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10 fevereiro 2011

Perguntas

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Talvez o grande problema tenha a ver com as perguntas que fazemos. Ou que não fazemos. Um pergunta abre um mundo, explora uma paisagem e explicita alguma coisa. Algo que se encontra escondido, prestes a vir à luz do sol.

Por vezes, tenho a impressão que a qualidade da nossa vida está mais presa a perguntas do que a respostas. Uma resposta é um caminho, um objectivo, um ponto de partida para algo que está aí por realizar e concretizar. A pergunta é anterior a isso, é o motor que põe em funcionamento um outro estilo de vida.

E fugimos tanto de algumas perguntas, porque sabemos que a resposta acaba por nos desinstalar, por nos pôr em questão. Seremos capazes de nos perguntarmos quem somos e o que queremos verdadeiramente ser? Quantas vezes nos perguntarmos se aquilo que fazemos habitualmente nos faz bem? 

Descobre-se uma verdade que pode ser incómoda, mas é uma verdade. E, por isso, vale a pena perguntar-me acerca dela.

01 junho 2010

Atitudes

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Mais que argumentos, convencem as atitudes. Podemos encontrar inúmeras desculpas para nos justificar, querendo salvar aparências ou não arranjar demasiados conflitos. Contudo, acredito que é apenas uma solução provisória. Gastamos muita energia quando nos esforçamos por esconder e adiar gestos que construam, de facto, algo positivo.

Temos imensa vontade de resolver questões pendentes, sentirmo-nos confortáveis naquilo que fazemos, sermos aceites naquilo que somos. Por isso, vivemos numa tensão constante entre imagem e verdade. 

Seria muito mais fácil se deixássemos acontecer aquilo que somos. Talvez não tenhamos os resultados imediatos que queremos, mas podemos terminar o dia contentes com o que fomos verdadeiramente. 


23 março 2009

Na corda bamba

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Estes dias tenho andado a pensar numa coisa, sem ter chegado a nenhuma conclusão. Estamos constantemente è procura de pontos de equilíbrio, entre trabalho e descanso, acção e contemplação, ócio e criatividade. Ou em gerir relações complicadas, procurando não explodir, ou deixar passar o tempo sobre as coisas, afastando-nos delas.


Buscar este ponto de equilíbrio é muito importante, e acho que estaremos toda a vida à procura dele, porque cada tempo tem as suas tensões e decisões. Quer isto dizer que a nossa condição é estar na corda bamba, a procurar alguma corda que caia do céu e nos segure quando tudo está mal? Assim não teríamos descanso, e a Vida não nos daria a alegria que habitualmente nos dá.


O equilíbrio também não é buscar soluções de compromisso, ou politicamente correctas. Poderá ser útil para ganhar algum tempo, mas não resolve as questões de fundo. Sem uma boa conversa, com verdade e desejo de bem, os silêncios comprometidos entre dois amigos magoados não ajudam muito. Entre amigos, entre colegas, com nós próprios, etc, etc.


Daí que estar equilibrado não é fugir, nem agarrar a milagres feitos de propósito para a ocasião. É por os pés no chão. Que maior equilíbrio há do que estar em terra firme? E vou percebendo como é preciso coragem para estar no sítio certo e da maneira certa. Só assim conheço o meu mundo, porque não estou preocupado em agarrar o que aparece, mas tenho um olhar tranquilo para ver tudo o que está a acontecer.


17 novembro 2008

Ver na verdade

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Recebi hoje pelo correio uma das prendas mais bonitas que me deram. Talvez por ser simples, vai directo ao coração e falou... um espelho pequeno, para me poder ver como sou. Raramente temos tempo para ver como somos, e sobretudo com a atitude de nos maravilharmos com a beleza que temos. Devíamos fazer isto mais vezes.

Este espelho não falou só de mim ou para mim, mas falou-me de alguém que é um gesto de verdade. Acredito cada vez mais que a vida se faz através dos outros e do que fazem em nós, tal como temos consciência que fazemos coisas importantes na vida dos outros. Reflecte não o que gostaria de ser, mas uma simples verdade de ser amado, aquilo que ninguém nunca me poderá tirar. Uma experiência destas vale mais que bibliotecas inteiras...

Obrigado, querida amiga, por te teres lembrado e me teres lembrado de coisas que só tu sabes mostrar, por seres como és. Uma imagem vale mais que mil palavras, dizem... quando não valerá a minha imagem? Uma força inacreditável de entrega e sonho capaz de caminhar pelos próprios pés.

13 novembro 2008

Riqueza interior

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Se fizer uma história dos meus momentos significativos, em que descobri algo mesmo importante sobre a amizade e as relações, ou sobre mim mesmo, vejo que estas memórias vêm associadas a lugares. A nossa vida tem o seu espaço e as coisas bonitas e grandes da vida acontecem em paisagens escolhidas ou que parece que foram feitas de propósito para nós, naquele momento.


Quando procuramos um espaço para encontrar a nossa verdade amada, precisamos também de rituais e santuários. Um lugar onde o fascínio aconteça, onde algo de eterno tenha a nossa carne e fale a partir das nossas coras.


E este espaço de verdade acontece em nós. Se temos verdade, e é certo que a temos - tantas vezes nos esquecemos disto - o espaço da verdade é de uma beleza quase infinita, insuportável até, se comparada com as pequenas ruas por onde vamos gastando e arrastando a beleza. Cuidar este nosso espaço é acreditar nele e maravilharmo-nos com ele. Acontece tanto em nós quando estamos dispostos a que aconteça!

16 outubro 2008

Na amizade

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O que pode definir a amizade? Aquilo que vejo na minha história são acasos e surpresas, nascem sintonias, que não aparecem à força. É-se amigo porque sim, às vezes de pessoas com mais defeitos do que qualidades. Talvez porque se vê mais facilmente o outro lado do defeito. Porque se gosta de alguém, há compaixão.

Já seria outra coisa falar de verdade. O outro lado dos defeitos de alguém é uma promessa e um acreditar na bondade já vista e conhecida. Implica dizer o que custa dizer normalmente. Seria outra coisa falar de verdade, mas assim não há amizade.

E já seria outra coisa falar de liberdade. Somos responsáveis para sempre por aquilo que cativámos, diz Saint'Exupery. Se cativei, fui cativado, estou ligado para sempre com um compromisso. Mas este compromisso tem a mesma cor da liberdade, que consola e magoa com a mesma força. Quando não são essenciais presenças constantes.... aquilo que se diz que o tempo e a distância não apaga... A única coisa que no fundo, apaga a amizade é o não cuidar dela. E isso vai muito além das pequenas intenções, são espaços próprios da alma, aquela flor para aquela parte do jardim.

13 outubro 2008

Divisões interiores

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Por diversas circunstâncias, tenho andado à volta da questão sobre o querer fazer o bem e o conseguir fazê-lo. E, por caso, tenho até tido várias conversas sobre isso. Há uma frase de S. Paulo que sempre foi misteriosa para mim: "Não faço o bem que quero e faço o mal que não quero".

Chega a ser exasperante esta situação, de não conseguir ser simples no amor. Porque fazer o bem é tão óbvio, há uma espécie de mapa interior em cada um de nós que sabe perfeitamente para onde podemos andar nos gestos concretos de cada dia para poder alcançar as nossas metas de bem. E perdemos tempo, gastamos energias, perdemo-nos a nós mesmos em tantas coisas menos importantes e que acabam por nos fechar em ciclos pouco virtuosos.

Não somos máquinas, super-homens, totalmente perfeitos. Há que aceitar sem desanimar, mas esta situação às vezes é mesmo difícil de levar com serenidade. Por outro lado, o desejo do Bem é um dom enorme. Há muitas pessoas que nunca põem esta questão... Teria de caminhar na confiança, e dar-me conta de que são mesmo poucas as coisas que dependem exclusivamente de mim.

04 outubro 2008

Contemplação

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Um olhar contemplativo vê a realidade para além do sensível. Descobre um elemento de eternidade que liga o Homem à Natureza e o faz perceber-se como parte de um universo levado pelo Amor até à incompreensão. De facto, o grande desafio de um contemplativo é encontrar o dedo de Deus em realidades que não o mostram claramente. Talvez até o escondam.

Sobretudo em realidades de escuridão pessoal, verdades que teimam em não ser postas à luz do dia, porque deformam imagens de perfeição que nada têm a ver, no fundo, com as mãos que as podem modelar.

Um contemplativo não foge do que é, e sonha com o facto de acreditar que tudo tem um rumo que arrasta para coisas bonitas, grandes e cheias de cor e bondade. Por isso, o contemplativo é corajoso, é humilde, é extraordinariamente simples, porque não é ingénuo. Sabe de que matéria é feito.

17 julho 2008

Janelas

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Das coisas mais impressionantes dos tempos de reviver e saborear de novo paisagens conhecidas é o olhar pela janela para perceber o novo mundo em que me encontro. Janelas são pontes entre o espaço de dentro e o conhecido-desconhecido lá de fora. Entre o quente e o frio, entre o cómodo e a aventura.

Precisamos de espaços seguros dentro de nós, onde as raízes estejam a falar constantemente de belezas profundas e toques de infância. As janelas são lugares de inspiração antes de alguém se lançar no voo, aceitar o que vier, querer e desejar as maiores plenitudes.

Faz falta parar, é preciso estarmos connosco e reconhecer fragilidades amadas. Faz falta criatividade, e uma vontade cristalina de trazer luz às sombras, minhas e dos outros... No espaço da minha janela, aquela que hoje encontro, sinto-me bem, saudável, incrivelmente transparente a raios de luz clara.

07 maio 2008

Não se dá o que não se tem

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Às vezes, as frases repetidas fazem muito sentido. Vivemos espontaneamente fora de nós, procurando oportunidades de realizar aquilo que sonhamos, de cultivar e cuidar as nossas relações, de fazer aquilo que gostamos e também aquilo a que a Vida nos vai obrigando. E apetece ficar em casa para não apanhar muita chuva, nem sentir o desconforto do que há para fazer e não apetece muito.

Mas continuamos a olhar para fora. O que em si é bom, porque ficar parado dentro de si a cultivar o bem-estar espiritual possível, acaba por nos trazer pouca luz.

Pelo contrário, se o nosso estar em casa é marcado por momentos de verdade que dizem de nós próprios aquilo que nos agarra por dentro, ficamos unidos a qualquer coisa que tem a ver com a profundidade dos nossos gestos fora de nós. Não nos podemos dar verdadeiramente, se primeiro não formos capazes de nos entregar ao que somos e temos entre mãos. Aí sabemos os nossos tesouros e o modo perfeito de os oferecer ao mundo.

23 abril 2008

A Verdade liberta

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O óbvio está sempre diante dos nossos olhos e muitas vezes não o vemos. Como quando procuramos algo, que afinal está ali em cima da mesa e viramos as coisas do avesso, até que acabamos por nos rir com a nossa distracção.

A nossa verdade diz respeito àquilo que temos hoje e agora, não a ideais futuros, nem a coisas que passadas às quais continuamos a dar uma importância excessiva. Se vivemos entre sonhos e memórias, não podemos deixar de perceber que o que existe agora é o mais concreto que temos entre mãos. Que podia ser muito diferente e melhor, mas é o que temos.

Ao saber o que tenho, posso tomar tudo como um papel onde desenho, ou uma pauta onde escrevo música. Não posso desenhar no vento nem esculpir em pedras enterradas. E a liberdade nasce de um acarinhar as oportunidades presentes e fazê-las os meus caminhos possíveis de liberdade.

08 abril 2008

Ponto de partida

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Em determinados momentos da nossa Vida, quando achamos que há muitas coisas no coração a exigirem de nós, é útil parar e decidir. Não é fácil deixarmos de lado coisas que parecem tão urgentes, já que o tempo é sempre tão escasso e, tão útil para não o perder para estar a mexer em coisas que se esperam vir a ser resolvidas mais cedo ou mais tarde. Se vierem...

Como em tudo, um equilíbrio entre agir e pensar como agir é muito importante. Sobretudo em matéria de sentimentos. Os ponteiros do relógio fazem rodar os sentimentos, quando não temos a coragem e a paz de os fazer girar ao ritmo do Essencial.

Há qualquer coisa parecida com a coragem em fazer isto: de ter para mim mesmo os nomes do que se passa em mim. Tem tanto de salto arriscado como de confiança na paz. Quando sei o que o coração tem e não tenho medo disso, tenho o meu ponto de partida, nem bom, nem mau, é o que tenho e o que sou. E assim posso saltar de braços abertos para o que a Vida me pede, sabendo que só quero ser autêntico e feliz.

21 junho 2007

Os sinais da esperança

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Quando nos dão um presente grande de mais, às vezes ficamos a olhar para ele com medo lhe tocar. Só a contemplação de um dom faz feliz, sabendo que se o tem em plenitude, mesmo antes de o começar a usar.

Na minha vida fui tendo muitos presentes assim, de coisas que descobri de mim e dos outros. E nem sempre percebi a força escondida numa promessa demasiado gigante. Talvez por pensar que não vou ser capaz, ou por não acreditar que uma coisa assim possa ser-me confiada.

Tenho descoberto que o que faz funcionar o Dom é a Verdade. Quando percebo a verdade com que me é dado esse dom, então faço-o meu, e transformo a vida, minha e do mundo. Se não percebo ainda o porquê, corro o risco de o usar mal, ou de forma inadequada.

São os sinais de esperança que confirmam os Sonhos que me vão sendo dados. Sinceramente, há dias em que precisamos muito deles...

20 junho 2007

Por acaso...

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A nossa vida é feitas de coisas bem pequeninas... e essas coisas são grandes oportunidades. Há dias especiais, com acontecimentos que marcam novas etapas da Vida, mais ou menos fundamentais. Mas é verdade que a grande parte do trabalho dos nossos sentidos se volta para coisas tão comuns.

A diferença entre o levar uma vida de qualidade melhor ou pior, não está na quantidade e qualidade das coisas que nos acontecem. Está no modo como olhamos... a cor e toque que pomos nas coisas, é o que definitivamente traz a nossa marca.

Ou toco como se nada fosse, ou amo porque tudo é bonito. Mesmo as coisas caídas no chão, ou as paredes sujas... é sempre um convite a por qualquer coisa em ordem... ser mais completo nas minhas acções, ser capaz de ser transparente e decidido no que é melhor para cada momento.

Isso faz-se num abraço de chegada, alimentado nos momentos em que olho as paredes da minha casa e me sinto no meu lugar, sempre com vontade de o encher de novas flores e novas músicas.

14 junho 2007

...

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A experiência mais radical do Amor tem duas margens:

A Verdade, que me leva à Coerência

A Liberdade, que me leva à Paz.


É isto, não é? Talvez devesse repetir isto várias vezes ao dia... =)

15 maio 2007

Invencível

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Cada vez me vou convencendo mais que as coisas que me dão segurança são invisíveis. E dependem da fé.

São importantes os laços de amizade e de família. É importante aquilo que faço e o modo como os outros reagem a isso. É importante aproveitar tudo o que a Vida me dá, sobretudo as coisas bonitas e as grandes realizações.

Tudo o que vejo e se constrói a partir das minhas qualidades e do que a Vida foi fazendo de mim. Tudo isto traz uma felicidade genuína. Mas bela como um por do sol, ou um voo de águia que passa, desenhando linhas que não percebo nem consigo acompanhar.

Vou tocando a humildade de me encontrar com uma verdade mais autêntica que nunca. Que não chego à felicidade mais plena, já vivida em cada dia, se não me deixar levar na confiança de um Abraço que me segura para além de toda a mudança. Para além de toda a solidão.

Esta descoberta faz-se em caminhos árduos e percebendo que tantas coisas ficam para trás. Mas sou autenticamente feliz, e auntenticamente seguro.

01 maio 2007

Tudo bem

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Os dias em que nos sentimos com uma força contra todas as tempestades.... mais que um estado de humor, o treino de nos dedicarmos de coração àquilo que mais nos completa na vida, faz-nos ficar mais sólidos.

Muitas vezes, queremos, sem querer, evitar a nossa verdade... há sempre coisas atractivas que vão pondo em segundo lugar aquilo que pensamos que é essencial e já está adquirido. Ficamos mais pobres sem o saber... porque pouco a pouco, deixamos de brilhar com a felicidade plena.

Quando estamos em alturas em que tudo parece estar bem, é o momento de vivermos mais de perto o essencial, mesmo quando não parece necessário. Porque um dia, quando precisarmos dele, vemos que perdemos algo importante. Sem querer, mas querendo, por ser mais fácil...

Prefiro decidir ser feliz a toda a prova, todos os dias =)
 

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