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27 janeiro 2009

Paciência

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Estes dias têm sido muito ocupados com leituras e preparação de trabalhos e exames. Para além da pressão de ter de apresentar conteúdos, cada vez sinto mais uma espécie de frustração por não poder ter tempo nem espaço para parar e reflectir sobre aquilo que li. Ainda por cima, acredito que este é o objectivo principal de qualquer estudo; o resultado do exame é uma pequena parte do proveito. Mas enfim, datas e prazos são assim e o sistema obriga-nos por si mesmo a olhar a resultados mais que a profundidades.

De todos os modos, mesmo sem passar mais tempo em reflexões do que em leituras, não deixo de me interpelar por algumas questões. E hoje foi precisamente a questão dos resultados.

Faz falta ter presente a questão do facto de as coisas esistirem como são, e não ter pressa em as descrever. Um dos maiores problemas da velocidade dos nossos dias é esta pressa de dar nomes às coisas, num esforço de as tornar parte de mim. O facto de não deixar que elas sejam por um tempo elas próprias, faz perder a luz que irradiam.

Esta é a diferença principal entre contemplação e pensamento. Ao agirmos só com a cabeça e pensamentos elaborados, perdemos o pulsar das coisas e as cores da criação. Os pensamentos feitos por nós podem ser escritos, tinta negra em papel branco... poucas cores para dizer a totalidade da Vida.


19 fevereiro 2008

A possibilidade de amar

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Uma das dimensões mais difíceis de viver no amor é a paciência. Inconscientemente, quando falamos de entrega, temos a noção de que damos para vir a receber. A meta é a gratuidade, dar sem esperar em troca. Um ideal que é possível, e está presente nas decisões importantes que marcam etapas fundamentais da vida, em relação a pessoas ou a situações.

Já a paciência tem a ver com o tempo, com a espera, com a frustração de não ver frutos no que se entrega. A paciência purifica a entrega, desafia a renovar o sonho antigo, quando prometi aquilo que me abria os maiores horizontes.

É companheira de caminho, é a visão que vai mais longe, é a força da perseverança. Convida a confirmar cada dia os propósitos e a confiar, mesmo na escuridão. Sobretudo, ajuda a perceber que o Amor ultrapassa todas as previsões, vem de longe e, por isso, não depende só de mim.

04 janeiro 2008

Estar presente

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Não há soluções imediatas para conseguir aquilo que mais queremos profundamente. Sentimos tantas vezes que, de um dia para o outro, poderíamos mudar aquilo que gostaríamos.Mas tantas vezes temos hábitos escondidos e estamos dependentes do que se espera de nós.

E muitas vezes, o que queremos implica mudanças nos corações que vemos à nossa volta.

Há uma ciência que se vive no coração, que busca a paz e momentos de encontro com o desejo e a vontade. Que não acontece de um dia para o outro, mas num dia a seguir a outro dia. Um mundo de possibilidades que se abre em cada nascer do sol, feito de entrega e com passos que querem acertar cada vez mais. Pequenos passos, os possíveis, aqueles que nascem de uma profundidade amada que sabe sempre o que quer.

A paciência é um segredo que se revela em todos os nossos presentes. Fazer do presente o maior presente para o mundo, para nós, para quem amamos. Se fosse este o caminho a percorrer durante este ano, já seria algo verdadeiramente maravilhoso.

16 dezembro 2006

Poucas coisas

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É importante, na busca do nosso equilíbrio interior, encontrar algumas pedras que nos sirvam de fundamento, uma espécie de linha espiritual que guie o nosso dia e a nossa acção. Pode ser uma palavra, um sentimento, algo que seja o fundo e a base daquilo que colorimos.

E quando as coisas caem na monotonia, independentemente de serem bons ou maus momentos, a reacção mais provável é tentarmos novas coisas, encontrar mais lugares onde caminhar, porque parece que estes não funcionam ou já deram tudo o que tinham a dar.

E lembrei-me de duas expressões dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio: "Em tempo de desolação não fazer mudança" e "saborear internamente". Nos momentos menos bons, procurar novos pontos de apoio, pode ser uma precipitação, se não partirem de bens já adquiridos e solidificados. Quando se está bem e se procura novidade pela novidade, é bom ver antes se o que se percorreu até agora deu todos os frutos que tinha a dar.

A pressa não é boa amiga da paz de espírito. Nem sequer por bons motivos. Se o coração encontrou paz numa paisagem, também alí se deve contruir uma morada, escrever menos linhas, mas viver mais a fundo a Vida.

16 novembro 2006

Sereno

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Não querer ter pressas. Quando tudo à nossa volta parece querer ser para ontem, e quando os nossos desejos nos parecem longe ainda de serem concretizados. Vivemos nesta tensão entre o querer e o esperar.

Porque é bom querer e desejar, no fundo é que nos faz avançar, sobretudo quando temos metas claras do que queremos para nós. Mas é também uma fonte de instatisfação e impaciência, é difícil esperar os momentos em que tudo será perfeito!

Até lá, vivo na serenidade. De uma busca abraçada pelo sonho, dos sinais de que as coisas vão sendo diferentes e melhores, mesmo sem saber porquê. Desconfio e acredito que é uma força amorosa e paciente que nos vai enchendo ao seu ritmo.

Amo o ritmo da minha espera. E isso é serenidade. E é tão bonito perceber isto como uma meta, que não se consegue por querer, mas consegue-se por ter sido dado, assim, tão simplesmente, tão próprio das grandes surpresas escondidas.
 

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