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28 dezembro 2011

Perspectiva

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Por vezes olhamos a vida como se fosse através de um vidro que distorce imagens. Falta transparência ou, o que será mais dramático, vontade de purificar aquilo que impede de ver melhor.

A transparência coloca-nos diante de uma pergunta acerca do sentido de nós mesmos, acerca do nosso lugar e do nosso olhar perante o presente e o futuro. Um olhar distorcido não é honesto, e acabamos por não fazer justiça àquilo que queremos da vida. Fazer justiça implica ver alguma claridade entre caminhos que se apresentam confusos. E aí, há que restaurar perspectivas, seja para ver o bem, seja para ver o mau.

Há pessoas que vêem o bem de forma ingénua ou pouco lúcida. E não mudam o que há a mudar. Há outras que vêem o mal de forma agressiva e destruidora. E paralisam-se em críticas e desânimos. A boa medida do olhar é aquela que liberta, seja para apreciar o bem, seja para afastar o mal. Em tudo isto existe uma experiência de libertação, uma experiência de ver-bem.

13 janeiro 2010

O rosto e o olhar

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Hoje, no meio das minhas leituras encontrei algo que me fez pensar. Falava-se do rosto e do olhar. O rosto é uma fronteira entre o que eu conheço do outro e aquilo que o outro é. No rosto apercebemo-nos não só das características, mas também das suas emoções e das suas histórias.

Contudo é o olhar que faz transparecer aquilo que verdadeiramente enche o coração. Ou aquilo que o coração precisa. Posso olhar um rosto sem me deixar interpelar e ficar apenas pelo catálogo de muitas sensações e impressões. Agora, um olhar interroga, seduz ou intimida.

O rosto tem vida por causa do olhar e por vezes esse olhar pode elevar a alma ou destruí-la. Pode gerar-se um confronto sem palavras, que mede e calcula, à espera que o outro baixe o olhar, derrotado. É impressionante o poder que temos sobre as outras pessoas.

Mas existe um olhar que acredita, que constrói, que é sensível. Que não busca confronto, mas surpresa. Um olhar inocente e sábio na sua inocência. De quem não tem medo... gostaria de olhar sempre assim.

12 dezembro 2009

Transparência

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Porque nos escondemos? Onde está a fronteira entre o que somos e pensamos e o que mostramos e dizemos? Tenho pensado bastante no nosso mundo escondido, os segredos inacessíveis, por vezes a nós mesmos. A prudência exige que não possamos falar claramente de tudo o que nos acontece. Podemos nem sequer ter a capacidade de o expressar. Acredito que há um espaço da nossa intimidade que deve ficar apenas para nós.

De facto, incomoda-me quando alguém se expõe demasiado. Há coisas que não nos pertence saber e é triste quando vemos que revelar a intimidade é uma forma de espectáculo consumista. A televisão mostra-nos isso diariamente e dói tanta falta de respeito. Existe um pudor saudável em relação a nós ou aos outros, aquele espaço que ninguém tem o direito de violar, mesmo com as melhores intenções.

Temos em nós este santuário que condensa a nossa história e a nossa personalidade, o núcleo onde dizemos "Eu". A grande dificuldade está em nos olharmos olhos nos olhos e receber aquela onda de desejos e perguntas que nos deixam desarmados. Seria um óptimo desafio podermos conversar tranquilamente com a nossa história, e deixar que ela se manifeste em paz, na serenidade de quem lembra coisas passadas junto à lareira. Assim, este núcleo é transparente a nós mesmos, torna-nos dóceis e capazes de falar de nós de forma natural e serena.

 

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