Mostrar mensagens com a etiqueta parar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta parar. Mostrar todas as mensagens

31 outubro 2009

Passagens

5comentários


Estamos continuamente em passagem. De um lugar a outro, de um coração a outro. De tempos passados esquecidos e nostálgicos, a futuros que trazem anseio e medo. O presente é passagem de mundos e sentimentos, com uma velocidade que é difícil digerir.

Talvez o maior sinal do nosso cansaço seja a simples incapacidade de parar em espaços de passagem. Não deixamos que o coração agarre o tempo e a experiência.

Mas quando isso acontece, a passagem torna-se paisagem para habitar e fazer frutificar. Por não nos deixar ficar parados, paramos no movimento e aceitamos a condição de ir mais fundo e mais longe. Podemos ficar perto de nós sempre que a profundidade dos nossos gestos e dos nossos olhares dá alguma unidade às nossas paisagens. Uma cor só nossa, um tempo acima do tempo, ou além do tempo. Onde em tudo somos nós, em tudo fazemos entrega.


30 abril 2008

Regresso

1 comentários


A paz dentro de nós é o que permite deixar acalmar a poeira e ver o caminho que temos pela frente. Não se consegue a paz sem esforço, se bem que não deixa de ser um dom. Mas passa também muito por aquilo que decidimos acerca de nós próprios, da verdade que queremos e ousamos ter diante de nós. Sem medos, sem preconceitos, rodeados de certezas felizes, como se fossem abraços.

Porque estamos rodeados de coisas melhores do que imaginamos e podemos sentir o quanto fazemos parte delas. E do quanto podemos fazer por elas.

Há um regresso que cada dia podemos fazer dentro de nós, para nos rir das mil voltas que fazemos, perdendo tempo com inutilidades por vezes tão urgentes. Somos assim... mas sabemos ser tão melhores, e fazer aquilo que sonhamos.

25 agosto 2007

.... Respiro....

2comentários

E paro na areia, à frente do mar. Aquelas dias em que o relógio não é importante, deixo-me levar num vento forte. Que acalma, que traz mundos de longe e me leva para onde quero ir, na certeza de que encontrei o meu lugar.

Foi também perceber corações que falam debaixo das estrelas e se sentem viajantes. Aprendi que um abraço é tão livre, quando o coração sabe acolher completamente e apenas quer trazer bem e felicidade. Tenho a sorte de encontrar na minha Vida pessoas tocadas pela radicalidade de não desistirem de ser felizes. E o sonho completa-se...

Estes dias têm sido resumo de um ano e um percurso que chega ao fim. Vivo com paz e felicidade. Não deixo de olhar para o que se tem de fazer... sonhar com amor não é estar desligado do chão. É inclinar-se para as coisas pequenas e fazer delas oportunidades. Sementes que dão árvores e fazem crescer sombras e abrigos. Em paisagens de mar e nuvens, ou com um castelo ao fundo.

Parece um mundo de Fantasia... mas a Vida é sempre algo grande de mais, muito maior que o abismo. É que aí também se encontram as raízes esquecidas.

08 agosto 2007

Vento de seda

1 comentários

Em tempos em que se tem a oportunidade de parar, em tempo de férias, ou estando em locais mais descansados, há sempre um desafio.

Deixar acalmar o ritmo interior do ano, passar tempo de qualidade. Ser ao mesmo tempo mar tranquilo e vento forte. Um tempo de paragem é poder ter a oportunidade de deixar assentar a poeira e ver as coisas como estão à nossa volta. E, ao mesmo tempo, deixar a janela aberta, para que um vento fresco possa iluminar a casa.

Há um parar que significa ficar apático e ligado à televisão. Há outro que é criativo, um espaço de silêncio onde entrem as cores e os sons do mundo que quero construir a partir de agora. Nem uma coisa nem outra são fáceis e lineares... Parar parece ser perda de tempo, mas pode ser também uma revolução escondida, como um deslizar de seda, que desvele o Mistério. Entre a calma e a coragem, a qualidade do meu tempo de férias pode ser decisiva no ano que aí vem...
 

Cidade Eterna © 2010

Blogger Templates by Splashy Templates