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22 abril 2009

Descanso

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Não é possível chegar àquele ponto em que podemos ver num dia tudo resolvido, arrumado e escrito, e estarmos prontos, sem mais nada, para aquilo que virá. Há sempre algo que acontece e que rompe uma programação já feita. Insistir demasiado em conseguir fazer tudo o que está pendente ajuda a evitar a preguiça e o deixar-andar, mas também nos sujeita a gastar energias que não vale a pena.


O elemento surpresa tem sempre esta coisa de ser boa e menos boa. Quando nos convém, não há nada melhor que um bom imprevisto... mas nem sempre é assim, as coisas que nos ocupam e nos dão mais cansaço tendem a arrastar outras. E quando tudo estava encaminhado, abre-se mais uma janela de uma paisagem que não me apetece ver.


E como viver com isto? Descansar. Não se preocupar mais com o que o dia já de si oferece. Ter um tempo perdido e ganho para mim, ver além das surpresas a certeza quotidiana de dons que tenho só porque respiro e novidades que acontecem só porque caminho.

24 março 2007

Ritmos

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É bom fazer o que quero... e ter tempo para isso e possibilidade de o fazer. No final de um tempo de descanso, a fazer o que se gosta ou estar a falar com algum amigo, sente-se que não se perdeu tempo.

Ficam algumas coisas "urgentes" para trás. Aí está o equilíbrio do meu ritmo. Há alturas em que há tempo para tudo, menos para nós próprios... E é tão importante cuidarmos de nós. Entre o ter alguns minutos, poucos, de paragem interior e exterior, ou nenhum, porque se não for a sério, não dá, o coração vai-se gastando fora de si.

E, por outro lado, fazer o que quero, não é igual a fazer o que me convém. A outra parte do meu ritmo. No fim, fica um vazio de poder ter aproveitado melhor aquilo que verdadeiramente quero da Vida.

São as duas coisas importantes, a qualidade e a quantidade do meu descanso e do meu tempo de cuidar de mim. É uma prioridade esse tempo. Nas possibilidades da quantidade, escolho a maior qualidade. E as coisas "urgentes" vêm transformadas.

Bom fim de semana, e bom descanso! =)

23 janeiro 2007

Procuro

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"Onde estás?" - Pergunto enquanto olho a sorrir ao longe. Ouve-se a sua voz na noite, misturada com passos de encontro. "Já me encontraste, uma vez mais te encontro". Passam as luzes da cidade, até aparecer a cor do fogo. "Há lugares tão nossos, em que o tempo deixa de passar na memória, fica em movimentos de consolação futura, preciso deles". Sento-me, cansado, às vezes a alma desiste de querer mais, sai do peito num lamento incompleto. "Que procuras?"Pararam os passos, ouço um gesto de abraço. "Sinto uma paz prometida, aquela que é trazida na promessa que me fizeste". Abre-se um livro, as páginas são escritas rapidamente, à velocidade de um voo de águia. "Não procures mais, nunca chegarás ao fim da viagem, vive a partir do completo que te é dado agora". As mãos enchem-se de água que escorre pelos dedos. "Não consigo, pode ser tudo tão completo quando se pára a meio do deserto e se ouve o som do vento". Descansa agora o meu coração, porque me hei-de inquietar, se vivo debaixo de um sol que nasce todos os dias?

 

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