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07 novembro 2010

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E amanhã regresso a Roma para uma semana! Vou para uma reunião de trabalho de alguns dias, ligado ao Apostolado da Oração. Ainda não passou muito tempo desde o regresso, mas é uma oportunidade que me enche de alegria, ainda nem deu tempo para sentir aquela nostalgia dos lugares fundamentais.

Uma viagem é sempre uma oportunidade de encontrar coisas novas, mesmo voltando aos mesmos sítios. Somos construídos também a partir de espaços. Porque um espaço é um lugar onde acontecem tantas coisas, sozinho ou com outras pessoas. Espaços são também relações e experiências de entrega e desafio.

É tão importante regressar a lugares importantes, porque nos recordam inspirações passadas com as quais nos continuamos a comprometer. São espaços de Vida e promessa. No fundo, o estar com qualidade joga-se entre memória e desejo de continuar assente em algo que teve significado. Roma é este espaço na minha vida, tal como muitos outros na nossa vida que se impõem como vontade de acertar. Viajar, regressar e partir completam-se muito.

10 maio 2009

Acreditar

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Estes dias em Roma foram muito especiais, pela presença de alguns amigos que vieram visitar. Não me canso de admirar esta Cidade e visitá-la em ritmo de turismo, mesmo dormindo menos e andando muito, é uma oportunidade de re-visitar locais e Belezas que na vida normal não acontece.


Tudo isto me faz acreditar em duas coisas. Que é uma maravilha aquilo que podemos fazer, como a História e as nossas próprias histórias podem marcar tantas pessoas, criar monumentos, serem fascinantes. Acreditamos muitas vezes que não somos capazes da genialidade que outros manifestaram. E porque não seremos? Se temos um coração que quer ser bom e trazer felicidade ao mundo, de forma livre, desprendida e leve... nada nos pode impedir de sermos verdadeiramente artistas de novidades nunca vistas.


E a outra maravilha é poder encontrar amizades, saborear presenças em coisas simples e quotidianas. Precisamos uns dos outros, fazem-nos completos, desafiam-nos a sermos cada vez mais nós próprios. São tesouros que trocamos, e a melhor forma de trocar é entregar e sorrir por causa disso.

08 dezembro 2006

Roma

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Hoje escrevo sobre a cidade que me acolhe. Onde vou chegando cada vez mais dentro. Passo pelas ruas cheias de pessoas de todo o mundo. O ruído dos carros, das vozes, das motas... uma Vida em movimento constante, dia e noite.

Viver e morar numa cidade de catálogo turístico tem uma beleza especial. Por saber que não se passam aqui apenas alguns dias de sonho, mas alguns anos que vão contruindo o meu sonho.

E sinto-me diminuto nos milhares de anos destas pedras, pisadas por imperadores e soldados, peregerinos de todos os tempos, por Pedro, Paulo, Inácio de Loiola, Xavier... Sinto-me esmagado com a força da história dos homens, que aqui conheceu tanto do que hoje é. Um antigo centro de um Império, hoje o centro da Igreja a que sou chamado. Tremenda na sua grandeza.

E a luz cada vez mais impossível, uma cidade que todos os dias é ouro, prata, diamante, pedras preciosas, espelho... Que até dói de tanta beleza!

Chegar a esta Cidade para aqui ficar é um dom, um privilégio que agradeço constantemente. Porque passa por mim de forma inexplicável toda uma Vida passada, que me faz viver um presente cada vez mais intenso e entregue.

10 setembro 2006

Sogno Essere Umano

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Roma, 9 de Setembro. Saio pela porta da Igreja e olho para a rua... Uau! Os carros desapareceram da avenida e foram substituídos por uma multidão de milhares de pessoas em magote. Muitos milhares por todo o centro da Cidade. Ontem foi a Notte Bianca (Noite Branca). É uma noite de grande animação cultural e musical da cidade, com muitos eventos gratuitos. Gigantesco. A Igreja do Gesù também participou, e participámos. =)

O Gonçalo, meu companheiro de comunidade, organizou um espectáculo de imagem, música e luz dentro da Igreja. E fomos todos envolvidos... Fecho os olhos e vejo... O Gonçalo atrás dos painéis a controlar as três projeccões simultâneas, dirigia o Sonho, eu a cantar e tocar guitarra, o Afonso com os melhores mimos culinários que se podem imaginar, para reforço de corpos de almas cheias, o David no chão a regular a luz, o Brian a distribuir papeís aos fundo da Igreja, o Rogério a dançar enquanto pintava, a Carolina no violino, o Andrea na precursão, o Matteo e o Paolo na guitarra, voz e baixo, e a Maeve... a Maeve, a fazer música de Deus, a presença do Espírito.

Muitas centenas de pessoas iam entrando e viam-se envolvidas por uma proposta e uma resposta: Há uma resposta para se ser verdadeiramente Humano... essa resposta é Deus. E as pessoas sentavam-se, parava o ruído daquela festa, entrava-se no sonho e no desejo. Sem discursos... com imagens e som, com presença de vidas que vivem uma proposta concreta e que, com isso, simplesmente com isso, questionam.

É uma forma de linguagem nova, muito nova, de arte, beleza e interioridade. Ontem isso foi conseguido, foi experimentado. Há momentos em que de facto, o Espírito é tão presente, em todos os sentidos. Para mim foi um momento de engrandecer o coração, de pensar que a Vida Humana é tão divina como frágil, e por isso é tão amada, tão simplesmente querida. Para as pessoas presentes terá sido o mesmo, ou muito diferente... é bonito não o saber!
Obrigado, Gonçalo! Sei que não gostas que digam que os frutos te pertencem, e a sério que os sinto meus também, mas a Graça tem canais especiais...

24 agosto 2006

Artistas de Rua...

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Ontem à noite fui dar mais um passeio pela Cidade Eterna!
Aqui em Roma vêem-se muitos artistas de rua, uns mais talentosos que outros, em muitas praças e esquinas. São músicos, malabaristas, contorcionistas, estátuas...

Isso faz com que a Cidade esteja muito cheia de música e talento. Mas uma das primeiras vezes fixei-me com mais atenção no que estava a ver.

Uma rapariga estava a começar o seu espectáculo e, depois de vestir o fato disse: "Eu faço este espectáculo para vocês. No fim podem dar aquilo que quiserem. Cinco euros para vocês nao fazem diferença alguma mas, para mim, podem mudar a minha vida."

E a partir daí, comecei a olhar estas pessoas, porque verdadeiramente se vêem algumas coisas muito bonitas, e a pensar que pessoa, que vida, que casa e que família estaria por detrás daqueles vestidos e daqueles gestos.

Muitos farão disto um tipo de vida, mas outros não terão outras hipóteses para sobreviver, além de virem para a rua divertir e fazer rir.

E fico a pensar que tantas vezes as estas pessoas pobres poem cara alegre e podem fazer muito pelos outros. Agora, quando vejo alguém assim, sinto-me mais rendido que nunca à alegria. E esforço-me por rir quando mesmo quando não percebo a piada e por bater palmas mesmo que não tenha sido uma acrobacia genial... para além de alguma moeda, entregar também flores da alma.

E sinto que é muito importante que eu possa criar o meu próprio espectáculo dentro da minha praça, para nos momentos difíceis ser capaz de mostrar arte e beleza aos outros. Nunca esquecer a própria dança...
 

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