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07 novembro 2010

Voltar

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E amanhã regresso a Roma para uma semana! Vou para uma reunião de trabalho de alguns dias, ligado ao Apostolado da Oração. Ainda não passou muito tempo desde o regresso, mas é uma oportunidade que me enche de alegria, ainda nem deu tempo para sentir aquela nostalgia dos lugares fundamentais.

Uma viagem é sempre uma oportunidade de encontrar coisas novas, mesmo voltando aos mesmos sítios. Somos construídos também a partir de espaços. Porque um espaço é um lugar onde acontecem tantas coisas, sozinho ou com outras pessoas. Espaços são também relações e experiências de entrega e desafio.

É tão importante regressar a lugares importantes, porque nos recordam inspirações passadas com as quais nos continuamos a comprometer. São espaços de Vida e promessa. No fundo, o estar com qualidade joga-se entre memória e desejo de continuar assente em algo que teve significado. Roma é este espaço na minha vida, tal como muitos outros na nossa vida que se impõem como vontade de acertar. Viajar, regressar e partir completam-se muito.

16 fevereiro 2010

Regresso

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Cá estou de regresso depois de 15 dias fora de Roma. Os dias no mosteiro de Camaldoli superaram as expectativas, não só por o trabalho ter rendido e ter escrito mais de metade da tese, mas também pela magia do lugar, onde regressei para encontrar a mesma paisagem de Junho passado, mas completamente transformada.

Nevou bastante nos dias em que lá estive e a montanha estava coberta de branco. O silêncio era ainda maior. O mesmo branco veste os monges que, por quatro vezes ao dia, se dirigem ao coro da capela para cantarem a liturgia das horas. Sento-me entre eles. O mais velhinho está ao meu lado e estende-me a mão para o ajudar a levantar, enquanto se queixa das dores nos joelhos. 

Viveu 50 anos sozinho numa casinha, no eremitério, 3km acima do mosteiro, até que a saúde o fez vir mais para baixo, para receber outros cuidados. Sinto muita falta, diz ele, com olhos brilhantes. Mas sobretudo a paz, de quem viveu radicalmente a profundidade da Vida, que no fundo, é entregar-se, sem calcular, nem estar constantemente a perguntar se o que se faz é mais importante do que se é... 

Um monge camaldolense lê dentro de um castanheiro com 500 anos, perto do Mosteiro. 
Tirei uma fotografia neste sítio, com neve a toda a volta! =)


A felicidade está muito perto de nós, envolve-nos por todos os lados, e basta viver o que se tem a viver com a mesma entrega dos grandes momentos. Faz bem contactar com estes santos, muda-nos por dentro.

31 janeiro 2010

Até breve!

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Como já terminei os exames e a fase de exames ainda está a decorrer, vou estar uns dias fora de Roma para me dedicar ao trabalho da minha tese de licenciatura. Mudando de ambiente, ajuda a estar mais concentrado, porque o tempo já não é muito!


(Monastero di Camaldoli), onde vou ficar.

Vou passar 10 dias num mosteiro de um ramo dos monges beneditinos, Camaldolenses, um paraíso no meio da montanha! =) Depois de uns dias na Sicília, volto a Roma dia 16, pelo que, por duas semanas, o Cidade Eterna estará em stand by ;)

Sacro Eremo di Camaldoli, a 3km do Mosteiro. Se estivesse assim, era de sonho! :)

Desejo a todos um bom tempo e boa sorte para os exames, a quem for o caso! Até breve!

26 dezembro 2009

Rumo a...

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Amanhã de manhã parto para um passeio de alguns dias pelo centro-norte de Itália. Regresso a 2 de Janeiro. Até lá, aqui ficam os desejos de boas férias, a quem for o caso disso e boas entradas no Novo Ano. Que seja um ano feliz, onde brilhe a nossa autenticidade. Aqui ficam umas fotos do percurso a fazer!

Até breve!


Bologna



Ravenna



Padova



Venezia

Já lá estive, mas são sítios com uma tal magia onde apetece sempre voltar! =)

03 julho 2009

Pela janela

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Quando queremos, somos capazes de olhar de um modo verdadeiramente transformado. Tenho sempre imenso medo da rotina, porque tira a novidade dos nossos gestos. Os nossos dias são cheios de surpresas e oportunidades de alargarmos o nosso mundo. Hoje fiz uma viagem de comboio. Poderia ter passado o tempo a dormir ou a ler alguma coisa.

Mas fiquei a olhar pela janela e fui vendo paisagens, casas, pessoas, vidas que continuam depois de ter cruzado o olhar com elas. Poderia ter sido um olhar desinteressado, ou um olhar de coração. Vidas que vão trabalhar, que encontram a família em casa, que terão tantas preocupações.

Cada aspecto das nossas paisagens dá-nos a possibilidade de entrar num mundo onde a nossa energia pode entrar em sintonia. Querer ficar fechado nos próprios pensamentos e nas próprias ocupações é ficar na mesma. Certamente não mudei nada na vida das pessoas com quem cruzei o olhar esta manhã. Mas fiz uma oferta da minha bondade por elas, uma oração. E isso já não me pertence. Mas cheguei mais longe, fiz-me mais presente.

01 janeiro 2009

Florença

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Estes últimos dias estive em Florença. É um previlégio viver perto destas cidades e ter a oportunidade de visitar com calma um dos espaços que ultimamente mais me tocou. Apenas uma ideia muito simples, a partir de dois pormenores de dois quadros que aqui ponho.







A "Madonna con il Bambino" ou "Maestà di Ognissanti", de Giotto (1300-03), e a "Primavera", de Botticelli (1478). Mais de 150 anos separam estes dois quadros, que agora se podem ver a poucos metros um do outro. Chama-me a atenção o modo de representação da beleza. Desde a solenidade do mistério e da santidade è perfeição da beleza. Apesar de movidos por contextos, épocas e intenções diversas, há algo em comum. A Beleza surpreende na sua eternidade e no modo de aparecer "tocável" e visível onde quer que estejamos.


A arte tem este dom de manifestar as coisas que não se explicam. Talvez por isso cada um de nós é tão misterioso e fonte de tanta bondade.

18 abril 2008

Ir longe com a música

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Há momentos em que parece que saímos fora da realidade... Estive há bocado num ensaio com alguns companheiros de Madagáscar que vão cantar numa Missa e me pediram para acompanhar alguns cânticos com a guitarra.

Sem falar tanto da riqueza da diversidade cultural que isto implica, falo mais de sons longínquos. Começaram a cantar um cântico lento, uma voz, duas, três, que se iam multiplicando ao longo do ritmo. E deixei-me levar, até uma paisagem de planície enorme, com céu cor de rosa quente.

E senti-me com desejo de ir para longe, experimentar coisas novas e novos lugares onde encontre coisas diferentes... é bom não deixar parar o coração! Aquilo que faz parte de uma alma viajante é ser grande, mesmo que não saia do mesmo sítio.

29 outubro 2007

Mundos outros

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Existe uma espécie de fascínio por paisagens que não encontramos muitas vezes. Em viagens que amigos meus fazem a lugares exóticos, de África, Àsia, falam sempre de uma característica que os toca muito, sem excepção.

São as ruas cheias de cores, cheiros e sabores. As nossas não são assim... Mesmo as cores e os cheiros bonitos estão organizados em jardins ou ruas preparadas para o efeito, em ocasiões especiais. Por aqui, as cidades são muito racionais... há um modo de medir as coisas e classificá-las no sítio certo.

Uma explosão de cor desorganizada, faz-nos cair na conta de como nos falta deixar falar os sentidos e viver com eles de forma harmoniosa. Contactamos mais radicalmente com uma Beleza fora de nós, que ainda não nos habituamos completamente a fazer nossa.

03 setembro 2007

Gente gira

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Duas horas de movimento total, depois de uma manhã intensa de visita. Barcelona é uma cidade cheia de vida, arte, pessoas bonitas.

Foi mesmo engraçado fazer uma viagem por dentro olhando à volta. Surpreendem as cores e sons, tudo em grande velocidade. Línguas de todo o mundo, efeitos especiais trazidos desde longe. =)

Fui percebendo o mundo que cada pessoa traz consigo e o modo como o exprime. Pode ser tão raro como esperado. Afinal de contas, estamos já habituados a considerar o quanto somos diferentes. E admiro o género humano, por ter vida e coragem.

E por ter problemas e sedes... Experimentei uma comunhão com quem não conheço, mas partilho o existir. Trazem-me novidades e pensamentos que me fazem rir. E abrem caminhos que me desafiam a querer fazer algo por eles... tanto quanto um coração com cores pode fazer.

10 agosto 2007

Santiago de Compostela

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Parto amanhã para uma peregrinação a Santiago de Compostela. Os últimos meses têm sido um realizar cada vez mais próximo de um dos pontos altos do meu ano. Parar, caminhando muitos quilómetros, percorrer os espaços por onde passei no último ano, olhar em frente para as promessas felizes e as decisões pequenas e grandes que me esperam.

Uma peregrinação é um estado de alma... as dores e o cansaço servem para purificar dos desejos pequeninos e ajudam-me a ser mais livre e mais autêntico na minha condição de ser viajante. Caminhar descalço e simples entre espelhos de Verdade. Ser mais, e ir mais longe...

Este ano, partilho a experiência com um grupo de 8 pessoas, algumas das quais conheço muito pouco. Vivo com esperança esta possibilidade de caminhar lado a lado, ajudar e ser ajudado!

Peço orações por mim e pelos meus companheiros de viagem. Levo comigo a vontade de entregar cada passo por mudar algo em mim e no mundo à minha volta. Até breve! =)

04 março 2007

Tapete mágico

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A vida é um mundo de surpresas. É tão encantador fazermos viagens pelos mundos uns dos outros. Porque não é por acaso que duas vidas se encontram. Há algo no mais fundo que fala de uma história passada muito antes de termos consciência dela.

E no mundo e na história vão-se cruzando caminhos que a certo ponto se encontram, num gesto de saudação novo e ao mesmo tempo tão antigo... Como se um tesouro escondido aos olhos tivesse sido aberto, assim de repente, no coração.

É uma responsabilidade o conhecermo-nos uns aos outros. Conhecendo sou conhecido, como sou, com coisas bonitas para dar e outras menos boas para serem percebidas e melhoradas.

Porque Deus vai pondo pessoas essenciais em momentos essenciais. É uma viagem feita de tapetes mágicos, de cores garridas e felizes, em mundos de fantasias tão reais, que consolidam os desejos de sermos cada vez mais próximos uns dos outros, para nos transformarmos, sendo capazes de transformar.
 

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