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20 novembro 2009

Bondade

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Confesso que nos últimos tempos, ou melhor, já nos últimos anos, a palavra bondade me toca especialmente. Tem um toque simplicidade e verdade. Uma pessoa boa é assim, sem fazer muito esforço. E é tão bonito conhecer e encontrar pessoas assim, é um desafio a nós mesmos!

A bondade tem duas faces: a paz e a generosidade. Parece que a realização de uma pessoa boa passa por fazer bem aos outros, fazê-los felizes, e não poupa esforços para sair de si. Mais que isso, não calcula gestos. E essa pessoa transmite paz, está bem, faz bem.

A bondade é um dom, mas que se pode desenvolver a partir daquilo que achamos ser importante para nós e para o mundo. Estar divididos, ser complicados, não é um caminho que ajude. O que queremos verdadeiramente, conseguimos alcançá-lo. É tão bom sentir essa bondade! :) As pessoas são bonitas, muito!


11 novembro 2009

O passo a dar

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Se estamos parados a meio caminho significa que estamos a ponto de partir nalguma direcção. Não nascemos para ficar habituados ao que sempre aconteceu, nem sequer a boas memórias. O encanto da Vida está nesse querer, por si mesma, ser tempo que passa e nos leva consigo.

É maravilhoso quando temos a experiência de arregaçar as mangas e dar-se ao trabalho para conseguir realizar o melhor de nós. Entra a coragem e a falta de certezas fazemos nascer o que somos já a partir de hoje. Damos valor a tudo sem querer que todas as coisas fiquem imóveis a contemplar-nos. Antes pelo contrário, acrescentamos Bondade e Alegria ao que está à nossa disposição.

Quando existe dúvida, então é sinal que temos entre mãos um dos desafios mais bonitos que podemos ter: o de fazer da nossa história um livro cheio de cores e desenhos, quase recordando os tempos em que, como crianças, desenhávamos um mundo de fantasia que era mais verdadeiro que o que vivíamos. Era uma fantasia de um sonho bem real, e o desejo de o conseguir ver presente.


13 outubro 2009

Plenitude interior

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(sugestão de a)




É a grande questão da nossa Vida. Como podemos encontrar a plenitude no nosso interior? Os grandes temas existenciais não têm uma resposta óbvia, porque cada pessoa é uma história e um conjunto de circunstâncias. Acontecem-nos diariamente coisas que nos fazem repensar as nossas opções, momentos de confirmação e outros em que as nossas certezas mais profundas ficam abaladas.

A plenitude interior é uma questão de integração e unificação de todas as dimensões da nossa Vida. Corremos o risco de dividirmos a existência em vários sectores. O que mais nos desgasta é verificarmos que há campos na nossa Vida onde conseguimos fazer progressos e outros que parece que não saímos do mesmo. Ao mesmo tempo, vivemos muito dependentes dos factores externos, ou seja, o que acontece fora de nós, o que pensam e dizem de nós condiciona-nos de tal maneira que fazemos determinadas opções só porque é suposto, ou porque todos fazem assim, ou porque não faço mal a ninguém se fizer determinada coisa.

O grande segredo está em encontrarmos um espaço de verdade que seja o início e o fim da nossa existência. Estou plenamente convencido que as coisas mais importantes da vida se resumem a muito pouco. É uma espécie de luz interior que ilumina tudo, que faz olhar para tudo o que sou e o que me acontece com o olhar correcto. Chega uma altura em que percebemos na nossa Vida que o essencial é uma palavra só nossa, algo que não nos pode ser tirado e que nos desafia constantemente.

Não há experiência mais profunda no ser humano do que aquela de ser amado. Só o sentir-se amado transforma, faz perdoar-me a mim mesmo, aceitar o que sou, querer ser o que sou. As comparações e as utopias fazem-nos, muitas vezes, olhar na direcção errada. Se o desejo comanda a Vida, então que esse desejo seja movido pelo amor a mim mesmo, com uma transparência e simplicidade que me faça dizer sem complexos: esta é a minha perfeição. Uma conquista de todos os dias, mas esta é a minha conquista.

O amor a si mesmo é tudo menos egoísta, porque é uma visão realista das próprias falhas, mas sobretudo um olhar simples e humilde sobre aquilo que sou. A humildade é reconhecer a nossa bondade e ficarmos extremamente felizes por isso. Mais uma vez, encontra-se no fundo desta dinâmica o amor, e o sentir-se amado.

Para quem acredita, é um passo fundamental dar este salto: acreditar que Deus me ama sempre, acredita sempre em mim, não desiste. Ter alguém que sempre apoia o meu desejo de perfeição é a base de todo o movimento em direcção à plenitude.

Sentindo-se amado, e reconhecido como se é, torna a pessoa mais autêntica no modo de estar perante o mundo e os outros. Move-a o desejo de simplesmente ser, fazer crescer o bem, ser radicalmente optimista, porque nada está perdido, mesmo que o pareça. Deste modo, aquele que é amado ama como a expressão mais própria da Vida. Tudo o que sente e faz se confronta com o desejo que a Vida e os outros se sintam amados como eu me sinto amado.

Por ser tão simpels este caminho, é difícil percorrê-lo, porque pensamos que as coisas importantes precisam de enciclopédias para serem explicadas. Quando pensamos e classificamos demasiado, estamos a estragar tudo. Como quando amamos alguém, não o conseguimos explicar, simplesmente é assim.

Quando vivemos em plenitude, tudo é uma oportunidade grande, desejamos afastar as coisas menos boas de nós, e desejamos só que tudo seja bonito... é o único caminho que verdadeiramente interessa.


07 junho 2009

O último tema

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(sugestão de Missé, sj)

Se eu fosse enviado para um país onde não houvesse internet e tivesse que fechar o Blog, qual seria o tema que deixaria para o final.

Deixei ainda alguns temas para trás, mas que irei tratar logo que possa, porque exigem mais algum conhecimento e reflexão, mas este trata do que me move agora e por isso é mais fácil. Ou não... Especialmente porque estou a pouco mais de um mês da minha ordenação sacerdotal e os sentimentos são complexos e intensos. Por isso, escrevo sobre aquilo que sempre me tocou mais: o Acreditar contra tudo o que pode suceder. Isto é um testemunho muito pessoal.

Sempre vim a dar-me conta, nos últimos anos, do facto que não nos podemos iludir em relação à nossa própria bondade. Porque ela existe, se não, a Vida não faria muito sentido. Não consigo imaginar a minha Vida sem ser orientada para coisas grandes e bonitas. Acreditar nisso faz-me ter a confiança necessária para perceber a minha falta de perfeição e, ao mesmo tempo, a perfeição que sempre tive.

Nada é linear em nós, seja estados de espírito, seja aquilo que acontece na alma por causa de pessoas e situações que nos questionam. A nossa condição é uma fronteira e um limite entre poder e sofrer, domínio e derrota, sonho e desilusão. Aquilo que mais me cansa é saber tantas coisas sobre o Bem e dar-me conta que fico muito longe de o fazer presente. Presente actual em mim, ou dá-lo como presente ao que acontece em cada dia.

A fronteira é lugar de passagem, não nos deixa ficar donos de nós próprios e dos acontecimentos. E sempre que o tentamos fazer, imediatamente nos damos conta que há muitas coisas que deixamos escapar, ou que fogem de nós. Isso exige um esforço e um sofrimento para perceber que a liberdade é um desafio constante. Uma surpresa irritante.

Se a nossa condição é viver neste espaço e neste tempo que passa e não conseguimos controlar, seríamos muito desgraçados se nos resignássemos a deixar andar o relógio e ir cumprindo mais ou menos bem o concreto de cada dia. No fundo, sem termos nada de sólido, nada que permaneça além das mudanças do vento, das mãos que se fecham ou dos caminhos que deixam de esistir. E essa base sólida está em nós e é a bondade do nosso coração.

Nunca conheci uma pessoa má, e acredito que nunca virei a conhecer. Há pessoas, sim, que a Vida as fez defendidas, amarguradas, sem distância para pensar além do imediato. Que as fazem viver em mundos tão estreitos e angustiosos que precisam explodir para sobreviver.

E esta Bondade Universal é um dom. Como se o facto de estarmos vivos resultasse deste magnífico acontecimento de termos mergulhado no Amor, e nunca mais poderemos apagar as marcas que isso nos fez e nos continua a fazer. Temos uma perfeição incompleta, uma liberdade contraditória, mas também temos a perfeição que é dada e que não depende de mim.

Acreditar nesta perfeição faz-me melhor, porque me faz olhar como sou. As nossas experiências de Amor por alguém são fonte de vida para o mundo. E o Amor de Deus será então está fonte mais segura que tudo. Quem gosta de si, ama a Deus. Quem ama a Deus, gosta de si.

Porque para Deus somos os mais importantes, e por isso, acarinhados, sustentados, acompanhados. A marca desta presença é o desejo que todos temos da felicidade. E quando não a encontramos, quando a Vida nos tira todos os motivos para pensar nisso, então é a nossa parte sólida que se revolta. Chega de sermos pequeninos e confusos. Há sempre um ponto de partida um gesto que seja capaz de criar harmonia no caos, e uma luz que parta toda a escuridão. Eu e Presença de Deus, este acreditar que vence tudo e transforma todas as coisas.
PS: Obrigado pela sugestão Missé, fez-me bem escrever isto ;)

14 fevereiro 2009

Pequenos milagres

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Normalmente entendemos os milagres como coisas extraordinárias que mudam o acontecer nosrmal dos nossos dias e que recuperam em nós algo que tínhamos perdido. Por causa de um trabalho que estive a fazer, dei-me conta que a nossa Vida contém pequenos milagres constantes e que as mudanças que estes podem fazer em nós não são mais pequenas que os "grandes" milagres.

Depende muito da forma como situamos o nosso olhar sobre o mundo. Cada coisa, pelo facto de acontecer e existir, chega até nós através dos nossos sentidos exteriores. Porém, o eco que nos fazem toca a nossa interioridade. Acredito que cada coisa acontecida em nós é uma extensão da sua própria bondade. Mesmo as coisas que aparentemente não são boas e nos ferem, temos também a experiência a longo prazo como nos fizeram descobrir e crescer em coisas que nunca tínhamos imaginado. E dizemos: foi bom que isto tivesse acontecido...

Tenho a certeza absoluta que o mundo é bom, as coisas são boas e as pessoas são boas. É uma bondade fundamental que fala e toca a nossa bondade. Quando temos a capacidade de as olhar e aceitar, acontece o milagre de as fazer falar e torná-las gesto e expressão: um abraço, um sorriso, perdão, compreensão, autenticidade, agradecimento e verdade. Temos um poder enorme entre mãos, somos um centro iluminado, um lugar de chegada e partida.

31 outubro 2008

Optimismo

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Acreditar no bem que somos capazes. Uma visão cristã da pessoa humana terá de ser optimista. Sem querer ser com isso ingénua. De facto, na nossa vida pessoal, sentimos a força das nossas fragilidades, a ponto de bloquearem os nossos processos de crescimento.

Ser optimista, sem ser ingénuo, não é fazer de conta que não há partes de nós que pouco têm a ver connosco, são coisas de fora que nos marcam e nos prendem. A nossa parte mais autêntica é aquela que nos pertence desde o início, a que afirma ser cada respiração o mesmo sinal de amor e entrega. Porque é vida e somos vida, somos bem.

E em cada dia este optimismo radical faz-nos sorrir com os nossos gestos concretos de actuação da nossa Bondade. E acontece muitas vezes. Se estivermos radicados nisto, a consequência é uma paz e alegria profundas, confiança total em nós, e não vamos sendo arrastados pelo que não nos pertence, ou porque temos pressa, ou errada fantasia, ou simplesmente medo de amar como deveria ser.

25 outubro 2008

Por entre as cores

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O Outono é fascinante. É a despedida da energia do Verão, o calor forte passa a ser um quentinho agradável, o contraste de cores de ervas, árvores e frutos vai caindo lentamente em ouro e amarelo. É um tempo de início de morte, uma despedida... e por isso será tão bonito?

Os testamentos e últimas palavras são o desejo de presença através das coisas bonitas, que fiquem para sempre... A nossa vida é, no fundo, um desejo enorme de chegar ao fim e ter muito para contar, ou um álbum de fotografias cheias de paisagens incríveis. Quererá isso dizer que, no fundo, acreditamos que podemos conseguir, no fim de tudo, uma bondade fundamental e essencial da Vida?

Queremos o Bem, trabalhamos em Beleza, conseguimos o Gesto que seja mais autêntico nosso. Por entre penas e contrastes, é um desafio enorme acreditar nisto... muda muito na forma como damos qualidade ao que vivemos.

29 abril 2008

Somos feitos para o bem

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Li ontem uma coisa que nunca me tinha dado conta. Que para o ser humano é tão espontâneo proteger o rosto com as mãos quando qualquer coisa vem na nossa direcção, como estender a mão se alguém cai ao nosso lado.

Temos uma espécie de instinto que nos protege e que protege os outros. Acredito que o ser humano é fundamentalmente bom e feito para ajudar os outros. E depois surgem tantas questões de como o egoísmo bloqueia o que é mais natural em nós. E isso magoa mais, porque temos consciência de que não estendemos as mãos e até provocamos as quedas.

O que se poderia fazer para sermos mais espontâneos de coração, como dizer e explicar que temos uma capacidade natural para o bem? Seria bom agradecer os gestos que fazemos, procurar te-los como uma marca autêntica do que somos, sem olhar a ressentimentos e cálculos de perder e ganhar.

13 novembro 2006

Querer Bem

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Quase sempre acontece. Receber na segunda feira de manhã algum mail ou mensagem a desejar uma boa semana. E isto também sucede mesmo em dias normais em que alguém diz tem um bom dia, ou um dia muito feliz!

E é algo assim gratuito, sem querer saber nada, sem perguntar o que se está a fazer. Apenas desejar o bem para alguém que se quer bem.

E fiquei a pensar quantas vezes o gostar de uma pessoa e quere-la bem passa por isto, que é tão pequeno, mas que pode ser tão profundo. Desejar-te bem, que te aconteçam coisas boas, que faças o bem, no fundo, que me alegro com o teu Bem.

Quando já não existem muitas palavras nem possibilidade de demostrar o quanto uma pessoa é importante para nós, alegrar-se com o seu Bem faz-me bem. É uma força de comunhão, vivida em oração, que aqui até nem é tanto de súplica, mas de agradecer e confiar em anticipação a Bondade de cada dia.

Boa semana! =)

10 novembro 2006

A Bondade

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É um facto do qual cada vez mais estou convencido. Que a Bondade de Coração é a qualidade que mais aprecio nas pessoas.

É como se fosse o chão de onde nasce um abraço que acolhe o mundo e as outras pessoas, que faz possível ser humilde, ser simples, ser generoso, ser alegre, apesar das dificuldades.

Por vezes é fácil confundir bondade e ingenuidade. Acho que é porque a Bondade sabe esperar e não retribui o mal com o mal, que está mais pronta a perdoar do que a reagir com amargura.

E mais uma coisa... quem é verdadeiramente bondoso no seu coração sabe que o é. E não se orgulha disso, mas tem a capacidade de o agradecer cada dia. Porque a Bondade não é conquista, é um Dom que se pede e acolhe. É a das marcas mais simples do Amor de Jesus por cada um, e é muito consolador olhar para si mesmo e rever-se nesta Bondade.

 

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