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26 novembro 2009

Sim, mas...

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Hoje estive a pensar e reflectir sobre as conversas que tenho, acerca de acontecimentos e pessoas. Quer eu, quer outros, temos um estranho hábito de começar por louvar uma situação, que é maravilhosa, óptima, e depois, lá vem a palavra mágica: sim, mas...

E o discurso que vem a seguir é muito mais convincente e interessante.

Os nossos "mas" podem ser a expressão de uma capacidade crítica e desejar o melhor, mas escondem uma armadilha que consiste em não sermos generosos e compassivos nos nossos juízos. Entre as ideias claras e ter um mundo feito à minha medida está uma fronteira muito ténue. Prefiro ser ingénuo algumas vezes, a estar constantemente a olhar os pontos fracos dos outros. Talvez o principal problema esteja em mim e sou eu o ponto fraco do meu mundo.


12 janeiro 2009

Ajuizar

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O juízo tem a ver com a verdade. Ajuizamos normalmente para dizer se uma coisa é assim ou não, se existe ou não existe, se determinada pessoa tem esta ou aquela característica ou atitude. É mais do que um dar-se conta do que é, vai além do que me apercebo, implica já qualquer coisa da minha parte, uma leitura ou uma opinião sobre o mundo e as pessoas. Ajuizar segundo a verdade não significa dizer sempre bem, por vezes implica criticar, que pode fazer doer.

Há algumas coisas que normalmente criticamos nos juízos, e sempre estamos a cair nisso: a pressa e a injustiça. Fazer um juízo correcto, que diga a verdade das coisas, que as manifeste como são, implica paciência e maturação, considerar várias perspectivas, não só a minha, mas também - e às vezes, sobretudo - a do outro.

Um juízo apressado muitas vezes é cheio de preconceitos, acabamos por dizer aquilo que todos dizem, sem dizer nada de próprio. E podemos ser injustos por causa disso, primeiro em relação a nós, porque não fomos autênticos e depois em relação aos outros, porque não lhe demos oportunidade de ser o que são.

15 outubro 2008

Observação

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Olhar o mundo à nossa volta terá de ser uma tarefa apaixonante. Quem não mete as mãos totalmente na matéria de que são feitos os nossos dias, acaba por estar distante, ou sentado numa cadeira acima do universo, cheio de ideias boas, mas sem raízes onde possam crescer. Talvez seja esse o grande problema de um idealismo às vezes arrogante e pouco misericordioso.

Começa por haver uma verdade pessoal que se reconhece feita das mesmas contradições. Só compreende quem é compreendido, só perdoa quem é perdoado. E amar as minhas contradições é um passo para as iluminar desde dentro e ser capaz de colocar os meus passos num rumo certo.

Quem sou eu para julgar? Já que nunca me senti julgado, ganhei um coração capaz de acariciar fragilidades e torná-las verdadeiras fontes de força. Por isso, amo o mundo à minha volta, sem querer ser ingénuo... mas a última coisa que gostaria de ter era estar decepcionado com ele.

23 janeiro 2008

Juízo

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Quem é mau? Cada um de nós poderia fazer uma lista de pessoas que considera más, ou porque se conhece o mal que fazem, e vem divulgado na história ou nos jornais, ou as pessoas que nos fizeram mal e nos magoaram.

Mas fazemos uma confusão de duas coisas que raramente nos damos conta. Uma coisa é conhecer e julgar um comportamento mau, feito a alguém ou a nós próprios. E isso é legítimo e natural. E tal comportamento terá de ser corrigido e, se for o caso, penalizado.

Mas outra é julgar que uma pessoa seja má por ter feito determinadas coisas, mesmo que sejam abomináveis. Porque não conhecemos a sua consciência. Em rigor, a única pessoa de quem podemos ter a certeza de ter um coração mau, somos nós próprios. Eu sou o único que sei que o mal que fiz foi de propósito para magoar alguém. E não o posso afirmar com certeza absoluta sobre mais ninguém.

E se, reconhecendo o mal que faço, espero o perdão de Deus, então posso também esperar que Deus possa perdoar quem também se reconhece pecador. E julgo segundo uma medida de perdão baseada na esperança, não deixando de ser verdadeiro. É legitimo julgar as acções e o mal que trazem ao mundo, mas não tenho o direito de não acreditar que o Amor de Deus é para todos. Isto mudaria muitas coisas nas nossas relações...
 

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