
Hoje, como vinha sozinho no metro, tive tempo para ir olhando o que estava à minha volta. Fiquei impressionado com as histórias escritas nos rostos e nas roupas das pessoas. Uma cidade como Roma tem uma diversidade enorme de raças e culturas. Uma senhora romena folheava o jornal da sua língua ao meu lado, à frente uma rapariga com uma expressão muito curiosa, quase seria óbvio ser obrigado a tirar uma fotografia.
O metro pára numa estação, saem pessoas e entram outras... no espaço de 20 minutos a carruagem torna-se um desfile de mundos e viagens, de desejos e lutas. É curioso como nos passam diante dos olhos em tão pouco tempo uma riqueza enorme que não se consegue ter toda.
Somos também aquilo que os outros vêem em nós, e transmitimos aquilo que pensamos, aquilo que vivemos, o que nos enche e esvazia a alma. Um olhar com luz é maravilhoso, um rosto desiludido aperta o coração. É um desafio grande este de poder falar de coisas importantes sem dizer nenhuma palavra. Já me aconteceu esclarecer dúvidas em relação a algum aspecto da minha vida por ter contemplado aquilo que procurava no rosto de alguém.
