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07 novembro 2010

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E amanhã regresso a Roma para uma semana! Vou para uma reunião de trabalho de alguns dias, ligado ao Apostolado da Oração. Ainda não passou muito tempo desde o regresso, mas é uma oportunidade que me enche de alegria, ainda nem deu tempo para sentir aquela nostalgia dos lugares fundamentais.

Uma viagem é sempre uma oportunidade de encontrar coisas novas, mesmo voltando aos mesmos sítios. Somos construídos também a partir de espaços. Porque um espaço é um lugar onde acontecem tantas coisas, sozinho ou com outras pessoas. Espaços são também relações e experiências de entrega e desafio.

É tão importante regressar a lugares importantes, porque nos recordam inspirações passadas com as quais nos continuamos a comprometer. São espaços de Vida e promessa. No fundo, o estar com qualidade joga-se entre memória e desejo de continuar assente em algo que teve significado. Roma é este espaço na minha vida, tal como muitos outros na nossa vida que se impõem como vontade de acertar. Viajar, regressar e partir completam-se muito.

26 março 2010

Emoções

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Sugestão de dúvida

Apesar de a questão colocada ser longa e não ter sido toda escrita, não deixa de conter alguns tópicos muito interessantes que espero tocar da forma desejada. A relação das nossas emoções com as nossas recordações.

A emoção é um dos campos mais complexos da nossa vida. Têm relação com os sentimentos, que são algo que não controlamos, simplesmente as coisas tocam-nos de determinada forma e fazem eco em nós sem que possamos evitar. Sentimos atracção por algo que não nos faz bem, sentimos gosto em pequenas coisas que nos acontecem, vibramos com os mesmos sentimentos de um amigo. As emoções entram na nossa vida como uma consequência do facto de estarmos constantemente em relação com os outros e com o mundo.

Muitas vezes podemos correr o risco de pensar que não devíamos sentir determinada coisa, quando não é aí que está o problema. Uma emoção é sempre um despertar de algo que nos toca e nos sensibiliza. Porque nos faz desejar algo, nos faz completar algum aspecto de que sentimos falta. É, por isso, um convite a olharmos a nossa vida e percebermos o porquê de sermos tocados afectivamente por algo. Aquilo que nos toca é o que poderá significar o que realmente é importante. O trabalho que podemos fazer na análise dos nossos sentimentos é reflectir sobre o bem que estes trazem à nossa vida. Se nos orientam num caminho que achamos ser correcto, ou se nos estão a afastar dele.

Tenho a certeza que somos fruto de uma memória afectiva que nos vai formando como pessoas. Somos muito fruto dos sentimentos dos outros em relação a nós e também daquilo que sentimos em relação aos outros. Porque é raro que um sentimento fique fechado sem nenhuma reacção da nossa parte. Precisamos de comunicar o que nos vai na alma e manifestar com gestos concretos o que sentimos. 

Podemos lembrar-nos de muitas emoções, mas recordar-nos de poucas. As emoções têm muito de passageiro, são pontuais e vamo-nos lembrando de muitas coisas. As emoções que recordamos são aquelas que trazemos ao coração, que fazem parte de nós. A raiz de re-cordar (re-cordis) é precisamente fazer voltar a fazer passar pelo coração. Sentimos falta de memórias que nos façam reviver momentos importantes. Se "recordar é viver", talvez fosse melhor dizer que "recordar é voltar a viver", sobretudo se tornamos presentes os pontos que nos fazem crescer, escrevemos a nossa história a partir de certezas que nos fizeram e continuam a fazer como pessoas.



 

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