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10 maio 2008

Tempo Breve

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A fronteira entre o nosso presente e o nosso futuro é muito breve. Vivemos continuamente em direcção a algo que projectamos e pensamos, mas que vem envolvido continuamente em incertezas e surpresas. Talvez seja esta a nossa condição principal e o saber que, de facto, não vivemos numa estabilidade plena. O que poderá trazer medos, mas também gestos de confiança. Sobretudo estes últimos são os mais importantes.

Estes dias tenho vivido, na escola em que dou catequese, uma experiência de confronto com o futuro, na circunstância da morte bastante rápida do Reitor, com um cancro. De como há quinze dias atrás não se supunha que o fim estaria tão próximo...

S. Paulo, numa das suas cartas, diz que o tempo faz-se breve. Não é que passe depressa, mas sim que este se recolhe, como as velas de um navio. O momento presente está carregado de todo o cumprimento futuro e, naquilo que hoje somos, está escondido o Mistério do que podemos ser, a nossa energia vital mais preciosa, o Bem que podemos ser já agora no mundo, independentemente do que projectamos.

14 fevereiro 2008

À noite

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A noite é um tempo misterioso... de algum modo, parece que sempre nos ultrapassa, é algo que não conseguimos dominar. Temos muito mais de luz do que de sombras. A noite permite esconder-nos, e também nos desafia a ser atentos, a não nos deixar surpreender. Assustamo-nos com sombras...

É por isso que, precisamente nos momentos de escuridão, precisamos de ter as maiores seguranças. De dia sabemos por onde ir, mas de noite, é preciso que alguém nos indique caminhos e nos dê pistas.

A noite pode ser, por isso mesmo, o lugar para pensar que não nos bastamos a nós próprios. E, por um lado, é consolador pensar que somos feitos para andar às claras, e por outro, que precisamos uns dos outros. A noite é o lugar de descoberta do nosso mistério, a possibilidade de abertura às coisas que nem sempre temos coragem de conhecer.

26 junho 2007

Este Mistério

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As coisas pequenas escondem mistérios. Por detrás da porta daquilo que me acontece, sou desafiado a ler sinais. Mas sem estar demasiado fixado em querer encontrar mais explicações e sentidos, quando algo é óbvio e simples.

Acredito que o Mistério escondido se pressente além de toda a cor e toque. Em ocasiões especiais, sobretudo naquelas que não se esperam. Talvez o mais difícil seja parar e olhar com outros olhos. Ou, no caso de ser uma coisa menos boa, não querer estar a perceber os motivos. Há sempre tanto que fazer....

Perceber o Mistério requer tempo e coragem. Um coração aberto, e já sensível no começo. Capaz de agradecer e fazer caminho. É mesmo bom quando se descobrem rumos passados nos acontecimentos presentes. Confirmam o futuro.

24 dezembro 2006

Antes do momento

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A véspera de um acontecimento importante é preparada com uma série de preparativos que transformam a rotina e dão sentido àquilo que vai acontecer.

Para mim, felizmente, a Véspera de Natal é sempre um dia de muita calma, talvez por não saber cozinhar e não ter que passar o dia na cozinha a preparar a consoada. Mas multiplico os meus gestos e o meu agir para fazer que à minha volta tudo se prepare para um momento de simplicidade. Que não é uma festa mais ou menos arranjada que faz com que o Natal seja mais bonito.

É tentar fazer do Mistério que prepararo um exemplo para a minha Vida, que passa mais por acolher e iluminar. O modo para mim mais bonito de preparar o Natal é deixar o espaço vazio para o Encontro. Para me deixar abraçar nos abraços que dou, para me fazer pequeno para receber a grandeza. Para ter um olhar simples.

29 outubro 2006

Ante(s)ver

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Bem... acabei de torcer o pé no jogo de futebol... Espero que não tenha acabado a minha época, mas não me parece ser muito sério...

E regressei ao quarto a coxear, mais triste com o facto de ter deixado o jogo que preocupado com o que se passa no tornozelo... Ainda são as minhas coisas de criança, gosto de jogar à bola.

E ser obrigado pelas circunstancias a fazer o que não apetece é uma boa lição. Depois de descansar um pouco, ver que hoje devo ter uma noite mais calminha, ir ao cinema, ter algumas boas conversas.

Deixar pressentir os Mistérios da Vida, o que se me oferece de forma tão gratuita e tão pacífica. Nunca pedi para ver um por do sol bonito, só me coube a admiração e a consolação de me ter sido dada essa visão.

Por isso, hoje, sinto-me tão chamado, amorosamente chamado, a antever, ver antes que aconteça o Mistério. Sem perder a surpresa, não deixar de ter o coração vestido para o que vier. Às vezes, tempos vazios... quase sempre completos... mas sempre capazes de plenitude.
 

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