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01 janeiro 2009

Florença

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Estes últimos dias estive em Florença. É um previlégio viver perto destas cidades e ter a oportunidade de visitar com calma um dos espaços que ultimamente mais me tocou. Apenas uma ideia muito simples, a partir de dois pormenores de dois quadros que aqui ponho.







A "Madonna con il Bambino" ou "Maestà di Ognissanti", de Giotto (1300-03), e a "Primavera", de Botticelli (1478). Mais de 150 anos separam estes dois quadros, que agora se podem ver a poucos metros um do outro. Chama-me a atenção o modo de representação da beleza. Desde a solenidade do mistério e da santidade è perfeição da beleza. Apesar de movidos por contextos, épocas e intenções diversas, há algo em comum. A Beleza surpreende na sua eternidade e no modo de aparecer "tocável" e visível onde quer que estejamos.


A arte tem este dom de manifestar as coisas que não se explicam. Talvez por isso cada um de nós é tão misterioso e fonte de tanta bondade.

27 outubro 2008

Emoções

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Ontem fui ver uma exposição muito interessante de um artista norte-americano, Bill Viola, que faz uma apresentação de uma série de vídeos com pessoas. A característica principal é a exploração detalhada das mudanças exteriores associadas aos sentimentos e às emoções. Por isso, o vídeo é feito a uma velocidade muito lenta, onde vamos observando rostos e expressões que mudam pouco a pouco, por vezes quase imperceptivelmente.

É como se fosse um deixar-se habituar a que alguém estranho a nós abra os olhos, a boca, as mãos e nos mostre a intensidade do que vive. É uma intimidade estranha, quase que não devia estar ali. E fui percebendo que o mundo das emoções é, de facto, plausível de ser estendido até à infinidade. Foi quase um contraste violento com a forma superficial com que lidamos tantas vezes com os nossos sentimentos e os sentimentos dos outros.

Seria preciso uma abertura ao ser humano, para descobrir que rasgar um sorriso ou soltar uma lágrima não são coisas que acontecem por acaso e só porque apetece. Têm uma história longa por trás. E isso merece respeito e admiração, a capacidade de se maravilhar.

 

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