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18 abril 2009

O que sou

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Hoje gostaria de me tentar convencer a mim mesmo que a perfeição não é um trabalho e uma luta constantes. Custa a acreditar que a meta está próxima, quando cada dia nos damos conta que alguma parte de nós perdeu algo importante. Não avançamos completos, mas no esforço de trazer atrás de nós pedaços de Vida que gostaríamos de ter deixado para trás há muito tempo.


A minha casa é o lugar onde posso arrumar as coisas como quero. Deixo as obras de arte na prateleira, os diplomas na parede e as coisas feias escondidas em caixas debaixo da cama. Convivo entre ilusões e poucas coragens, para ver tudo e abrir cada significado da Vida. Uma casa bem arrumada pode implicar escondimento, ambientes de visita, mostrar o que sou, mas não tudo.


Porém, não consigo esquecer aquilo que escondo e cada dia desejo ir lá, tirar para a luz, limpar, colocar no centro da mesa. E perguntar: porque te assustas? Temos medos muito ridículos, quando não sabemos olhar com gestos corajosos e uma alma enorme. Perfeito. Não sei porque não posso admitir que o sou. Nada é pesado, nada é feio, nada fica escondido, se... se quiser que todos os pedaços de mim sejam meus, e se quiser que toda a luz que tenho ilumine.


Como a luz do sol, que acaricia todas as coisas.

06 janeiro 2009

Em frente a luz

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Todas as nossas opções, se um dia, felizmente, são marcadas por uma certeza de que o nosso caminho mais importante se realiza de certa maneira, são iluminadas por uma luz única. Esta mesma luz é que faz ver todas as outras dimensões da nossa vida, as quais, mais ou menos coerentemente, vamos procurando unificar neste único desejo.


Perder o contacto com esta luz fundamental e primeira, faz desviar a nossa atenção para outros brilhos, tantas vezes mais atraentes, mas que nos damos conta que duram pouco. Ou às vezes são apenas ilusões das nossas obscuridades. E não é fácil ir percebendo que luz espelha a nossa autenticidade.


Muitas vezes, damo-nos conta depois de termos errado caminho. Porém há sempre uma maneira de recomeçar, de voltar a um tesouro perdido, de nos alegrarmos excessivamente por estarmos de novo com a Vida entre as mãos. Um modo de poder recomeçar é recordar as nossas histórias longínquas e recentes, e ver que luz as faz brilhar, para escolher as que são verdadeiramente nossas.

19 dezembro 2008

Claridade

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Nem poderia ser de outra maneira. Diziam-me que tenho que ser bom, que a bondade é o que caracteriza as pessoas que acolhem a vida e os outros. Por detrás da bondade, vive a paz, de estar bem consigo próprio, de aceitar o que acontece. Mesmo sem perceber tudo. De facto, o não perceber faz parte de grande número das nossas questões. Talvez seja por isso que o mistério é tão fascinante.

Sabe-se que existe algo, uma dimensão maior, que simplesmente não conseguimos fazer nossa. Quando temos a posse de todo o conhecimento, então não há novidade, e a vida fica monótona. Por isso é que há sábios de olhos apagados, sabem muito de muitas coisas, mas não dizem o que é mais importante.

Os sábios são também aqueles que sabem que não sabem tudo. E sabem como viver com o mistério, alegram-se porque não são monótonos. Por isso são fascinantes. Qualquer cor lhes traz novidade. E a preparação para o Natal é esta sabedoria, de uma claridade escondida, mas que ilumina. O mistério arrasta-nos para acolhe o sempre Novo, Jesus que se faz como nós. Também para Ele esta foi a grande novidade, por isso Ele é tão fascinante.

29 setembro 2007

Luz escondida

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Aí onde quero ficar, numa procura incompleta que por si mesma já realiza. Percebemos, pouco a pouco, como a fragilidade pode ser a nossa arma mais poderosa. Quem vive em castelos de vento, percebe um dia como o nada pode tocar a Vida de uma forma avassaladora.

E é aí que o caminho se abre à riqueza mais pessoal. Onde se tiram forças de onde não se pensava que existissem. Talvez porque a força vem cá de dentro, bem mais fundo que o chão que tocamos.

Por saber que a força está num dom enorme que vem de longe e vem de sempre. Uma luz escondida que brilha quando tudo o resto se apaga. E é esta a mesma de um nascer do sol, a oportunidade de recomeçar, sair e viajar.

17 maio 2007

Devagar

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Caminho sem pressas na simplicidade, em busca da luz. Levo nas mãos alguns tesouros frágeis, aqueles da confiança e do abandono.

A força de andar por entre os inimigos de um tempo pleno, que teimam em fazer fugir dos meus espaços.

Ao encontro da luz, tão visível como intocável. Feita de memórias e promessas, como quando se sabe, com toda a certeza, que sempre regressamos ao abraço original. Quando éramos livres, quando havia sol.

Faço todos os dias um mesmo caminho, por entre coisas parecidas. Sem querer parar e fazer do passado momentos presentes que façam ter medo. A luz é muito mais à frente, é irresistível chegar lá.

02 maio 2007

Dias felizes

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Quando acaba de chover e vem sol, a luz é muito bonita. Por ter chegado ao fim uma parte do dia que habitualmente não se gosta tanto, mas que faz parte e até faz falta.

A luz é mais brilhante e envolve os jardins, as casas e as pessoas. Não sei se é um modo diferente de olhar, ou se faz mesmo parte da missão de um sol depois da chuva.

Percebo cada vez mais que uns olhos que acreditam na luz acabam por ver todas as coisas de uma cor muito sincera, que não esconde, mas realça as cores do mundo. E faz amar, com toda a esperança.

Um dia de sol depois de chuva é uma imagem bonita da fé... nada muda, só as cores são mais felizes e mais verdadeiras, dão uma maior vontade de se comprometer com elas.

16 março 2007

Sol

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Esta fotografia fez-me lembrar a minha terra. Não seria estranho ver alguém assim por lá. Quando o sol é mesmo forte, é preciso defender-se. =)

Mas sem medo de estar na rua, vê-se o que passa, anda-se metido no vai-vem das pessoas e das coisas. Um dia de sol é um chamamento a estar fora da nossa casa, a descobrir novos caminhos, a trazer a nossa alegria para a rua.

Tudo é mais completo quando é quente e quando é luminoso. Nota-se na disposição das pessoas. E acredito tanto que somos feitos para a luz... Alguém que se reconheça como capaz de dar algo, de contribuir para o Bem, sabe o que significa um raio de sol, quando se está sentado sem fazer nada...

Porque somos capazes de dar mais do que supomos, quando sabemos o que somos e o que podemos fazer com a nossa luz.

13 fevereiro 2007

Na Verdade

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Continuo a não me querer esconder. Sabendo o quanto se vive em plenitude sem olhares distorcidos e sem palavras enganadas.

Prefiro olhar como a luz e falar a cantar. Tornar o que sou quadros de cores vivas e poemas de imagens absolutas. Como a música que se ouve ao fundo, e convida a estar sentado sem fazer mais nada.

Prefiro não ficar parado em momentos de consolação, e correr agradecido para todas as oportunidades de a perder de novo, sem medo do que virá.... Porque prefiro continuar a não me esconder.

E ser visto como sou, luz de cores, e ser escutado como a música dos pássaros, e ser acariciado como o trigo, em dias de vento. Levado consolado ao futuro que Deus já me preparou. A esse futuro, a minha verdade não se pode esconder.

05 dezembro 2006

Procuro

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No fim da tarde. Quando a luz é mais do que cor e se vai transformando nos passos que regressam a casa. Ainda não há luzes na rua, só trago comigo os quadros pintados ao longo do dia, distraídos nos mil pensamentos de um coração que precisa descansar.

Abro a porta e não me atrevo a entrar. As escadas da porta são o trono, o chão, o tapete mágico... de onde vejo o mundo e o que a vida me fez. Um mundo no qual viajo e não consigo trazer a mim, foge-me em cada porta que atravesso, tento levar-me no desejo inexprimível de voar sem fim e sem destino.

Ficaria eternamente nesta espera de perceber o meu destino, de saber porque entro e saio das casas. De perceber o que procuro quando paro e quando penso que sei voar. Quando acredito que já soube voar.

Acende-se a luz dos candeeiros. E volto ao mundo das portas, das casas e das cadeiras confortáveis. Acabei de passar pelo Mundo Antigo, aquele Eterno que me sonhou desde sempre. E existo... persisto... resisto... consisto neste Amor que me criou.

04 dezembro 2006

Luz

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Encanto-me com a luz. Sem olhar a mais nada do que maravilhar-me com este poder indecifrável de tornar visíveis a meus olhos todas as coisas.

Se há algo que está ligado com a minha própria percepção dos acontecimentos da Vida, esse algo é a luz. Às vezes tão suave e encantadora que não se pode fazer mais nada que contemplá-la. Outras vezes tão esclarecedora, de me apresentar diante dos meus próprios mistérios. Não se vêem corações e rostos às escuras.

E todos os momentos são iluminados, às vezes de forma tão dolorosa, mas a luz é verdadeira. Se há algo que une o bem e o mal, é a luz que permite ter este mesmo olhar. Para mim, gosto desta luz que abraça o bem e o mal, para fazer de tudo um só Bem.

E há pessoas que me falam desta luz. Que são para elas mesmas, que me permitem sê-la para elas, que são também para mim. Porque me descobrem em coisas tão essenciais, em que se fica sem defesas e só no desejo de ser mais verdadeiro.

O Amor de Deus na vida das pessoas tem algo a ver com isto.
 

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