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08 janeiro 2007

Pobreza

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Terminei há poucos dias um Tríduo de oração para o renovamento dos votos. E resolvi partilhar o que entendo sobre cada um deles e os desafios que vou sentindo na minha Vida a acolher a minha oferta em coisas concretas.

A Pobreza é algo que sinto como um fundamento da vida religiosa e cristã. O voto significa, a nível exterior, não ter posses em nome próprio, ter de dar contas daquilo que gasto, partilhar os meus ganhos com a comunidade, ter um estilo de vida simples e sem coisas superficiais. É verdade que os aspectos exteriores são importantes, mas tantas vezes dão a aparência que não sou tão pobre como isso. Não me falta nada, estudo em boas universidades, tenho possibilidades de viajar e enriquecer-me culturalmente, em aspectos que não são acessíveis a muitas pessoas.

É buscar o equilíbrio de fazer uma boa formação, mais abrangente, para poder servir melhor no futuro. E perceber que o que disponho, e é muito, é um meio para o serviço, e não um fim em si mesmo. Tenho sempre esta tendência em não querer ficar desconfortável e sem as coisas a que acho que tenho direito.

Para mim, viver a Pobreza é um desafio à alegria mais simples e despojada. De ser feliz só por ter Deus e acreditar que ele é o Único. O critério que me proponho é ver como vivo a alegria nas minhas privações, e forçar-me a não ter mesmo aquilo que gostaria, para poder viver uma alegria mais centrada. Conheço muitos religiosos e também leigos que vivem uma alegria autêntica, que só vem de quem vive esta pobreza. Porque a pobreza, para mim, está ligada a uma alegria muito mais dependente do que a Vida é, e não do que a Vida tem.

24 agosto 2006

Artistas de Rua...

1 comentários
Ontem à noite fui dar mais um passeio pela Cidade Eterna!
Aqui em Roma vêem-se muitos artistas de rua, uns mais talentosos que outros, em muitas praças e esquinas. São músicos, malabaristas, contorcionistas, estátuas...

Isso faz com que a Cidade esteja muito cheia de música e talento. Mas uma das primeiras vezes fixei-me com mais atenção no que estava a ver.

Uma rapariga estava a começar o seu espectáculo e, depois de vestir o fato disse: "Eu faço este espectáculo para vocês. No fim podem dar aquilo que quiserem. Cinco euros para vocês nao fazem diferença alguma mas, para mim, podem mudar a minha vida."

E a partir daí, comecei a olhar estas pessoas, porque verdadeiramente se vêem algumas coisas muito bonitas, e a pensar que pessoa, que vida, que casa e que família estaria por detrás daqueles vestidos e daqueles gestos.

Muitos farão disto um tipo de vida, mas outros não terão outras hipóteses para sobreviver, além de virem para a rua divertir e fazer rir.

E fico a pensar que tantas vezes as estas pessoas pobres poem cara alegre e podem fazer muito pelos outros. Agora, quando vejo alguém assim, sinto-me mais rendido que nunca à alegria. E esforço-me por rir quando mesmo quando não percebo a piada e por bater palmas mesmo que não tenha sido uma acrobacia genial... para além de alguma moeda, entregar também flores da alma.

E sinto que é muito importante que eu possa criar o meu próprio espectáculo dentro da minha praça, para nos momentos difíceis ser capaz de mostrar arte e beleza aos outros. Nunca esquecer a própria dança...
 

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