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16 junho 2008

Humildade

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Aprecio mesmo muito a humildade, acho que é das características mais fascinantes de uma pessoa. Até porque vejo que muitas vezes não o sou, e sou apanhado em pequenas armadilhas de amor próprio ferido, de incompreensão dos outros, ou o simples desejo de ser o mais genial de todos.

A humildade tem muito de verdade. Sobretudo aquela que aceita os dons com naturalidade e nos faz afirmar a bondade das nossas qualidades pessoais e de como temos a capacidade de olharmos para nós e vermos que somos pessoas grandes, bonitas e boas. Porque normalmente confundimos humildade com o achar que valemos pouco. Mas é exactamente ao contrário! É humilde quem é gigante de coração.

Reconhecer os nossos erros e fragilidades também nos faz humildes porque reconhecemos que há sempre caminho a fazer. Ser quem somos, tesouros em vasos frágeis. Seria bom ser cada vez mais tesouro e não olhar só para o barro. O tesouro alegra quem o descobre e quem pode trazer coisas bonitas para a vida através dele. Ser tesouro para alguém, isso é mesmo bonito...

21 fevereiro 2008

A caminho da liberdade

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A liberdade está em relação com a humildade. O nosso tempo é muito dividido, não só entre coisas agradáveis e desagradáveis, mas também dividido nas suas intenções e motivações.

A humildade faz cair na conta de que somos sempre a mesma pessoa que faz muitas coisas diferentes. E acabamos por construir coisas válidas e preciosas, que pomos como bandeiras no cimo dos nossos castelos. E também é preciso que seja assim, nós, os outros e o mundo ganham tanto com isso.

Mas o tempo que se repete sempre é o mesmo que me vê em todas as coisas. Como se nos horizontes do meu tempo houvesse um limite e, para além dele o infinito. O tempo que sou mais profundamente leva-me a ir para onde não sou capaz de programar. A liberdade está em situar-me neste tempo que é o de Deus, que não está no futuro, mas está no meu presente impossível de imaginar. E a humildade faz-me sair do centro do meu tempo, para saber que a importância vital dos gestos da alma é tão eterna quanto presente no mais íntimo meu.

26 novembro 2007

Deste pouco

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Somos pouco nos nossos gestos e entrega, se compararmos com o Dom do mais fundo de nós. Há qualquer coisa de tesouro insuficiente mesmo nos nossos ideais mais completos.

Tenho descoberto, ao longo destes últimos tempos, em como aquilo que considero perfeito em mim, e no que sou capaz de fazer pelo Mundo e pelos outros, é um reflexo pequeno desta extraordinária capacidade de amar que me constitui no mais fundo.

Porque é fácil fazer de mim um estado acabado e dou daquilo que faço. Mas sou pequeno quando me ponho na origem dos gestos amorosos. Que podem fazer tanto, mas não vêm do meu espaço original.

Entre a humildade de gostar dos meus castelos de cartão e a maravilha de saborear as minhas rochas de liberdade, sinto-me grande nesta minha pequenez... é ser conduzido a algo que recebi e não construí.

06 novembro 2007

Humildade

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Cada vez descubro mais a força que está escondida na humildade. Não é que a tenha atingido, acho que estar a caminho disso, ou desejá-lo, me vai fazendo perceber como é importante nunca estar satisfeito.

Temos uma ideia de humildade que tem qualquer coisa de frágil, ou de dar pouco valor a nós mesmos. Quando é o contrário, precisamente é construir uma ideia excepcionalmente grande das nossas capacidades.

O humilde é aquele que reconhece o outro e se sente movido a acolher, a receber uma Vida fora dele. Entre o dar e o receber, não há uma forma de cálculo ou comércio; a sua forma de se dar é receber. A fronteira entre o dar e o receber é aquela parte de nós que quer ficar com algo próprio. Superar essa fronteira é passar para um nível onde há apenas comunicação gratuita.

Porque cresço quando me dou e o outro cresce na minha gratuidade, por ter em mim um espaço onde possa encontrar alguma verdade sobre a Vida.

11 outubro 2007

A Humildade

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A Humildade é das coisas que mais admiro nas outras pessoas. E tenho sempre a impressão que é algo do qual estou longe.

Fazer um caminho em direcção à humildade traz consigo uma espécie de resistência. É um dos dilemas do nosso crescimento interior. Sabemos que nos faz bem e que até gostaríamos de ser mais humildes. De facto, certamente nos traria menos preocupações, porque acabamos por não nos importar tanto com coisas pequeninas. Mas, por outro lado, há algo no fundo de nós que sabe bem que isso implica romper algumas coisas cá dentro.

O nosso orgulho e o nosso amor-próprio prendem-nos tanto tantas vezes. E aquilo que nos dá acabam por ser uma espécie de tesouros de papel, que se estragam com a chuva.

Ser humilde é ser forte, e essa é uma das descobertas que devemos tentar fazer.

30 maio 2007

Humildade

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Para rezar é preciso ser-se humilde. Até com a atitude exterior, é impossível rezar como quem vai fazer grandes discursos. Rezar é ouvir, é deixar ser-se guiado.

É sentir-se olhado, e observado. É saber-se conhecido nos mais íntimos segredos. É ter a certeza de que quem está do outro lado sabe muito mais de mim que eu próprio. Que me vai dizer coisas que não percebo, ou que me vai custar perceber.

Quando rezo, sou terra. A mesma que se aquece com o sol e se sente sozinha à noite, sob as estrelas. A mesma que espera a chuva e a que chega a desaparecer, porque alimenta uma floresta de árvores e flores com todas as cores do mundo.

Porque se deixa ser mexida e revolvida, porque se deixa rasgar em caminhos por onde passem sonhos e pessoas que ficam ali para morar, e outras que passam, sem ficarem indiferentes. Porque ela própria se faz sonho, porque amar e ser amado é o seu modo de ser.
 

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