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07 março 2010

Não desistir

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Certamente ouvimos já tantas vezes alguém que nos tenha dito: "Não desistas". Nós próprios já o dissemos a alguém e também a nós mesmos. O que está por detrás do não querer desistir?

Em primeiro lugar, isto só acontece quando nos confrontamos com um cansaço ou com uma dificuldade que põe em causa o nosso esforço. Parece óbvio dizer isto, mas estou convencido que muitas vezes desistimos sem perceber porquê, o que fizemos para ficar cansados, ou sem reflectir se a dificuldade é de tal ordem que seja suficiente para nos fazer parar.

Em segundo lugar, desistir esconde uma falta de energia e vontade. Não encontramos em nós a luz suficiente para manter um compromisso assumido e desmotivamo-nos com  a falta de frutos do que fazemos ou respostas ao nosso empenho. De todos os modos, parece-me que olhamos mais para fora de nós e para os efeitos da nossa acção do que propriamente para o que acontece dentro de nós.

Quando assumimos um compromisso, devemos ter consciência que aquilo que prometemos a nós mesmos ou a alguém nasce espontaneamente de um desejo de fazer algum bem, algo que nos faz sair de nós e traduz de uma forma concreta a nossa bondade. Quando desistimos, deixamos de ser nós nalguma parte do mundo das nossas relações, criamos espaços vazios e alguém fica a perder.

Finalmente, uma coisa é desistir, e outra é deixar um compromisso para dar lugar a um empenho mais completo. Desistir fecha uma estrada, escolher um outro caminho abre outros horizontes.

05 outubro 2009

Estar disposto

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Qual é a distância que temos de percorrer entre o querer e o fazer? A nossa vontade encerra um mundo de possibilidades, como se fossem promessas diárias que fazem com que cada dia seja mais verdadeiro e mais nosso.

Fazer aquilo que queremos fica por vezes bastante longe de coincidir. E à medida que passa o tempo sem vermos resultados concretos dos nossos desejos acabamos por desanimar, até desistir. Muitas vezes, penso que desejamos muito coisas impossíveis e desejamos pouco coisas possíveis. Vivemos neste equilíbrio entre dar passos de gigante ou passos mais pequenos. E, ao mesmo tempo, vivemos este equilíbrio de dar passos novos, ou não dar nenhum passo.

As nossas acções terão de ser motivadas pela nossa disposição interior para as levar a cabo. Quando verdadeiramente queremos estar dispostos a algo que faça cumprir a nossa Bondade no mundo, então a criatividade sai-nos das nossas mãos e do nosso olhar. É um nascer cada dia em profundidade e desejar ser, e deixar acontecer.


11 outubro 2008

A Vontade

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Qualquer esforço de organização, quer do tempo, quer dos nossos assuntos interiores têm por base a força da nossa vontade. A vontade está ligada a decisões e consequências. Uma decisão vem sempre num bom momento, é um caminho começado, novos horizontes, uma esperança capaz. O dia-a-dia faz o teste à nossa constância.

Uma vontade forte tem de nascer de um fascínio por qualquer coisa de absoluto. Se não for assim, vamos ficando enrolados no que vai acontecendo e na urgência dos nossos compromissos e acabamos por chegar àquela desconfortável situação de que ainda não foi desta, mas amanhã será melhor.

Um bom caminho para evitar estas pseudo-promessas de uma pequena boa intenção é um contacto contínuo com aquilo que nos enche a alma, um amor enorme por uma qualidade de vida acima do previsto... algo parecido com o que se poderia chamar santidade.

24 fevereiro 2008

Vontade

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O desejo comanda muito daquilo que somos. De facto, muitas das nossas acções livres são determinadas por um determinado objectivo que se quer alcançar. Desde as coisas mais pequenas e comuns até às que caracterizam aquilo que somos e fazemos na Vida.

Há tantas coisas ao nosso alcance, que basta estender a mão para as tocar e trazer para casa... não são precisos grandes sacrifícios para ter aquilo que é fácil.

Mas há uma vontade que me faz desejar espaços interiores que marquem o meu modo de estar, onde eu existo como árvore serena e onde os outros procuram abrigo. Esta vontade avalia a minha persistência, porque não se constroem casas firmes em pouco tempo.

A vontade de dizer e fazer o que sou, nasce de uma profundidade que me é comunicada. Aqui não serve tanto um voluntarismo, porque ser autêntico dá trabalho e implica sacrifícios, e tantas vezes desânimos. É uma vontade minha e ao mesmo tempo, vontade tocada... mas suavemente, imperceptivelmente... a vontade de Deus em mim... o que seria de mim se não a quisesse encontrar?

24 janeiro 2008

Força de vontade

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Há dias em que apetecia mesmo que os pequenos passos do dia-a-dia, quando queremos atingir algum objectivo médio ou longo prazo, acabassem e pudéssemos dizer que já chegámos onde queríamos.

Mas o facto é que vemos caminho percorrido, mas parece pouco e não saímos do mesmo. Às vezes até parece que andamos para trás! Fica-se numa espécie de dia adormecido em que nem as coisas mínimas se conseguiram fazer. Sobretudo em tempo de exames, em que, por mais que pense, não s se sabe como passou o tempo.

Ou por exemplo, quem deixe de fumar e não deixa de ter vontade, ou quem faz um propósito de todos os dias ter um tempo para fazer qualquer coisa e não fez. Talvez seja sempre um grito de perfeccionismo, ou uma chamada de atenção a que apenas as nossas forças não são suficientes...

Onde está a força que dá a vontade? É que já a encontrei há tempos atrás... e era uma espécie de luta contra todas as tempestades, uma certeza levada no peito e pensar que era invencível. Porque era uma força dada e não conseguida... e afinal sempre esteve lá...

23 fevereiro 2007

Não!

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Não quero continuar a tentar marcar ritmos demasiados apressados. Não quero esperar que seja capaz de tudo sozinho. Não quero confiar nem sequer naquilo que tenho a certeza que vou ter.

Quero ser capaz de um deserto, de uma viagem no mar sem bússola, de viver do vento e do som das asas de um bando de pássaros.

Quero ser um caminho, um carro de grande velocidade, um balão... Quero ver tudo passar através de mim num segundo, em que seja capaz de me ver ao mesmo tempo tão só e tão completo.

Quero um momento, quero uma eternidade, quero um segundo parado, rasgado no tempo, ...quero...

Quero ser eu, como Deus quer que seja...

 

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