quero para a minha felicidade.

O limite parece um obstáculo a ser feliz. Talvez seja mais uma oportunidade de confirmar as minhas escolhas. Aí um verdadeiro limite, por maior que seja, não me deve levar ao desespero, mas sim a querer ser mais firme. Isso exige calma e paciência... mais que isso, exige amor à Vida.
 

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