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17 maio 2010

A nova Missão!

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Chegou a altura de ser conhecida a minha missão, quando, em Julho próximo regressar a Portugal, depois de ter terminado os meus estudos aqui em Roma.

Para quem não conhece bem os procedimentos da designação de uma missão para um jesuíta, passo a explicar. A missão é dada pelo superior Provincial, superior dos jesuítas em Portugal, depois de um tempo de discernimento, em que o jesuíta é consultado sobre aquilo que sente que poderá ser o campo onde vê que poderá dar maiores frutos. É um dado importante no discernimento, mas não o decisivo. Por detrás de uma decisão está a disponibilidade de quem se oferece para o que for preciso segundo o voto de obediência. Assim sendo, a última decisão cabe ao provincial, que escolhe um jesuíta para fazer determinado trabalho, de acordo com as necessidades que a Companhia de Jesus tem nesse momento. Depois deste tempo, foi-me então comunicada a minha missão, que acolhi com imensa alegria!

Regresso à cidade de Braga, onde estudei por quatro anos Filosofia e Humanidades e irei viver na mesma comunidade em que estive, a Comunidade Pedro Arrupe, com os jovens jesuítas que estudam Filosofia. E irei dividir o meu apostolado em dois campos:

Vou começar a trabalhar no Apostolado da Oração, que é uma obra levada pela Companhia de Jesus e que tem uma grande tradição em muitas paróquias e grupos espalhados pelo país. Para além da editorial e da publicação de várias revistas, o Apostolado da Oração tem como principal missão o dar instrumentos a todos aqueles que queiram aprofundar a sua relação com Deus, através da oração, e de crescer no seu compromisso com a Igreja. A minha presença nesta obra será a de colaborar com aquilo que já se faz e ir descobrindo e aprofundando novos modos de comunicar a experiência de Deus às pessoas, mais novas e menos novas, que o desejam. Nesta linha, o Apostolado da Oração lançou esta Quaresma o Passo-a-rezar, um verdadeiro sucesso no modo de usar as novas tecnologias para proporcionar momentos de oração.

A outra parte da minha missão é ser Director do CAB (Centro Académico de Braga), um dos quatro centros universitários que os jesuítas têm em Portugal. Este centro é um lugar que acolhe os universitários que queiram vir, e que propõe de uma série de actividades, adaptadas ao mundo universitário. Estas actividades ajudam a crescer e viver a fé de forma mais esclarecida e ter também uma visão do mundo e da sociedade que leve a um compromisso maior e segundo os valores cristãos. Serei ajudado por alguns companheiros jesuítas e um grupo de universitários. As actividades vão desde grupos de reflexão, oração e partilha, a voluntariado, peregrinações, viagens, debates, etc. Sobretudo, o que mais toca os universitários é a experiência de partilhar a mesma fé, que ajude a orientar o rumo da própria vida, para além dos profundos laços de amizade que se criam.

Para aprofundar, deixo aqui alguns links que ajudam a perceber melhor onde estarei nos próximos tempos! Peço desde já as vossas orações, para que consiga levar com generosidade esta missão e partilho a minha alegria! ;)

Apostolado da oração: http://www.apostoladodaoracao.pt/
Centro Académico de Braga: http://www.cab.com.pt/

01 março 2010

2 anos!

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O essejota.net celebra este mês de Março 2 anos de vida! 


Este site é uma iniciativa da Pastoral Juvenil da Companhia de Jesus, levada pelos jovens jesuítas portugueses, juntamente com um bom número de amigos que colaboram. 

Neste mês, começa uma nova fase do site, que agora passa a ser quinzenal. Assim, cada 15 dias, terás oportunidade de ler, ouvir, reflectir, conhecer novos conteúdos que ajudem a entrar mais nesta proposta de um olhar actual e cristão sobre a vida, o mundo e a fé. Visita e bem vind@! ;)

17 novembro 2009

Vocação de Irmão Jesuíta

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(sugestão de Princesa)




Este tema é mais específico, para falar de um aspecto da vocação dos jesuítas, talvez não tão conhecido, que é a vocação de Irmão. O mais próprio seria que fosse um irmão a poder explicar melhor em que consiste essa vocação, mas falarei daquilo que sei e da experiência que tenho de contacto com tantos companheiros irmãos.

Ser irmão não é, de modo nenhum, uma semi-vocação. É vocação no sentido mais pleno da palavra, uma vez que corresponde à consagração de uma pessoa a Deus e ao serviço na Igreja, através dos votos religiosos de pobreza, castidade e obediência.

A Companhia de Jesus nasceu com o grupo de primeiros companheiros, reunidos por Santo Inácio de Loiola, e estes, desde o início, tiveram muito presente que o seu modo particular de servir a Igreja e consagrar-se a Cristo seria através do ministério sacerdotal. De facto, quando a Companhia é fundada, todos tinham já sido ordenados. Porém, logo nos primeiros anos, começaram a pedir para entrar na Companhia de Jesus, homens que queriam viver a mesma missão e o mesmo carisma, mas não viam que a vocação tivesse que ser necessariamente ligada ao ministério sacerdotal. Daí que começaram a existir jesuítas que vivem plenamente a sua vocação jesuítica sem serem ordenados sacerdotes.

É certo que, durante muitos anos, os irmãos tinham como parte da sua missão ajudar os sacerdotes a que pudessem desenvolver bem a sua missão, tratando de coisas mais práticas. Por isso, os serviços de casa (cozinha, roupa, etc) eram normalmente confiados aos irmãos. Mesmo que, ao longo da história, não faltassem irmãos que se dedicaram ao acompanhamento espiritual, às missões, a trabalhos relacionados com o ensino ou a arte, etc, a imagem que foi ficando é que seriam uma espécie de vocação para coisas práticas, sem ser necessária muita preparação académica. Com o passar do tempo e, mais recentemente, isso já vai sendo ultrapassado. Quem agora entra na Companhia como irmão, participa da mesma missão de um padre, sem o exercício do ministério sacerdotal, mas com a formação necessária aos diversos apostolados a que pode ser enviado: pastoral, exercícios espirituais, economia, gestão, área da saúde, ciência, arte, ensino, etc...

Com tudo isto, há dois aspectos fundamentais a ter em conta:

- Que um irmão jesuíta é chamado, tal como um sacerdote jesuíta, a viver a mesma consagração a Deus. Ambos são religiosos. É mais fácil associar um religioso ao ministério de sacerdote, pois visivelmente faz coisas que outros não podem fazer. Mas a vocação de irmão consiste num serviço, neste sentido, mais "original" e "radical", uma vez que é chamado a viver, como leigo consagrado, o testemunho da vocação religiosa, que num padre é mais evidente.

- A Companhia sempre se identificou como um Corpo para a missão, no qual convivem unidade e diversidade. Uma mesma vocação a Deus e ao carisma inaciano, mas segundo modos diversos de a viver. Esta diversidade na unidade, não só a nível de vocação religiosa, mas também a nível de culturas, idades, mentalidades, carismas pessoais, faz parte da identidade do ser jesuíta.

Por fim, da minha experiência pessoal, confesso que a maioria dos irmãos que conheci e conheço pertencem a um tempo em que estes se dedicavam a tarefas mais práticas. Com os irmãos mais novos não se passa isso, agora existem programas de formação muito aplicados aos casos concretos que existem. Mas o que sempre me tocou é o seu testemunho de vida, que me ensinaram tanto na minha formação e agora, como padre, me continuam a desafiar. Homens de Deus, que no silêncio do seu trabalho, da sua generosidade, manifestam sempre um amor enorme a Deus e às pessoas. São capazes de relações humanas de uma simplicidade e profundidade que sempre admirei muito. São para mim verdadeiros exemplos e confirmam a minha vocação no que tem de mais fundamental.

14 julho 2009

Com abundância

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E finalmente, consigo o tempo e espaço exteriores para poder partilhar aqui os dias deste fim de semana. No Sábado, dia 11, fui ordenado no Carmelo de Fátima, onde tenho uma irmã Carmelita, por imposição das mãos do Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto. E na presença de tantos familiares, companheiros jesuítas, sacerdotes da minha Diocese, e amigos da minha terra natal e dos sítios por onde fui passando. No dia seguinte, no Domingo, foi a minha Primeira Missa, na Igreja onde me baptizei, fiz a primeira comunhão e me crismei, em Idanha-a-Nova.

Tenho apenas duas palavras que poderiam resumir de alguma forma o que senti nestes dias, apesar de ainda me ser difícil expressá-lo: Apresentado e Abraçado.


A minha irmã Margarida canta as ladainhas durante a prostração.

Apresentado na celebração da minha ordenação, onde me disponho diante de Deus para o que for, onde me sinto receber uma graça que não consigo tomar conta por mim mesmo, a não ser pelo extraordinário Poder que me é dado de ser Padre. Sinto-me herdeiro de uma promessa e uma benção, um Bem feito de mim para os outros.
Abraçado na minha terra natal, por uma igreja cheia de gente, com tantos rostos da minha infância e de tantos amigos que viajaram muito para estarem presentes. Uma experiência de ser acolhido na alegria e na simplicidade e não poder fazer mais nada do que dar-me conta que este é o meu novo lugar. Uma alegria indescritível.
Na celebração da Primeira Missa, na minha paróquia.

Muitas vezes pensamos que não estamos à altura dos momentos. O facto é que nunca estamos completamente preparados para a Grandeza que somos. O momento em que isso se manifesta em toda a sua Luz e Presença faz-me acreditar com toda a certeza na nossa Bondade e na nossa Beleza. Não nos podemos nunca esquecer da maravilha que somos.

Agradeço a todos as orações, a amizade a presença amiga feita em tantos modos. É uma responsabilidade sentirmo-nos entregues. Obrigado! =)

19 março 2009

Pessoas grandes

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Ontem, foi para o céu o P. Amadeu Pinto, jesuíta português, que estava neste momento a desempenhar as funções de director do Colégio S. João de Brito, em Lisboa. Para além de muitos anos dedicado ao trabalho de direcção em colégios, fez ainda bastante trabalho na área social, após a sua ordenação, e foi também o superior dos jesuítas portugueses, entre 1999 e 2005. O meu contacto com o P. Amadeu deu-se sobretudo a nível das conversas que fui tendo com ele, e dos destinos que me deu, como Provincial, quer para o trabalho do magistério, quer para a teologia. É, por isso, um companheiro que marcou muito aquilo que sou hoje. As suas decisões marcam o rumo da formação, as relações que encontrei, os modos como fui crescendo como pessoa e como jesuíta...


A morte de alguém que é importante para nós traz sempre uma sensação de vazio, uma experiência de vida que deixa de ter uma referência física, visível. É também o desafio a ir além do que vemos e tocamos e passarmos para o nível mais profundo do agradecimento e da saudade. E, porque não, da alegria e da coragem. Quem conheceu o P. Amadeu, certamente não poderá deixar de sentir que esta é a melhor atitude perante a Vida e o que acontece, mesmo a fragilidade, a doença e a morte.


Por estar fora de Portugal, não estive com o P. Amadeu durante o tempo da sua doença. Mas chegavam-me muitos ecos da força e da determinação que nunca o abandonou. Sobretudo da fé e confiança em Deus, de aceitar o fim da Vida com uma serenidade e alegria impressionantes. Quem o conheceu, não estranharia a sua atitude. Sempre foi um homem grande e forte, em todos os sentidos. (os seus firmíssimos apertos de mão e as sólidas pancadinhas nas costas são inesquecíveis!) Nisso foi sempre um exemplo e continua um estímulo a nunca desistir. Será esta a forma que mais me sinto motivado para agradecer a vida do P. Amadeu: ser mais como ele...


Rezemos pelo P. Amadeu e por nós, em agradecimento e atitude de entrega. Por tudo, Obrigado!

07 março 2008

Final da Congregação Geral

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Ontem terminou a 35ª Congregação Geral dos Jesuítas, em Roma. Um trabalho intenso de dois meses, de busca e concretização da vontade de Deus para a Companhia de Jesus, feito por um grupo de 210 representantes das províncias de todo o mundo.

O ambiente da Missa final de ontem à tarde era de uma enorme festa e gratidão. Acredito que as verdadeiras experiências do Espírito levam a uma comunhão muito particular, onde as fronteiras culturais e linguísticas são ultrapassadas e se chega a coisas únicas. Fazer unidade na diversidade, poder transmitir um mesmo pensar e um mesmo sentir, é algo possível... e nota-se.

Nos rostos e nos gestos dos padres congregados, notava-se este cansaço feliz, de missão cumprida, de vontade de levar a todo o mundo uma experiência de corpo universal. E nós, jesuítas e tantas pessoas amigas ligadas a nós, sentimo-nos confiantes no que sairá desta Congregação. Porque vem de Deus, é sincera nos objectivos, é um caminho real apontado e possível de seguir.

05 março 2008

Novidade! =)

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Os jesuítas portugueses, após alguns meses de discussão de propostas, arranjos, tentativas, lançaram hoje o essejota.net!

É uma página de conteúdos, para já mensal, onde sem tem à disposição uma série de temas diversificados, que façam rezar, reflectir, conhecer coisas da arte e da cultura, aquilo que acontece dentro e fora da net.

É resultado da colaboração de um grupo de jovens jesuítas e alguns amigos e, para já, a prova de um exercício de trabalho de equipa e discernimento, que se espera ser de muito proveito para quem visitar. Bem vindos! =)

19 janeiro 2008

União

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Hoje vivi uma das experiências mais profundas de união de espíritos e de corações, em que é palpável esta possibilidade de perceber o quanto Deus age.

Às 8.00h da manhã, participei no coro que animou a Missa que antecedeu a Eleição do novo Geral dos Jesuítas. Uma imagem que me ficou...

A do silêncio e das faces dos mais de duzentos padres que ali estavam... como se estivessem em diálogo contínuo com Deus, em concentração de espírito e na contemplação do transcendente. De querer acertar com o melhor para a vida da Companhia de Jesus. Como se estivessem todos juntos num mundo ao qual eu assistia de fora, apesar de partilhar o mesmo espaço...

E percebi, sentindo e ouvindo este silêncio, que tudo estava nas mãos de Deus... e é uma consolação e uma segurança enorme. Tive a certeza que Ele estava presente e real, único nos desejos humanos e em tantos horizontes de diferentes raças e culturas!


PS: E ainda nessa manhã, foi eleito o P. Adolfo Nicolás como o Superior Geral dos Jesuítas. Rezamos por ele!

07 janeiro 2008

Congregação Geral 35

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A Companhia de Jesus vive, desde hoje, um dos momentos importantes da sua história. Começou, com a celebração da Missa, esta manhã, na Igreja do Gesù em Roma, a 35ª Congregação Geral, uma assembleia de jesuítas representantes de todos os países do mundo, na qual será eleito um novo superior geral e se elaborarão uma série de documentos de orientação para a Companhia para os próximos anos.

É um privilégio estar nesta Cidade e poder participar nestes acontecimentos. É uma verdadeira experiência de universalidade e de corpo. Viver uma vocação religiosa com companheiros dos cinco continentes, que falam uma mesma linguagem e se percebem para além de todas as diferenças de língua e de cultura.

São momentos em que se percebe realmente que são muito mais profundas as fontes da união do que aquilo que separa gerações, modos de estar e perceber o mundo. Vive-se um espírito que faz acreditar que é possível viver à busca comum de uma situação mais completa para todos.

Peço a oração por esta Congregação. O que daqui sair tocará a vida de muitas pessoas que contactam com a Companhia e vivem com ela o seu modo de ser Igreja.


PS: Para seguir o desenvolvimento da Congregação Geral, ver fotografias, etc, podem ver aqui.

14 novembro 2007

Pedro Arrupe

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Celebra-se hoje o centenário do nascimento de Pedro Arrupe, sj (1907-1991), jesuíta espanhol, de Bilbau, médico de formação, missionário no Japão e testemunha da bomba atómica em 1945, e eleito superior Geral dos Jesuítas desde 1965 até 1981, quando uma trombose o fez ficar bastante incapacitado até à sua morte, dez anos depois.

É uma das personagens que mais me fascina. Superior Geral dos Jesuítas na altura em que terminava o Concílio Vaticano II e teve a grandiosa e difícil missão de levar a Companhia de Jesus a viver os novos desafios que a Igreja agora tinha à sua frente.

Há momentos na história das instituições, como também nas nossas vidas, em que o Espírito sopra através de corações e inteligências que percebem o mundo a partir de um esquema completamente novo. O grande exemplo de Arrupe, além da riqueza da sua vida espiritual que tanto me acompanha na vida e na oração, é sobretudo a coragem de pensar de novo.

Partir de coisas antigas assimiladas e amadas, mas, ao mesmo tempo, por-se a caminho entre o risco, a liberdade e a certeza. Que vem da confiança fundada no Amor... são exemplos de estabilidade confiada, para todos os dias.

12 abril 2007

Toque de eternidade

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Com o toque das mãos. É impossível explicar o que se vê. Vejo 13 companheiros jesuítas a ser ordenados diáconos. Não imagino o que pode ir no coração de cada um deles.

Sinto que será um toque que agarra a Vida no mais fundo. Um não poder voltar atrás no amor. Como quem sabe que não perde nada, e chega o momento de dizer sim, e deixa-se levar até ao mais fundo.

Em qualquer caminho que se faça há paragens indicadas, onde se espera recuperar forças e continuar a viagem. Sem rumo certo, só com a certeza do vento. Mas, uma paragem que é mais que descanso, é como se tudo começasse de novo.

Parabéns pela vossa eternidade, amigos! Em especial a ti, Pedro, a ti, Gonçalo e a ti, Fernando.

10 setembro 2006

Sogno Essere Umano

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Roma, 9 de Setembro. Saio pela porta da Igreja e olho para a rua... Uau! Os carros desapareceram da avenida e foram substituídos por uma multidão de milhares de pessoas em magote. Muitos milhares por todo o centro da Cidade. Ontem foi a Notte Bianca (Noite Branca). É uma noite de grande animação cultural e musical da cidade, com muitos eventos gratuitos. Gigantesco. A Igreja do Gesù também participou, e participámos. =)

O Gonçalo, meu companheiro de comunidade, organizou um espectáculo de imagem, música e luz dentro da Igreja. E fomos todos envolvidos... Fecho os olhos e vejo... O Gonçalo atrás dos painéis a controlar as três projeccões simultâneas, dirigia o Sonho, eu a cantar e tocar guitarra, o Afonso com os melhores mimos culinários que se podem imaginar, para reforço de corpos de almas cheias, o David no chão a regular a luz, o Brian a distribuir papeís aos fundo da Igreja, o Rogério a dançar enquanto pintava, a Carolina no violino, o Andrea na precursão, o Matteo e o Paolo na guitarra, voz e baixo, e a Maeve... a Maeve, a fazer música de Deus, a presença do Espírito.

Muitas centenas de pessoas iam entrando e viam-se envolvidas por uma proposta e uma resposta: Há uma resposta para se ser verdadeiramente Humano... essa resposta é Deus. E as pessoas sentavam-se, parava o ruído daquela festa, entrava-se no sonho e no desejo. Sem discursos... com imagens e som, com presença de vidas que vivem uma proposta concreta e que, com isso, simplesmente com isso, questionam.

É uma forma de linguagem nova, muito nova, de arte, beleza e interioridade. Ontem isso foi conseguido, foi experimentado. Há momentos em que de facto, o Espírito é tão presente, em todos os sentidos. Para mim foi um momento de engrandecer o coração, de pensar que a Vida Humana é tão divina como frágil, e por isso é tão amada, tão simplesmente querida. Para as pessoas presentes terá sido o mesmo, ou muito diferente... é bonito não o saber!
Obrigado, Gonçalo! Sei que não gostas que digam que os frutos te pertencem, e a sério que os sinto meus também, mas a Graça tem canais especiais...

08 setembro 2006

9

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Hoje estou a viver um dia muito bonito. Faço hoje 9 anos em que entrei na Companhia de Jesus. Nove anos de grande crescimento, de me tornar uma pessoa nova, de descobrir coisas acerca de Mim, do Mundo e, sobretudo, de Deus.

Faço anos de começar a partilha de um projecto sonhado por um homem, há mais de 450 anos, que resolveu entregar a sua Vida, depois de descobrir que Alguém já a tinha entregue por Ele.

E hoje, tive a sorte de me calhar na lista de serviços da Casa estar nos quartos de Sto Inácio, durante a tarde. Para estar presente e dar informações às muitas pessoas que visitam este espaço diariamente. E assim, lá fui praticando o meu italiano, espanhol e inglês com pessoas tão diversas, de Espanha, Itália, Alemanha, Japão, Polónia...

E foi tão consolador ver que partilho uma herança tão grande, que parte de um Sim, que eu comungo e que eu vivo. Hoje é um dia de agradecer, de chorar por dentro por tanto recebido, e por tantas faltas de coragem para sonhar.

Estar hoje ali, fez-me pensar no rapazinho de 19 anos que entrou na Casa da Couraça em Coimbra, sem imaginar que hoje estaria ali, com um coração aberto a coisas tão grandes. Sonhar com aquilo que não se conhece, deixar-se levar pelo Mistério invisível da Vida, levando nas mãos um coração frágil, mas com vontade de ficar cheio de Deus. E partilhá-Lo simplesmente.
 

Cidade Eterna © 2010

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