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30 março 2009

Ideias

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Usamos a palavra ideia para tantas coisas: ter uma boa ideia, ter uma ideia de alguém, ter ideia de alguma realidade. Contudo, este conceito de ideia vem muitas vezes aplicado ao nosso pensar. Um idealista é aquele que não vive neste mundo. As ideias são coisas abstractas. Acho curioso que quando falamos de ideias pensamos em algo que não existe, mas, pelo contrário, ter uma ideia é algo muito real.


As ideias são projecções do nosso futuro e sentimentos em relação a coisas e pessoas. São sobretudo imagens às quais estamos afectivamente ligados. Por isso, cada vez estou mais convencido que não pensamos só com a nossa cabeça, mas são as nossas imagens que nos fazem pensar. Não é possível viver só com a matemática ou deduções muito certas. A Vida mostra-nos exactamente o contrário.


Creio que ter consciência disto ajuda a perceber o quanto somos movidos pelos nossos afectos e desejos. É impossível falar de amor sem ter a referência de um abraço, um sorriso ou um beijo. Ou falar de dor e sofrimento sem antes a ter sentido na pele. Os discursos que contam são aqueles que se fizeram vida, senão estamos a ser idealistas no mau sentido na palavra, falamos bem daquilo que não somos. Mas não transformamos ninguém. Porque não nos deixámos transformar. E esta transformação nasce da imagem que nós temos de nós e do mundo. A partir daqui nos podemos mover criativamente.

11 janeiro 2009

Inteligência

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Normalmente associamos inteligência e cultura. Também é verdade que o saber muito de vários assuntos ajuda a esclarecer e conhecer diversas perspectivas e a pensar as coisas de outra forma. Porém, conheço muitas pessoas que não estudaram muito e, contudo, considero-as muito inteligentes.

A inteligência tem a ver com o modo como tornamos nosso o mundo que está à nossa volta. O que nos acontece é que, durante o dia, somos quase submergidos por cores, sons, temperaturas, cheiros e superfícies. Por vezes de forma tão intensa que acabamos por não sentir nada, e não temos em nós qualquer espécie de eco. Por outro lado, um som ou uma cor pode fazer parar o tempo e deixar-nos ficar suspensos no ar sem podermos acreditar no que nos aconteceu.

Ser inteligente é perceber que aquilo que me acontece, aquilo que ouço, vejo, toco com as mãos e os pés, é o meu mundo hoje, o espaço onde estou e sou. Por isso, nada do que acontece é indiferente, tudo esconde de alguma maneira perguntas e respostas. Saber fazê-las é uma arte...

 

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