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26 dezembro 2011

Natividade

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Foto: João P. T. Silva em olhares.com

Não vale a pena apresentar muitos motivos para uma ausência tão longa. A vida é como é, e as coisas vão-se sucedendo sem que haja aquele momento decisivo do pôr em andamento um desejo nunca adormecido. Esperemos que seja desta!

O Natal é uma ocasião de recordar as nossas oportunidades de nascimento. Temos continuamente a noção das nossas oscilações entre estados de humor e de como dependemos tanto do ritmo das coisas. Talvez nem sempre o sermos "embalados" signifique uma experiência de acolhimento, mas trata-se muitas vezes de deixarmos que sejamos levados de um lado para o outro sem termos noção disso.

O Natal recorda-nos que nascemos continuamente para a profundidade e para um colo, um seio onde a estabilidade nos deixa respirar como quem dorme tranquilo. O movimento acelerado da vida poderá não vir a ser um motivo de dispersão. É exigente sermos iguais em tudo o que façamos e onde quer que estejamos. Mas em tudo existe um apelo à paz e à autenticidade, e essa, muda mesmo muito pouco.

25 dezembro 2010

Natividade

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Passei quase todo o Advento sem dar notícias, não tem sido muito fácil vir aqui!

De todos os modos, o dia de hoje amanhece de esperança e alegria. O Natal faz-nos regressar constantemente às nossas origens, àquilo que temos na memória e faz parte de nós.

O mais grandioso do mistério da Encarnação é o facto de Deus ter uma história que se cruza com a nossa. Se pensarmos bem, aquilo que hoje somos, o mundo tal como foi crescendo e desenvolvendo, parte deste acontecimento ocorrido há mais de dois mil anos numa pequena aldeia da Judeia.

Somos conscientes, ou poderíamos ser, de que Deus aproxima-se de tal modo da nossa vida que acaba por lhe dar uma transparência tão significativa. A vida pertence a Deus, é uma consequência do amor Ele estar eternamente e intensamente comprometido com ela. Por isso, este Natal aparece como a luz que faz ganhar cor e sabor a cada momento, afinal vivemos na e de eternidade.

Feliz Natal!

26 dezembro 2009

Tempo de Natal

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Estes dias de Natal foram cheios e nem deu para ter disponibilidade interior para aqui vir escrever qualquer coisa. Mas situo-me na continuação do que fomos celebrando e vivendo nos últimos dias.

O Natal tem a ver com a seriedade e profundidade da nossa Vida. O que se celebra é o facto de que Deus não é um personagem distante e indiferente ao que nos acontece. Falar da encarnação de Deus significa mostrar a vida como existência marcada e tocada pela eternidade. Faz-nos sair de um modo pequeno de olhar para o mundo, em que aquilo que é importante é o dia-a-dia e as pequenas metas de felicidade. Somos criados e capazes de muito mais, até ao infinito.

Natal é fazer a experiência de uma felicidade já realizada e continuada na medida em que formos livres e capazes de a fazer transparente em nós. Quando Deus toca a nossa história, como já tocou, nada pode ficar indiferente ou na mesma. Um dos grandes dramas da fé é começarmos por não acreditar em nós próprios. Mas quando nos mostramos a nós mesmos como gigantes no amor, sem medo, confiantes, então a vida de Deus acontece e é real. Tudo isto já começou, no dia em que Jesus nos visita. Anunciar isto com a Vida faz de nós anjos que glorificam o que de melhor podemos fazer no nosso mundo.

A todos desejo um Tempo de Natal em que se concretize tudo isto. E agradeço muito os votos natalícios. Até breve! ;)

20 dezembro 2009

Em breve

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Chega o tempo das férias, e estes dias que antecedem o Natal têm uma cor e um movimento especial. É tão bonito que, felizmente, um sol radiante como o de hoje expresse alegrias interiores e esperanças de paz que completam cada momento da vida.

O Natal terá sempre de ser antecedido pela espera, uma preparação da manifestação da nossa própria imagem, de um caminho a fazer mas já tão conseguido. Acreditar naquilo que somos, na bondade do nosso coração, na transparência do nosso olhar é um desafio a tornar tudo isto mais concreto.

Os desejos são muito diferentes dos sonhos. Um desejo tem carne para ser abraçada, palavras que se possam ouvir e cores que se possam pintar. Por isso, um desejo é algo já presente e começado, com oportunidade de ser bonito. O desejo de viver em plenitude está ao alcance de cada um, sorrir para a vida, e tudo é transformado.

01 janeiro 2009

Nascimento

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Andei um bocado afastado estes dias, ainda por cima em época especial! Mas não foram dias perdidos, antes pelo contrário, tempo de passeio, diversão, contacto com História e histórias. Normalmente vemos a nossa Vida como um sequência de momentos e pessoas que aparecem, acontecem, marcam e seguem o seu rumo. Mas continuo firme naquela ideia que cada dia nos deitamos como pessoas diferentes.

E um ano que passa é uma história encerrada até certo ponto, estamos tão diferentes depois de tantas coisas... nem temos noção do que pudemos ter feito pelo Universo. Nada fica igual depois de gestos amorosos, autênticos e agradecidos. Sobretudo aqueles que recebemos e que nos convidam a dar da mesma maneira, ou ainda melhor.

Não é indiferente para nós que o Natal seja ao fim do ano. É um nascimento feito de uma história de conquistas e presentes surpreendentes. E é tão bom poder ter consciência disso, ficamos prontos para abrir caminhos novos e autênticos.

22 dezembro 2008

Desejos

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Esta é a altura de desejar boas festas, trocar felicitações, comemorar em família ou entre amigos. Fico com pena quendo eu próprio me dou conta de que isto faz parte de cumprir uma série de regras sociais. Ficaria mal não retribuir. Já o agradecer e desejar felicidades é muito bom, mas é pouco se se fica só pelos cumprimentos habituais.

Se nos dermos conta, não desejamos pouco às pessoas a quem dizemos que tenham um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de paz, alegria, etc. Tenho-me dado conta que desejar o bem a alguém é também um compromisso. Desejar apenas, sem gestos e intenções mais profundas, fica-se apenas num nível mais superficial. Porque os desejos de bem acabam por significar muito pouco se não vão acompanhados de gestos.

O bem que desejo para o próximo ano e para este Natal é um compromisso. De fazer o que me é possível para que aquilo que desejo realmente se concretize.

25 dezembro 2007

O céu e(´) o coração

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Ontem fui à Missa do Galo a S. Pedro, onde celebrou o Papa. É sempre uma experiência bonita, de um Natal diferente, muito solene, mas que tem um lado de universalidade muito grande e que me faz sentir em comunhão com tantos cristãos que celebram o Natal de Jesus.

Na sua homilia, ele disse uma frase que me tocou muito e ficará para os próximos tempos: "O céu não pertence à geografia do espaço, mas à geografia do coração". Pensar o céu não é ir além dos nossos próprios limites, superiores às montanhas dos nossos desejos ou dos nossos cansaços. O céu é a presença de Deus no coração de quem se sente e sabe habitado por Ele.

E este coração vive na humildade, a mesma que Deus vive quando é pequenino e nasce numa gruta. Há sempre um caminho a fazer para o mais alto de nós, que nasce do mais fundo. Se a nossa fragilidade é a nossa Terra, o nosso desejo de Deus e sermos com e como Ele, é o nosso céu.

Feliz Natal a todos os meus amigos, família e os que me acompanham por aqui! =)

24 dezembro 2007

Feliz Natal! =)

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Temos um corpo. Somos imagem de eternidade. Divinahumanidade. Tudo por nos ter sido dada uma promessa realizada.

Se houver um sol que nos consola, depois de um dia de viagem fatigante, uma montanha dourada entre nuvens. Onde adormeço e me deixo ficar na quietude.

Onde encontrar uma árvore com raízes que cheguem ao outro lado do Mundo. Onde perceba no vento as vozes que me construíram nos desejos. Onde me molhe com a chuva dos meus erros e perceba que o deserto se transforma em jardim.

Não há caminho tão pleno como a aceitação do que somos. E a nossa imagem é uma carne desenhada por uma Palavra que é o dom perfeito. Para mim e para o que vier de hoje em diante. Deus fica entre nós para sempre e os nossos olhos viram-nO, as nossas mãos O tocaram. Ficámos d'Ele.

23 dezembro 2007

O que acontecerá?

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A celebração de momentos como o Natal é sempre uma oportunidade óptima para nos perguntarmos o que podemos fazer de novo na nossa Vida. É importante, durante estes dias, poder ter um tempo de paragem, entre as compras, fazer doces, preparar a casa, para acolher o acontecimento que dá sentido a tudo isso.

Ontem tive a oportunidade de ir a Assis, num dia frio e muito tranquilo, para rezar e perceber que Deus chega sempre à nossa casa e é o único que ilumina as nossas festas. Não foi por acaso que um homem como S. Francisco percebeu na simplicidade e pobreza da sua vocação, o que significa o nascimento de Jesus em Belém. Por isso, foi ele o inventor do presépio!

O Natal põe-nos em contacto com algo tão simples e pequeno que até parece insuficiente e, por fora, tendemos a fazer mais que por dentro. As decorações e as músicas devem ser a expressão de um grande milagre nas nossas Vidas, e continuarmos em tudo os gestos mais simples que Deus Menino nos inspira.

27 dezembro 2006

Cultivar a alegria

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Tenho vindo a pensar no que me é dado viver nos dias depois do Natal. Sempre se pensa no Natal como um ponto de chegada, depois de uma preparação mais ou menos cuidada, mais interior ou mais exterior...

Mas chega o dia de Natal, faz-se toda a festa e começa-se já a pensar na passagem de ano. Rapidamente se esquece, fez parte de mais um acontecimento bonito no calendário do fim do ano. Mas quero viver o Natal como um ponto de partida, onde o novo Ano acaba por aparecer, por estar, este sim, no calendário.

É um desafio muito bonito à alegria mais profunda, de ter a certeza que Deus nunca desiste de nós e que está sempre connosco em tudo. Estas dias até ao Ano Novo, é uma espécie de adornar o início de um caminho mais entregue à Vida mais completa. Talvez aí se possa pôr o início do Ano como o primeiro passo, mas já com as metas estabelecidas. Boa viagem até 2007!


PS: Vou estar fora até dia 3 de Janeiro, pelo que desejo desde já um primeiro passo em 2007 cheio de confiança e a caminho da realização de sonhos tocados com as mãos e contemplados no coração, cada dia.

25 dezembro 2006

Natal

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o consigo imaginar um Deus cansado. A minha imagem do Céu é ver o Pai a correr durante todos os dias da eternidade para que nada falte aos seus filhos. Desde sempre Ele foi assim, até é excessivamente preocupado, uma milésima parte do que ele já fez seria tudo o que nós precisamos para ser felizes. Nasce o sol, surgem as estrelas, chove, e os campos pintam-se com as flores. Criam-se vidas e obras, ganham-se laços, é tudo tão cheio de perfeição.


E os homens fecham os seus braços… estão ocupados a olhar para as próprias estradas e o coração fica do tamanho de uma casa ou de um escritório. Vive-se numa só rua, ou num único número de telefone. São as coisas essenciais? No tempo dos homens, parece que sim.

E este Deus a correr na eternidade não quis esperar mais… Fez as malas, apanhou o primeiro comboio. Destino: Belém. E chorava durante a viagem, alargava já no coração o abraço gigante que não podia suportar mais que não pudesse dar. Contou os milénios, os séculos, os anos, os meses, os dias… as horas...


Chegou. Fechou os olhos e abriu os braços, para fechar neles todos os homens de todos os tempos. Abriu os olhos. Estava frio e começou a chorar. Uma jovem mãe acariciou-lhe a face. Era muito bonita e tinha os olhos brilhantes com lágrimas. Adormeceu no seu regaço.

PS: Desejo um Natal vivido neste abraço de Deus com o Homem. Rezo por todos os que me acompanham neste Blog e agradeço todo o apoio e entusiasmo manifestado. Feliz Natal! =)

24 dezembro 2006

Antes do momento

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A véspera de um acontecimento importante é preparada com uma série de preparativos que transformam a rotina e dão sentido àquilo que vai acontecer.

Para mim, felizmente, a Véspera de Natal é sempre um dia de muita calma, talvez por não saber cozinhar e não ter que passar o dia na cozinha a preparar a consoada. Mas multiplico os meus gestos e o meu agir para fazer que à minha volta tudo se prepare para um momento de simplicidade. Que não é uma festa mais ou menos arranjada que faz com que o Natal seja mais bonito.

É tentar fazer do Mistério que prepararo um exemplo para a minha Vida, que passa mais por acolher e iluminar. O modo para mim mais bonito de preparar o Natal é deixar o espaço vazio para o Encontro. Para me deixar abraçar nos abraços que dou, para me fazer pequeno para receber a grandeza. Para ter um olhar simples.

22 dezembro 2006

Quase

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Estar a viver as vésperas do Natal como um pressentimento.

De tentar isolar-me dos lugares comuns dos embrulhos e dos meus inevitáveis e desconfortáveis mails colectivos. Pensar nas músicas que iremos cantar dia 25, nos telefonemas que deverei fazer e encontrar o tempo para poder estar nas comemorações marcadas.

Mudam os lugares de Natal na minha vida, com outros olhares à minha volta e outras cidades. Mas o mecanismo das ruas de sacos de compras é universal. É certo que vou ter um Natal muito bonito, e farei por isso.

Esta tarde, enquanto fazia de guia turístico nos quartos de Sto Inácio aqui no Colégio, a única pessoa que apareceu durante a tarde, numa conversa bem engraçada, perguntava-me o que diria Sto Inácio se visse as transformações do espaço que envolve a simplicidade dos locais onde viveu. Pois... não sei... acho que não ficaria chateado, mas diria um desinstalador: porquê?... ou mais... para quê?

E olho agora para o meu programa das festas de Natal, muito bonito. E porquê?...Para quê? O mundo gira de um modo diferente porque nasceu um Menino. Mas até este girar diferente é o mesmo de sempre, ou pode vir a ser.

Talvez a novidade não esteja tanto nos programas, que servem de abraço ao Mistério. Voltar a ouvir o primeiro choro de Jesus, o mais original, a primeira voz humana de Deus. Pressinto este Mistério...
 

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