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06 dezembro 2010

Alegre em dia de chuva

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Monotonia em dias de chuva. Obriga-nos a ficar mais por casa, em arrumações, planear coisas, procurar um abrigo mais quente que dê conforto. O Inverno tem esta capacidade de nos voltar mais para dentro. Mesmo não tendo lareira em casa, existe esta nostalgia de lugares de estar, sem complicar muito.

Depois, a criatividade nasce. E abre possibilidades para dias de sol. Uma espécie de hibernação interior, preparando o dia em que sai pela porta da rua e se fecha os olhos por causa do brilho do sol. Respiramos fundo e entramos na estrada com um sorriso e de cabeça erguida. 

Quando queremos realmente ter um sentido profundo da alegria, é importante criar espaço para que ela nasça, cresça e nos transforme. A alegria não é de todo uma experiência passageira e pontual, nasce em particular nas alturas em que nada nos motiva imediatamente para estar a sorrir. No fundo, é um estar bem connosco mesmos e com a vida que temos, quer em dias de chuva, quer em dias de sol.

31 maio 2009

Crescer na alegria

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Pergunto-me muitas vezes o que é que tenho para dar de mim ao mundo e aos outros. Os nossos planos de futuro são tantas vezes inspirados em modelos, de pessoas e realizações, de estados que até uma dia chegámos a perceber serem nossos. É bom ter planos concretos, para evitar que percamos o tempo a ter ideias geniais, quando depois percebemos que alguém já as pensou.

Porém, temos uma sede de orginalidade, uma espécie de genialidade insubstituível, que temos dificuldade em dar corpo. Por passarmos os nossos dias a fazer as coisas de sempre e vamos deixando que o tempo tome conta de nós e vamos cumprindo compromissos.

A nossa ideia de alegria terá de nascer de um bem-estar a partir do presente, que não é ausência de problemas e preocupações, mas um estar-bem no que agora somos e temos. Não podemos construir apenas em ideias, temos um terreno fértil ao quel não damos a importância devida. E devíamos dar toda a importância porque é certamente o melhor terreno que somos: a nossa alegria de hoje.

09 março 2009

Dócil

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Hoje numa conversa que tive, surgiu a palavra docilidade acerca do modo de estar na Vida. A pessoa que a referiu falava disso como a coisa com que mais se identificava. Fiquei a pensar nisso. Talvez porque tenha mexido mais comigo, e tocado num dos meus medos principais, uma daquelas coisas que nos assustamos só de pensar que possa vir a acontecer connosco.


Ter a docilidade como modo principal de estar na Vida desperta em nós a sensação de simplicidade, aceitação e acolhimento. Os doces são a alegria de uma refeição, dá a nota de festa, surpreende e causa elogios e bem-estar. Uma pessoa dócil tem esta mesma alegria como ponto de referência. E não quer dizer que seja ingénua, ou afastada da realidade, ou alguém que esteja continuamente a ser ultrapassada. Tem uma força especial... e fascinante.


O contrário do doce é o amargo. Uma pessoa amarga está continuamente desiludida, critica tudo e todos, nada está bem. E alguém que critica continuamente não ajuda a construir, parece que é o único que tem todas as soluções e, no fundo, é um incompreendido. Acredito que isso deve ser uma enorme fonte de tensão. Mais tarde ou mais cedo, acaba por não ser levado a sério. Já se sabe o discurso que virá... Uma pessoa dócil, pelo contrário, dá mais importância ao que a vida oferece, para a fazer própria e bonita, não destrói presentes logo à partida. E para isso é preciso coragem, coração e olhar grandes e alegria.

20 janeiro 2009

Procurar a alegria

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Depois de algo muito importante ter acontecido, algum momento que nos tenha preenchido a alma de modo quase total, temos dificuldade em regressar ao chão que pisamos todos os dias. Imagino uma festa preparada durante meses, em que tudo está pensado, e chega o momento da alegria de encontros, música, trocas de palavras que tragam o vento e as flores de outros tempos.

E quando termina, encontramos de novo a nossa casa vazia, desarrumada, com os restos de alegria ainda espalhados pelo chão, ou perdidos entre peças de mobiliário. O nosso espaço fica marcado por uma espécie de desarrumação desejada, e já carregada de nostalgia.

E vivemos entre coisas banais e desejos de sublime. Não seria inteligente esperar que a nossa vida fosse uma casa arrumada e programada, precisamos de espaços de festa, os momentos desejados em que arriscamos perder o comum para encontrar a novidade. A maior inimiga da nossa capacidade de nos surpreendermos é a rotina. Por isso, devíamos procurar a alegria que podemos construir, viver dela, antes e depois que aconteça; desejá-la e procurá-la é já uma forma de a viver.

14 dezembro 2008

A espera e a alegria

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Uma dificuldade que sempre tenho é perceber e ocupar os tempos de espera. Se virmos bem, acabamos por passar algumas horas da nossa semana à espera: do autocarro, da consulta do médico, do início do jogo de futebol. E são horas em que acabo por não fazer nada, porque quase nunca vou prevenido, com um livro, ou um pensamento interessante. De facto, nestes tempos acabo por pensar coisas pouco interessantes, ou fazer cuscovilhice do que passa à minha volta.

Em tudo isto, por vezes o tempo de espera é motivo para saborear o que acontece à volta, quando estou atento a isso. E esses são momentos mesmo especiais, por exemplo, quando vejo trocas de sorrisos, simpatia ou boa disposição, além das mil e uma coisas caricatas que acontecem no nosso mundo.

Por isso, a espera tem sempre uma surpresa escondida, e uma fonte de alegria. Não é apenas por estar a preparar o coração para o que vai acontecer, mas é já anticipar um encontro com a vida concreta, que não muda nada, mas torna a vida muito mais presente a mim mesmo. E, por isso, mais amável.

08 novembro 2008

Ser criança

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Acabei de chegar há pouco a casa e pus-me a pensar numa coisa que acabei de ver, por baixo de uma galeria, por onde passava com alguns companheiros. Num canto, estava um grupo de pessoas, emigrantes em Itália, de cócoras e, no meio delas um cartão grande no chão onde punham e passavam rapidamente algumas notas e moedas entre eles. Era um jogo a dinheiro e enquanto o faziam, olhavam para todos os lados, para não serem apanhados... enfim, infelizmente, isto acaba por se ver muitas vezes, e nem posso julgar quem já de si tem tantas dificuldades na vida, e tem que andar a vender coisas pelas ruas e depois, tentar ganhar mais algum...



Mas o facto é que pareciam crianças, foi assim a primeira impressão que tive, um jogo de esconde-esconde, cuidado que vem lá o professor... E numa aparência de jogo infantil, jogavam-se coisas muito sérias... e tristes.


E tantas vezes na nossa vida não estamos atentos à seriedade que pomos naquilo que fazemos. Fazer da Vida um deixar passar, não se preocupar muito. Não quer dizer que sejamos pessoas sizudas todo o tempo, aliás, isso é o contrário de uma seriedade profunda. É uma alegria que tem cores de entrega, um saber o que temos entre mãos e o querer fazê-lo brilhar, todos os dias. E vida pode ser um jogo, e sério, mas não vale a pena esconder o que fazemos, aos outros ou a nós mesmos.



31 outubro 2008

Optimismo

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Acreditar no bem que somos capazes. Uma visão cristã da pessoa humana terá de ser optimista. Sem querer ser com isso ingénua. De facto, na nossa vida pessoal, sentimos a força das nossas fragilidades, a ponto de bloquearem os nossos processos de crescimento.

Ser optimista, sem ser ingénuo, não é fazer de conta que não há partes de nós que pouco têm a ver connosco, são coisas de fora que nos marcam e nos prendem. A nossa parte mais autêntica é aquela que nos pertence desde o início, a que afirma ser cada respiração o mesmo sinal de amor e entrega. Porque é vida e somos vida, somos bem.

E em cada dia este optimismo radical faz-nos sorrir com os nossos gestos concretos de actuação da nossa Bondade. E acontece muitas vezes. Se estivermos radicados nisto, a consequência é uma paz e alegria profundas, confiança total em nós, e não vamos sendo arrastados pelo que não nos pertence, ou porque temos pressa, ou errada fantasia, ou simplesmente medo de amar como deveria ser.

13 abril 2008

Fontes da Alegria

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Tenho-me dado conta que a alegria pertence aos resultados de ter encontrado alguma coisa. Ou algo que se perdeu e, depois de a procurar, se encontra... ou algo que se procurava alcançar há algum tempo e finalmente se conseguiu. Ou alguém que não se via há muito tempo e se reencontra. Ou, finalmente, uma surpresa que muda muitas coisas do presente.

A alegria tem algo de abraço a um presente que acontece ou que acredito que esteja para acontecer. Aí liga-se à esperança e o coração não fica parado no pessimismo e no desânimo, ou na preguiça.

Quando algo ou alguém é encontrado e abraçado, é um presente novo que lança energias para o futuro... um tesouro que não se pode perder, por pequeno que seja. Afinal de contas, cada dia vemos o pôr do sol com as mãos cheias de surpresas...

07 fevereiro 2008

Fazer com alegria

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É bom rodear-nos de coisas bonitas e alegres... que não servem para esquecer sombras, mas para lembrar que estas não são tudo.

Hoje pensei em últimas palavras, e nas coisas que posso dizer que tenho como definitivas... são muito poucas, ou talvez nenhumas... Há uma parte da nossa experiência de ser completos, de verdadeiras formas de amar e ser amado, de certezas de caminhos a percorrer. Mas isto tem qualquer coisa de tão definitivo como sentir o vento.

É uma experiência de liberdade e confiança. É belo sentir o vento no alto da montanha, cheguei ao topo das minhas considerações e à resolução dos grandes dilemas da Vida. Mas passa depressa, fica o regressar de coração cheio as coisas de sempre, com uma nostalgia de ter voado para longe.

Porque o meu definitivo tem uma parte eterna, que nunca posso considerar minha... alguns chamam sorte, fado ou destino... Prefiro dizer que é uma eternidade presente. Vivo no meio de cores que atravessam transparências, e com as quais vivo feliz.

23 novembro 2007

As fontes da alegria

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Hoje em Roma sopra um vento quente... estranho em Novembro. Mas parece um sopro do deserto, que vem de longe. Há dias em que aquilo que está à nossa volta entra inexplicavelmente. E traz uma sensação qualquer de viagem, de desejo que vem do outro lado do mar e que quer transformar algo em mim.

Sinto um vento feliz, enorme e completo, quando me dou conta de coisas fundamentais como ser amigo, saber perdoar, esperar sem pressa. Surgem encontros que trazem luz e cor a tantas expectativas. Se verdadeiramente me desse conta de como sou construído em cada dia a partir dos meus desejos realizados e das minhas faltas de firmeza.

Mas vivo na paz de quem sabe que foi escolhido para algo grande. Isto traz uma alegria enorme, faz-me ser poeta do vento e viajante de raios de sol e lua. Até onde puder esta indescritível liberdade arrancada do mais fundo, e tão completa....

28 outubro 2007

Acho graça...

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No Domingo, fecham algumas ruas do centro da cidade para que as pessoas possam passear por lá, ou andar de bicicleta, há jogos para crianças e muitos espectáculos de rua. E parei num sítio onde estava muita gente. Eram duas raparigas, presas uma à outra por uma fita, e faziam uma espécie de dança com acrobacia. Era uma música alegre e as expressões delas eram muito engraçadas.

Ao meu lado estava um pai com a filha ao lado... e ele só se ria! A um certo momento, a filha pergunta: - Mas do que é que estás a rir? E ele diz: ah, não sei... acho-lhes graça!

Quem seria ali mais criança? É bom encontrar pela rua os motivos que desconstruam a nossa seriedade habitual e nos façam mais descontraídos. Há momentos que podem ser tesouros preciosos em atitudes que levamos para a rua, quando os carros voltam a andar por lá.

12 outubro 2007

Saber rir

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A alegria é algo que sempre esperamos. Porque temos sempre a sensação que nunca é algo completo. Tenho-me dado conta que grande parte dos momentos do nosso dia são alegres. Ou pelo menos devem fazer-nos agradecidos, porque há um desígnio escondido que, de alguma maneira, nos fará crescer.

Ser grandes e bons de coração é uma meta que é importante perseguir. E a melhor maneira de a alcançar é dar passos concretos. Com aquilo que nos acontece em cada dia, não com oportunidades sonhadas ou dias muito bem programados.

Há um fundo de alegria nos mistérios de cada dia... mesmo que às vezes pareça distante. É bom fazer um exercício de se rir com o que nos acontece. Sobretudo rirmo-nos de nós próprios, naquelas coisas em que somos pequeninos. Se levasse isso a sério, às vezes passaria o dia a rir =)

22 maio 2007

Coincidências

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Cada vez me fascino mais com as coincidências. Sobretudo aquelas que fazem com que as Vidas se cruzem.

Esta tarde estive, mais uma vez, nos quartos de Santo Inácio. A meio da tarde, vêm duas religiosas e começámos a conversar, entre italiano, inglês e francês, enquanto lhes mostrava o quarto.

Eram Armenas, viveram algum tempo em Itália e muitos anos foram missionárias em Beirute. Agora estão cá de regresso. Tocaram-me duas coisas:

Que aqui, neste canto do mundo, se encontrem três Vidas tão diferentes que partilham tantas coisas em comum, quase sem apresentações. E depois, a alegria delas... Uma alegria tão profunda, com um brilho nos olhos que é difícil de explicar. Verdadeiramente felizes.

No final: - Rezamos por ti! E quando vais ser ordenado Diácono? - Na terça feira depois da Páscoa! - Cá estaremos...

Não sei se virão, mas tenho a certeza que fiquei dentro do mundo delas... Com esta presença que só corações plenos podem permitir.

13 abril 2007

A alegria

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Há uma coisa muito interessante que tenho experimentado estes dias aqui na Comunidade. Foram dias intensos de celebrações e preparação para as festas. Desde ensaios, a transportar mesas e cadeiras, a fazer limpezas, foi uma semana em que estivemos todos em grande movimento.

Resultado: cansaço, mas uma alegria muito genuína. E vontade de estarmos juntos a rir, a passear e a conversar. Depois de tudo, fica uma recompensa, que nasce do facto de se ter feito algo em comum.

Quando há união num mesmo propósito, em que verdadeiramente nos sentimos na teoria e na prática como companheiros, tudo o que nos poderia causar distância desaparece.

Por alguma razão o esforço do trabalho vivido na festa a uma mesma mesa é o sinal mais cristão. A alegria mais simples e mais autêntica. E é mesmo bom estar aqui... E isto tem tanto a ver com o ir à Missa, onde se joga ao mesmo tempo o cansaço, a alegria e o eterno.

07 janeiro 2007

São coisas novas

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Teria sido certamente o brinquedo de Natal. É uma animação ver a Carolina depois da Missa das crianças do Colégio a mexer num pequeno jogo portátil e a correr para o pai a mostrar o que tinha feito.

E o pai explicava. Os meus filhos queriam um cão. Mas a minha mulher está à espera de outro bebé. Sabemos que quando nasce um bebé, o cão costuma ter ataques de ciúmes, por isso, vamos arranjar o cãozinho só depois do nascimento. Mas para a Carolina não ficar triste, arranjou este jogo que consiste em brincar com um ou vários cães, dar-lhes de comer, fazer jogos, etc. O que é certo é que esta menina delirava como se fosse um cão verdadeiro a fazer estas coisas, e contava que ele já conseguiu apanhar um disco e que partiu um vaso no jardim...

O que mais me impressionava é que a Carolina vibrava com aquele cão virtual como se fosse um cão real. E o mais interessante é que sabia que o motivo porque não tinha um verdadeiro era por causa do mano que aí vinha. Mas até lá, não perdia nada do entusiasmo infantil que é brincar com animais, a alegria é sempre tão genuína....

E penso agora que às vezes as circunstâncias da vida nos fazem ter que lidar com realidades que não são as mais desejadas. Por isso, é fácil não ser tão genuíno na entrega a coisas tidas à partida como secundárias. Aprendi com esta criança que se pode amar tudo da mesma forma.

E quando nos despedimos, ela disse: depois tens de vir a casa conhecer o meu irmão bebé. Ele é o mais importante, não o cãozinho novo. =)

27 dezembro 2006

Cultivar a alegria

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Tenho vindo a pensar no que me é dado viver nos dias depois do Natal. Sempre se pensa no Natal como um ponto de chegada, depois de uma preparação mais ou menos cuidada, mais interior ou mais exterior...

Mas chega o dia de Natal, faz-se toda a festa e começa-se já a pensar na passagem de ano. Rapidamente se esquece, fez parte de mais um acontecimento bonito no calendário do fim do ano. Mas quero viver o Natal como um ponto de partida, onde o novo Ano acaba por aparecer, por estar, este sim, no calendário.

É um desafio muito bonito à alegria mais profunda, de ter a certeza que Deus nunca desiste de nós e que está sempre connosco em tudo. Estas dias até ao Ano Novo, é uma espécie de adornar o início de um caminho mais entregue à Vida mais completa. Talvez aí se possa pôr o início do Ano como o primeiro passo, mas já com as metas estabelecidas. Boa viagem até 2007!


PS: Vou estar fora até dia 3 de Janeiro, pelo que desejo desde já um primeiro passo em 2007 cheio de confiança e a caminho da realização de sonhos tocados com as mãos e contemplados no coração, cada dia.

30 setembro 2006

Consolação

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Como quando o Rei David trouxe a Arca da Aliança para a nova Cidade de Jerusalém. Vestido com o efod de linho, dançando com todas as suas forças. Esqueceu-se de si, entrou no mundo delirante da música, esqueceu-se de tudo, só os gritos e os tambores. (2Sam, 12-22)

Imaginar esta cena sempre foi para mim algo poderoso.

Trazer de novo a presença de Deus para casa.

E a alma que se entrega a uma dança esquecida, abandonada. Sem mais nada que o grito mais radical de liberdade e autenticidade. De estar só, plenamente só, cheia da Presença mais completa, quase a ponto de não a poder suportar.

É um golpe de asa que faz gigantes os desejos mais tímidos. Aqueles que fazem entregar o corpo e a alma ao desconhecido, que nos fazem estar tão perto do Sonho e da Vida.

O que pode acontecer se deixarmos só por um momento que Deus passeie no coração, que nos acompanhe... até onde for.


29 setembro 2006

Havia lume aceso e um lugar para mim

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Regressei. Voltei verdadeiramente.

Como quando se sai de casa com a mochila às costas cheio de nada, mas com o pressentimento de Tudo. Caminhando por entre memórias e factos passados, de grandes desejos presentes e de um futuro mais certo que nunca.

Porque nunca se poderá evitar o nosso futuro. O "para onde" os nossos passos se dirigem, quer queiramos que não.

E é nesta luz difusa que se escrevem memórias do futuro, em que o Sonho se faz Vida, em que nos tornamos tão presentes no mais autêntico de nós. E é verdadeiramente impossível deixarmo-nos ficar parados quando esta luz nos traz de novo a casa.

E foi experimentar o click comigo mesmo. Voltar a casa, entrar no meu quarto e ve-lo iluminado, limpo, arrumado, pronto para chegar e pronto para partir.

Uma experiencia de Exercícios Espirituais é deixar-se ser conduzido até ao extremo do impossível. E, subitamente, dar-se conta que todos os nossos medos são as nossas coragens e que todas as nossas tristezas são a maior fonte de alegria. Porque Alguém morre para dar vida, porque se identifica com a Humanidade para verdadeiramente Viver com ela para sempre. E disso, repito, nunca estaremos livres.

Só nos resta aceitar e agradecer, por tudo ser assim... tão pleno...

15 setembro 2006

Sorri =)

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Hoje está um dia muito bonito! Já estiveram dias mais bonitos, mas há alturas em que vemos as coisas com outros olhos.

Tenho em mim um alegria, que me faz sorrir, estar contente com a Vida. Isso não quer dizer que não tenha dificuldades e que há coisas que gostaria de não viver e sentir.

Mas hoje senti-me movido à alegria. Sem saber bem porquê, sem querer ser ingénuo, sem querer fechar os olhos. A atitude de confiança de que tudo em nós é conduzido no Amor faz sorrir, por cima e por baixo de tudo o que vivemos.

Sorri, independentemente de fazer chuva ou sol, de te faltarem os amigos, de o estudo não estar a correr bem. Sorri porque estás vivo, porque gostas de ti, porque tens tanto para dar e para viver.

Só por isso.

Hoje celebramos a Vida =)

23 agosto 2006

Flores para a alma

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Não sei se sabem, mas aqui em Roma vivo no Collegio del Gesù, que é uma casa onde vivem jesuítas de todo o mundo e que estudam Teologia. Nesta casa viveu e morreu o fundador dos Jesuítas, Santo Inácio de Loyola. Temos tido a sorte de celebrar a Missa todos os dias no quarto onde morreu Inácio, que agora é uma capela. Mas ainda voltarei a falar disto... =)

Na homilia de ontem, o padre que celebrou citou este provérbio oriental: "Se tens dois pães, um dá-lo a um pobre e o outro vende-o, e compra flores para a tua alma".

Outro modo de dizer é que "há mais alegria em dar do que em receber", ou "vende o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu".

E todos temos a certeza de que as coisas são mesmo assim... e, no entanto, custa-nos dar as nossas coisas. Deus olha sempre para o que agora somos e temos, mas olha sobretudo para aquilo que podemos vir a ser e a ter... porque é que os nossos olhos se fixam tanto nas nossas mãos fechadas e não se atrevem a levantar-se para aquilo que poderemos ser e ter quando as tivermos vazias?

Porque acredito mesmo que um coração cheio nos leva mais longe que mãos carregadas de coisas para nós, por mais bonitas que sejam.
 

Cidade Eterna © 2010

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