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28 outubro 2009

A minha história

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Visitar os nossos lugares torna-nos mais conscientes de origens e caminhos percorridos. Teremos força para acreditar que cada espaço é um pedaço de nós, construído por um motivo? E os espaços que ficam fora do puzzle, que parece que foram feitos para permanecer vazios?

A nossa história também tem espaços vazios. E é importante que os tenha, são as coisas que não conseguimos explicar, algo que perdemos, rompemos ou deixámos de cuidar. Ser completo no hoje que me é dado viver passa também por assumir aquilo que ainda não fui capaz de assumir.

A coragem passa por ser humilde. E ser humilde é ser optimista, conseguir deixar andar, partir e continuar. Insistir no vazio pode ter tanto de desafiador, de ser mais completos, como de paralisador, de não sairmos dos mesmos bloqueios. Porque a nossa história também tem um ritmo e uma paciência própria. Importa não ficar parados.

22 outubro 2009

Quando a consciência se ilumina

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Sugestão de pica

"Quando a luz se apaga é que a consciência se ilumina.
As almas são como os morcegos: vêem melhor às escuras."  
Guerra Junqueiro



O ponto de partida é esta frase. As imagens da luz e da escuridão fazem uma enorme ressonância em nós, vão além daquilo que podemos reflectir. É uma impressão instintiva, percebemos a luz em nós e nos outros, sem saber bem explicar porquê. Fascinam-nos as pessoas de olhar iluminado, e queremos a toda a força conhecer o seu segredo. Um olhar escuro faz-nos desviar o olhar, sem sabermos o que podemos fazer.

Quando nos sentimos iluminados, tudo nos corre bem, temos imensas ideias de coisas bonitas para afaer, crescemos na confiança e na ousadia. O mundo parece pequeno para os nossos desejos. Porém, quando a escuridão é o nosso ambiente, ficamos perdidos, desorientados, o mundo fecha-se até ficar do tamanho do nosso problema, um pequeno canto numa cave, sem grande capacidade para sair dali.

O que quer dizer que a consciência se ilumina quando a luz se apaga? Esta pergunta é um desafio e um confronto com o modo como lidamos com os nossos tempos e situações mais obscuras. Creio não estar errado, se propuser que são exactamente os momentos de escuridão onde encontramos a nossa verdade. Um dos nossos maiores medos é enfrentar a dúvida, a des-esperança e o facto de não nos sentirmos completos.

Querer viver sempre na luz é bom, na medida em que somos continuamente desafiados a alargar os nossos horizontes e a não ficarmos fechados em nós. Mas pode ser um risco, se formos ingénuos ao ponto de querer a toda a força ser iluminados sem aceitar as nossas sombras, e vivemos tantas vezes numa aparência, quando essa luz não passa de iluminação artificial, lâmpadas coloridas e neons publicitários que, no fim de contas, dizem pouco de nós. Fazemos parte do sistema, que evita todo o contacto com a realidade paradoxal da vida.

Nas alturas em que a escuridão é o nosso mundo, temos a oportunidade de partir do que somos: dúvida, incompreensão, fragilidade. A um certo momento da nossa Vida, o confronto com a escuridão é necessário e salutar, poder dizer com toda a simplicidade: "Também sou isto, mas isto não me impede de viver, antes pelo contrário".

A nossa consciência ilumina-se a partir de dentro, e tornamo-nos mais transparentes, olhamos para nós, ao mesmo tempo que uma luz de aceitação vai tornando os limites mais claros, até que percebamos que a fragilidade é a nosso fonte mais autêntica de força. Ser conscientes, não pelo pensamento, mas na intuição, no fundo, amarmos o nosso presente, seja como este for.



03 fevereiro 2009

Resistência

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(Ainda sobre a questão da ausência de Deus nas contrariedades da Vida)


A Vida não é fácil, não só por causa das nossas próprias experiências de desilusão, solidão, desencanto, medo, mas também pelo panorama devastador que cada dia é posto diante de nós nas notícias. A ponto de nos deixar sem palavras e perguntarmo-nos como é possível que o mal tenha uma força tão grande, parecendo capaz de orientar e controlar a própria história.


No fundo, todos percebemos o que é o bem e o amor que podemos fazer e que poderia acontecer. Mas é um facto que isso não acontece. Somos quase desafiados ou constringidos a acreditar no bem acima de toda a razoabilidade, até haver forças... até ao momento em que não resistimos mais e atiramos a toalha ao tapete.Ponto final. Mais vale preocupar-me com um equlíbrio de vida possível sem utopias. O meu mundo tem fronteiras muito bem marcadas, onde só entra quem e o que eu quiser. Mas não sou impermeável ao mundo, tudo toca e molha a minha pele, e de repente estou diante de um castelo cheio de brechas na muralha, sem me poder defender. Podemos viver assim toda a vida...


Um professor meu descrevia a vida de hoje como um gigantesco labirinto. E a grande questão não era como encontrar o caminho para sair dele, mas sim encontrar o modo de o habitar, fazendo dele a minha casa. Aprender a perder-me, mais que procurar desesperadamente saídas irreais. Acredito que não podemos olhar o facto de experimentarmos dificuldades como algo que não deveria acontecer. Estaríamos a iludir-nos. A questão está em colocar-me na dificuldade e fazê-la minha, num exercício de verdade que pode doer. Mas só posso mudar aquilo que conheço profundamente, é a dificuldade que me fará crescer em criatividade e serenidade. Olhando a nossa história, vemos que as crises foram momentos essenciais para sermos o que hoje somos. Mas não nos lembramos disso muitas vezes...

19 junho 2008

Se é bom perder?

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Estranhamente, não estou muito triste nem desiludido com a derrota de Portugal no Europeu. Até do futebol se aprende, ainda por cima gostando muito =)

Estas coisas de expectativas não realizadas acontecem em nós de forma que, na maioria das vezes, não podemos controlar. Como tudo, o risco e a surpresa traz boas e más consequências. O que importa é poder lidar com tudo com liberdade, no bem e no mal.

Porque até no bem precisamos ser livres, para aceitar e agradecer, e para não ficarmos parados só porque tudo nos corre bem - nos estudos é uma das minhas maiores tentações. Mas se algo corre menos bem, a liberdade é maior para poder aguentar contrariedades. Crescemos tanto com dias e momentos "não". É um desafio enorme àquilo que é a nossa maior capacidade: conseguir ir além do óbvio.

09 abril 2008

Contraste

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Quando anoitece em Roma, nestes dias, depois de um dia de sol, o céu fica de um azul forte, muito forte, antes de começar a escurecer. É verdadeiramente estar envolvido num azul intenso, sentado nas escadas da igreja a ver a Cidade regressar a casa, apressada e ruidosa.

Alguém me disse que, de facto, o céu não está assim tão azul. As luzes amarelas das ruas e as cores laranja e vermelho das casas fazem com que haja um contraste grande entre o azul e o amarelo. O azul aparece mais azul e o amarelo fica mais amarelo... Ainda bem que existem contradições e opostos, senão, os meus fins de tarde não seriam mergulhados em ouro e topázio, como uma coroa que envolve o silêncio desta hora.

E fiquei a pensar que tantas vezes seria melhor que tudo fosse linear, que não houvesse motivos de escolhas difíceis... mas é esta a riqueza da Vida... são as escolhas que me levam à busca de ser autêntico e construir-me de forma eterna.E sem contrastes, tudo seria uma pacífica monotonia, bonita, mas monotonia...

31 março 2008

As mudanças

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Depois de experiências fortes, chega o tempo de voltar ao dia-a-dia, e às coisas de sempre. Seria, contudo, melhor que não fossem precisos momentos especiais para abraçar regressos conhecidos. Ajuda, mas sobretudo faz cair na conta de atitudes que deveriam estar sempre mais presentes.

Os tesouros conquistados num dia de Vida atenta a luz do sol, cores e perfumes, enchem a nossa casa de tantas coisas que ficam a fazer parte de nós. Cada dia poderia ser uma mudança para algo melhor, mesmo que fosse um dia em que tudo acontecesse ao contrário.

Um coração que sai de casa cada dia aberto ao que vier, cheio de dons para dar e vender, não se espanta mesmo com a possibilidade que os bons propósitos desapareçam em poucos minutos. Mudar cada dia para fazer coisas cada vez mais completas, em tudo o que acontece... não é fácil encontrar os embates, mas a atitude de fundo predispõe para uma alegria simples e desprendida.

É preciso humildade nos gestos de dar, porque cada dia voltamos a casa mais cheios.

09 março 2008

Sorte e Destino

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Ando a viver uma fase de perceber momentos importantes da minha história. Fico feliz quando olho para trás, confio mais que nunca no meu futuro. As palavras sorte e destino têm-me acompanhado de forma especial.

A sorte tem a ver com o imprevisível, o destino tem a ver com o futuro.

Depende muito das Mãos que levam e criam o meu destino... tenho a certeza que posso ser livre o suficiente para não ter fatalidades durante a Vida. Ficaria bloqueado e pequeno. E as coisas imprevisíveis, são sorte e azar, coisas boas e coisas más, que não dependem de mim. Mas tenho a certeza que posso ser livre o suficiente para não ter medos paralisantes.

Um atitude positiva e construtiva de felicidade na Vida é essencial, se quiser fazer do meu destino a minha sorte. Tenho sorte no que vier a ser, se quiser ser com verdade, com aquilo que Deus simplesmente faz acontecer.

21 janeiro 2008

O que basta

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Posso chegar a pensar: Passamos a vida entre perdas e presentes? Ou entre derrotas e conquistas? Uma coisa é aquilo que me é dado e aquilo que me é tirado. E outra é aquilo de que eu desisto e aquilo que venço com as minhas forças. Talvez o maior dilema seja este de nunca completar os meus espaços vazios, e ir percebendo que o que vou conquistando acaba por ser temporário, porque ou o deito a perder, ou algo ou alguém mo tira. E aquilo que me é oferecido às vezes nem o percebo, ou então acho que é algo que mereço... e deixa de ser surpresa.

Não quero acreditar que a Vida seja uma espécie de sucessão de dias melhores e piores. Porque o que é essencial no meu corpo é igual todos os dias, o coração bate igual e os pulmões enchem-se de ar. O que é diferente em mim são as luzes e as sombras da alma... que às vezes é só luz e às vezes é só sombra. Ou uma toalha branca às bolinhas pretas, e vice-versa...

Se o meu corpo é também a minha alma, tenho coisas iguais todos os dias. Nem que seja só uma. E essa é toda luz, é um coração que bate desde fora, é um sopro que vem desde sempre. É uma Presença que está e me faz... e isso basta.

12 janeiro 2008

O que precisamos

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Já nos demos verdadeiramente conta de como temos tanto a agradecer? A nossa Vida é um caminho tantas vezes feito de coisas comuns e rotinas conhecidas. É um caminho por dentro do deserto, escondido e misterioso, até para nós próprios.

A nossa noite tem tanto de fascínio como de medo. E sinto este desejo irresistível de voar abandonado até ao fim, para ver o que acontece. E como desejaria que tantas coisas fossem diferentes e não me sentisse cansado quando acordo. Falta fazer poesia e música dos meus gestos e dos meus olhares. Pôr ordem às minhas palavras e aos meus sons, para que tudo isto não parecesse abstracto ou incompreensível.

Se fosse capaz de estar no mais alto de mim e ouvir cada nota da existência como se enchesse o mundo de luz e levasse para longe sons confusos que me distraem e não me deixam estar diante de algo único e só meu. Aquilo que preenche em cada dia, um sentimento feito de rosas amarelas que decoram o meu espaço e me façam perceber que cheguei a casa. E ficaria ali agradecido...

06 outubro 2007

Histórias descomplicadas

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É inevitável que cada dia nos traga o seu peso e os seus problemas. Às vezes, tenho mesmo a sensação que há alturas na vida em que sucede tudo ao mesmo tempo. E é difícil gerir, pensamos que é injusto o que acontece, sobretudo quando estamos motivados pela Beleza e pela vontade de acertar.

Se há tempestades, há provações nas nossas raízes mais profundas. Tenho descoberto que há um fundo de nós que permanece inabalável. Talvez porque é tantas vezes inalcançável. É uma espécie de desenho original de nós próprios, uma imagem feita desde sempre.

E quando se tocam as raízes que aguentaram a chuva e o vento, descobre-se algo autêntico. Um espelho diante de uma luz que é amor. Que continua caminhos apesar dos atalhos. E vejo os acontecimentos a partir do fundo e a partir de dentro. Como se num instante fosse tudo tão óbvio.

Saborear as raízes... apenas olhar como estão e como me alimentam acaba por trazer uma enorme simplicidade, a mesma de um sorriso que se dá porque sim.

10 junho 2007

Perspectivas

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Não me acontece quase nunca... dei conta, durante o almoço, que o dia 12 de Junho é terça-feira próxima, e não quarta-feira, como pensava. Resultado, afinal o exame seguinte é já depois de amanhã, e tenho menos um dia para o preparar.

Seria motivo para ver o mundo virado do avesso... menos mal que é oportunidade para cultivar o sangue frio e tentar fazer o melhor possível, que nunca é impossível.

Tive de fazer uma pequena paragem para me lembrar que, perante um episódio que não se espera, se tem de fazer uma opção... vamos em frente... afinal até é bom ficar livre um dia antes.

Perspectivas... está mais nas nossas mãos do que supomos. E já não escrevo mais, que agora fiquei com os minutos contados! =P

11 maio 2007

Os pequenos tesouros

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Cheguei a casa cansado depois de mais um dia que parecia vazio. Talvez por estar vazio por dentro, em que as emoções fugiam sem querer encontrar um lugar próprio, onde dessem cor aos sentimentos.

Há dias em que nada nos prende, fica-se só com a lista das coisas para fazer, que vou cumprindo de modo automático. Mas sem fazer disso uma experiência de desolação, perceber tudo como movimentos da alma que levem à sublimidade da Vida e daquilo que escolhi para ela.

Apeteceu-me tirar as memórias das estantes, onde se foram acumulando como peças de museu. Que visito nos dias de nostalgia, em que me apetecia deixar tudo e sair pelo mundo com o essencial às costas.

E fui enchendo as novas memórias do que acontece todos os dias. Não cabem em mim as surpresas dos pequenos instantes... quase tão impossíveis como tocar o Absoluto. Que se pressente, baixinho, sempre, como a brisa.

26 abril 2007

Salvação

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O caminho da liberdade é exigente. Esta manhã, ao abrir a caixa de correio, dei com um mail com fotografias e a história de uma vida difícil. Com a qual tenho tido algum contacto, mas vejo agora que muito menos do que acho que me seria pedido... por várias razões, mas não é isso que interessa.

Fiquei triste, sim, sem perceber, sem conseguir sequer fazer muitas perguntas. Porque não sei dar as respostas. Perante o sofrimento dos outros, encontro sintonia, vontade de ajudar e consolar, sair de mim. Porque esta história, em particular, é incrivelmente bonita.

Mas é este sair de mim, quase espontâneo, que me fez cair na conta de duas coisas: No dom que é ter a vida que tenho. No quanto sou pequeno nos meus problemas. Seria tão mais livre se aprendesse a olhar para além da comodidade da minha janela e não ter medo de me implicar no sofrimento do mundo.

Porque sinto o peso de coisas menos boas minhas, serei capaz de maior liberdade se as viver como caminhos de salvação, minha e dos outros.

07 fevereiro 2007

Força da Vida

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Haverá instrumentos para poder viver bem com os cansaços e desânimos? Temos todos dias mais cinzentos, a nossa condição de sermos por vezes pequeninos leva-nos a ficar parados perante encruzilhadas que nos questionam de como podemos seguir sempre o caminho certo.

Viver a história das consolações é muito próprio de quem é atento aos movimentos do Espírito. Isso requer tempos de escuta, cada dia, várias vezes ao dia. E isso é também exigente, porque nos faz ficar diante da pergunta do que é realmente Essencial na Vida.

Na homilia de hoje da Missa, o padre que celebrou, citando Aristóteles, disse que "somos responsáveis pela qualidade das nossas escolhas". O desânimo, acredito cada vez mais que nasce da falta de cuidado com o que temos de mais precioso.

Para quem tem o dom de viver para encontrar algo Absoluto, as pequenas escolhas tornam-se motivos de superação. E vive-se numa por vezes incapaz tentativa de gritar com a força da Vida. Se uma pequena escolha fosse a Escuta, a Vida estaria muito mais presente.

11 novembro 2006

Conformismo? ... Nem por isso!

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Há acontecimentos que são tão habituais na nossa vida. E memórias que nos vão levando nos anos, que deixam de nos impressionar como no primeiro momento, mas que trazem sempre as mesmas sensações, vistas com outra experiência.

Esta imagem da bola no telhado é uma das mais recorrentes da minha infância. Uma linda tarde de jogo acabava subitamente num espectáculo de olhar para um telhado, e já farto de atirar pedras a ver se resolvia o problema, até que se fazia noite.

E passam as semanas e o espectáculo desiludido do acessível inacessível permanece. Mas a vida continua, até que uma bola nova e mais bonita faz esquecer a antiga.

E são estas as emoções pequenas da Vida. Particulares de uma existência que se vai afastando do impossível e que se quer centrar cada vez mais em abraços mais completos e mais reais. E horizontes acima dos telhados das casas. Para o Mundo, para um Universo chamado a ser transformado pela criatividade que me foi confiada.

É de alguma maneira participar de uma Criação impossível para as minhas forças, mas capaz de ser verdadeira quando é muito sincera em gestos pequenos de fazer o Bem.

29 outubro 2006

Ante(s)ver

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Bem... acabei de torcer o pé no jogo de futebol... Espero que não tenha acabado a minha época, mas não me parece ser muito sério...

E regressei ao quarto a coxear, mais triste com o facto de ter deixado o jogo que preocupado com o que se passa no tornozelo... Ainda são as minhas coisas de criança, gosto de jogar à bola.

E ser obrigado pelas circunstancias a fazer o que não apetece é uma boa lição. Depois de descansar um pouco, ver que hoje devo ter uma noite mais calminha, ir ao cinema, ter algumas boas conversas.

Deixar pressentir os Mistérios da Vida, o que se me oferece de forma tão gratuita e tão pacífica. Nunca pedi para ver um por do sol bonito, só me coube a admiração e a consolação de me ter sido dada essa visão.

Por isso, hoje, sinto-me tão chamado, amorosamente chamado, a antever, ver antes que aconteça o Mistério. Sem perder a surpresa, não deixar de ter o coração vestido para o que vier. Às vezes, tempos vazios... quase sempre completos... mas sempre capazes de plenitude.

12 outubro 2006

Ao contrário

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Longa se torna a espera... daquele golpe de asa que faz voltar às coisas antigas, quando tudo era perfeito.

E a vida vai-nos trazendo coisas inesperadas, preparadas por nós sem o sabermos, até que temos entre mãos coisas que desejaríamos não ter.

Se tudo fosse ao contrário, se as memórias belas da Vida não fossem sempre imagens passadas, e tudo o que agora nos perturba não passasse de palavras vazias levadas pelo vento, para longe e para sempre.

Mas colam-se a nós, fazem parte de nós estes momentos vazios, tais como as imagens bonitas. E o vazio não se enche com a nossa Beleza... E se tudo fosse ao contrário...

E se eu pudesse fazer o contrário, de encher o vazio passado com memórias que são promessas, que continuam também o mesmo caminho com o qual estou Vivo. Porque sou tudo aquilo que vivi, mas ainda mais o que vivo e o Desejo de viver mais pleno.

Não é facil olhar mãos vazias, talvez enche-las de lágrimas consoladas de um Desejo que nos vai completando, pouco a pouco, até onde for o limite do impossível... e ir pressentindo já o Possível deste meu Impossível.
 

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