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06 dezembro 2009

Felicidade

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Quando poderemos afirmar a nossa felicidade? Parece que sempre a associamos a momentos fugidios e pontuais, em que tivémos a sorte que todas as circunstâncias se combinassem em momentos perfeitos e completos. Mas se passa, quer dizer que seria um completo aparente, um relâmpago de paraíso sonhado e perdido. Ou então não tivémos a capacidade de ir além do momento e perceber a sua eternidade.

A felicidade é uma conquista livre e quotidiana. É uma persistência num olhar que se mantém igual em diferentes paisagens.

A felicidade completa é um futuro e um presente. Sempre a buscamos e encontramos quando descemos em nós e percebemos experiências que nos definem desde sempre. A grande experiência da vida é a sua capacidade de surpreender e desafiar os nossos fundamentos. Põem em questão o material de que somos feitos, entre incapacidades e realizações que nos deixam perplexos do quanto somos capazes quando existimos em confiança e serenidade. Aí nada nos poderá tirar a paz.


23 novembro 2008

Testemunho

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Há muitas coisas que podemos desejar na vida, mas uma é verdadeiramente importante. Irradiar paz e felicidade. Não há ninguém tão interpelador no modo de viver a vida com profundidade do que aquelas pessoas que estão serenas, pacíficas, que não stressam, acolhem e têm sempre um sorriso a dizer perante as dificuldades próprias e dos outros.

Fascina-me o segredo destas pessoas. E acredito cada vez mais nisto: que a profundidade do olhar deles é feito através de um amor enorme por tudo o que acontece em nós, mesmo tudo, mesmo aquilo que não deveria nem daria jeito acontecer. Fico saudavelmente invejoso das pessoas felizes e dou-me conta de duas coisas.

Que podia ser mais com elas. E que já sou assim em muitas coisas. Para quê continuar a adiar a felicidade? Porque um salto deste tipo, arriscar-se a uma felicidade além do razoável e do calculado, também tem as suas consequências. Bem pequenas, porém, muito pequenas comparado com o que se pode viver a partir delas.

11 maio 2008

Espírito

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Hoje é o Domingo do Espírito Santo. Seriam precisas muitas palavras para explicar o que é, mas ao mesmo tempo, como as coisas de Deus falam de algo tão essencial, as palavras nunca chegam.

Espírito é vida e é presença. É o que nos anima desde o mais fundo a construir e aceitar o que somos. É aquilo que ajuda a nossa verdade a ser mais completa. É o que dá paz, alegria e consolação. Talvez não haja maior felicidade do que estar definitivamente marcado por um Amor que vem desde sempre, que não fica esgotado nas nossas oportunidades, mas que leva sempre mais longe e a querer fazer mais do que amarmos de forma pequena.

A grande riqueza do Espírito santo é que este não se dá em pequenas partes. Porque é de Deus, é total, e temos em nós todo o Espírito. Se verdadeiramente nos déssemos conta disso, a nossa Vida seria muito mais agarrada desde dentro, e os nossos olhos brilhariam com esta presença. Sermos felizes sempre e para sempre =)

E é bom, muito bom experimentar isto...

27 abril 2008

A beleza da Luz

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Quem me dera poder gritar bem alto que a nossa luz é muito feliz! E que podemos dizer hoje que temos tempo mais que suficiente para nos dedicarmos àquilo que é mais importante. Que estamos sempre a tempo de recomeçar caminhos esquecidos e olhar de novo as flores da paisagem.

Que a tristeza do momento presente não é tudo o que temos agora, apesar de a sentirmos como peso que nos tira as forças.

Não há segredos nem receitas mágicas para sermos felizes. Há uma descoberta sempre nova e exigente de nos sabermos capazes de ser mais fortes do que supomos, de ir além do que nunca poderíamos imaginar. A história das nossas conquistas são muitas vezes rodeadas de surpresas, porque descobrimos que fomos capazes de confiar além dos muros da nossa casa. E pudemos sorrir com aquilo que somos e fomos criados para ser.

09 junho 2007

Já volto

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Conheci um menino que me falou da espera. Nem estava muito preocupado com o facto que fosse ele o esperado. É mais importante esperar o que ele me traz.

Felicidade... consegues perceber o que isso é? Talvez uns momentos, ou dias, em que se experimenta um Ser completo... sem ter dúvidas? Se calhar é mais nem precisar de fazer perguntas. Basta assim...

Mas nem sempre tudo é tão claro, ou pelo menos teimo em me convencer disso. A inquietude de querer sempre mais, voar mais longe e ir mais alto. Porque não basta assim...

Felicidade... como uma semente que ninguém pode tirar, plantada com raízes muito profundas... a água são as mãos que a acariciam e o sol os sorrisos que a contemplam. Está aqui... cuida dela, consegues fazê-la crescer... espera... já volto.

E depois me dirás! =)

29 maio 2007

Sobre ser feliz

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Nestas coisas de preparar as metas, existe um risco que não é preciso correr, apesar de quase ser óbvio. De pensar que um dia serei plenamente feliz e terei tudo o que preciso. Acaba por trazer sempre alguma insatisfação.

E sobretudo não faz olhar para o que sou hoje. Há assim momentos de luz, em que somos envolvidos no gesto de ser amados. E não é uma questão psicológica, ou de me sentir bem, ou de auto-estima, ou de sentir que toda a gente gosta de nós. Até porque essas coisas quase nunca se dão ao mesmo tempo.

É uma beleza que vem do simples facto de existir, e de tocar o Mistério da Vida. Cada respiração e cada bater do coração é plenamente feliz... Constrói-me em cada passo. Faz sonhar com o tempo presente e acredita nas esperanças do futuro.

Um felicidade que nasça de achar que sou feliz, é banal. Porque depende dos dias. A Felicidade que nasce do Ser, de um gesto supremo e criativo, essa é a que dura para sempre.

02 maio 2007

Dias felizes

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Quando acaba de chover e vem sol, a luz é muito bonita. Por ter chegado ao fim uma parte do dia que habitualmente não se gosta tanto, mas que faz parte e até faz falta.

A luz é mais brilhante e envolve os jardins, as casas e as pessoas. Não sei se é um modo diferente de olhar, ou se faz mesmo parte da missão de um sol depois da chuva.

Percebo cada vez mais que uns olhos que acreditam na luz acabam por ver todas as coisas de uma cor muito sincera, que não esconde, mas realça as cores do mundo. E faz amar, com toda a esperança.

Um dia de sol depois de chuva é uma imagem bonita da fé... nada muda, só as cores são mais felizes e mais verdadeiras, dão uma maior vontade de se comprometer com elas.

01 maio 2007

Tudo bem

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Os dias em que nos sentimos com uma força contra todas as tempestades.... mais que um estado de humor, o treino de nos dedicarmos de coração àquilo que mais nos completa na vida, faz-nos ficar mais sólidos.

Muitas vezes, queremos, sem querer, evitar a nossa verdade... há sempre coisas atractivas que vão pondo em segundo lugar aquilo que pensamos que é essencial e já está adquirido. Ficamos mais pobres sem o saber... porque pouco a pouco, deixamos de brilhar com a felicidade plena.

Quando estamos em alturas em que tudo parece estar bem, é o momento de vivermos mais de perto o essencial, mesmo quando não parece necessário. Porque um dia, quando precisarmos dele, vemos que perdemos algo importante. Sem querer, mas querendo, por ser mais fácil...

Prefiro decidir ser feliz a toda a prova, todos os dias =)

17 março 2007

A experiência

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Sei olhar para fora da minha janela... é grande um horizonte de mar e deserto, talvez os dois juntos... enfim! Desenhar fábulas encantadas no ar, como se pegasse num lápis com todas as cores e pintasse os caminhos, para serem sempre novos.

Talvez alguém os olhasse, e perdesse tempo com os passos que se dão. É tão bom olhar para trás e sentir-se construído...

Alguém precioso recebe um tesouro precioso. Faz o teu céu, não do que gostarias de ter, mas aquele que já conseguiste. Aquelas coisas que duram milhões de anos, mais que a memória, as que são como estrelas. Que já levantaram os olhos de quem atravessou mares de água e areia, e que hoje servem para ficar feliz, porque estão hoje ali para nós, quando se está deitado no chão a sentir o rumor do tempo.

Felicidade... a tanto obrigas a quem te recebe?

15 março 2007

Olá!

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Há uma coisa que, se calhar, tenho que trabalhar a minha sensibilidade. De facto, não gosto assim muito de receber aqueles mails colectivos para todos os amigos, com fotografias e frases bonitas a dizerem que sou essencial e que tenho que o mandar de volta... Pode fazer sentido, mas acho que no fundo é um problema estético =).

Gosto de, num dia qualquer, a uma hora qualquer, olhar o céu e o sol e encher-me de pensamentos bonitos, para quem é importante, mesmo que já não saiba quase nada... E fazer um sorriso que se veja e chegue até essa pessoa de mil e uma formas.

Será uma forma de rezar por elas, ser feliz em pensar na felicidade que chega às mãos de outras pessoas, assim simplesmente.

20 dezembro 2006

É assim...simples

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"Estou muito contente por preparar-me para a primeira Comunhão,
porque depois finalmente serei uma boa discípula de Jesus".


Ontem deram-me a revista do Colégio dos Jesuítas de Roma, onde preparo um grupo de meninos e meninas de 9 anos para a primeira comunhão. Alguns deles escreveram pequenos testemunhos sobre o facto de estarem neste ano de catequese.

É emocionante ver todas as semanas a Giorgia nas lições que dou e depois ler isto escrito por ela. As crianças têm o dom de dizerem coisas muito profundas com toda a simplicidade. Não é tanto pelo que entendem ser um bom discípulo de Jesus e a alegria que sentem em o desejarem ser. Nós grandes é que pensamos muito nisso.

O que é mais fundamental é o facto de a experiência de estar perto de Jesus, de o querer receber, ser uma alegria muito espontânea. Isto faz todo o sentido. Com estes pequeninos tenho aprendido tanto sobre o que é a felicidade do Reino.

23 novembro 2006

Ressurreição

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"Alguém me sorri, do balcão corrido, alguém que me faz sentir:
Que há lugares que são pequenos abrigos para onde podemos sempre fugir".


Entrei no meu lugar de todos os dias, o espaço das visões passadas, das contemplações agitadas de ventos trocados, mas de olhares serenos em metas sonhadas e já feitas em caminho.

E não foi preciso ir muito longe para além do mais fundo, de não me procurar nas paisagens onde me pudesse perder, mas de me deixar cair de braços abandonados em cima do colchão e ficar ali, quieto, a ouvir bater o coração. E sentir-me só, sem a percepção de nada para além de uma vitalidade que está presa a limites tão frágeis para quem tem a coragem de romper com dor as ilusões coloridas e seguras.

E no fim, ao entrar no meu lugar de todos os dias, cansado, mas desejoso, deixar que lágrimas felizes fizessem brilhar os meus olhos. Para ver através delas Quem me olhava. Está Vivo!

02 setembro 2006

De novo...

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Estava sentado na sala. O sol começava a por-se e as paredes iam-se tornando amarelo poente, à medida que a luz do fogo ia dando vida às sombras das coisas. O tempo tinha parado por instantes, naquela melancolia própria dos dias de alma parada.

O seus olhos iam-se detendo nas mudanças de luz, sem grandes pensamentos, como que deixasse que as coisas existissem independentemente de as perceber.

E a nostalgia foi-se tornando cada vez mais pesada, com os braços cansados em cima do sofá. Passeava por entre os móveis da sala, tornando-se dona de tudo.

E ele sentiu que ali não era o seu espaço. Levantou-se e encaminhou-se para o quarto. Entrou sem acender a luz nessa sombra conhecida e foi buscar sem hesitação aquele objecto que estava em cima da mesa das coisas preciosas. Uma pedra recolhida do mar, no dia mais importante da sua vida.

E saiu. Frente à casa, percorreu descalço a areia, ate molhar os pés no mar. Olhou as estrelas, suspirou, e atirou longe, longe, aquela pedra.

Voltou a casa, pegou na guitarra e cantou. Chorava de felicidade... começou uma nova etapa.
 

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