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05 dezembro 2010

Viver de encanto

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A admiração é o resultado de uma surpresa positiva. Quando algo nos invade com uma luz que desperta em nós ecos de histórias passadas e que nos orienta para coisas muito fundamentais. Muitas vezes, estas surpresas são sinal de que se foi criando um espaço para disposições, mesmo de forma pouco calculada.

O desejo é um dos maiores mistérios para mim. Entre o apetecer coisas imediatas e o desejar coisas que hão-de vir, movo-me muitas vezes entre o estar realizado e o estar incompleto. Parece-me, porém, que o desejar é já uma forma de plenitude, como um caminho que está a começar.

Desejamos coisas muito boas para nós. A maior delas devia ser a santidade. Então se desejas ser santo, começa já a sê-lo. O caminho começou. Talvez seja isto um pouco o Advento. Recordar uma iniciativa surpreendente, Deus entre nós, e isto, se pensarmos bem, é uma enorme surpresa. É um verdadeiro encanto este fascínio de Deus pelas nossas coisas.

17 novembro 2010

Curiosidade

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Estamos constantemente em passagens para coisas desconhecidas. Se nos dermos conta, quando vemos o nosso dia, as coisas nunca correm como o previsto. Um telefonema, alguém que encontramos na rua, uma mensagem no mail... coisas que acrescentam vida ao que estava previsto.

É muito bonito pensar como cada dia tem a sua parte - e muito maior do que pensamos - de coisas surpreendentes. E o mais engraçado é que não são coisas muito espectaculares, são gestos, toques, pequenas decisões que fazem que um dia nunca seja igual ao outro.

Podemos ser curiosos daquilo que nos está para acontecer, daqui a uma hora, até daqui a um minuto... no fundo, não é preciso vivermos a controlar tudo, acabamos por não nos deixar surpreender.


14 outubro 2010

Desejos

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Desejamos muito que aquilo que projectamos corra bem, seja um sucesso, que cumpramos as nossas expectativas. Temos momentos na vida em que nos encontramos no ponto em que algo se está a concretizar e aguardamos com alguma ansiedade o resultado dos nossos sonhos.

Em tudo isto, é bonito ver como os sonhos estão intimamente ligados com as acções concretas e os caminhos que percorremos para os ver cumpridos. Nessa altura, sentimo-nos entusiasmados e à espera que algo aconteça.

Mas é importante que as expectativas não nos tirem a surpresa nem limitem a nossa capacidade de aceitar o que vier. Os sonhos são, por natureza, coisas prováveis e improváveis ao mesmo tempo. No fundo, são uma parte essencial da vida, e tudo nos pode ser dado a viver como um dom muito grande. 


02 maio 2009

Promessa

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Esperamos os tempos de confirmação dos nossos desejos segundo a nossa medida. Isto em relação quer à espera, quer aos desejos. A espera é um tempo vazio e lento, custa-nos não ter tudo pronto e tudo resolvido. Pergunto-me muitas vezes se a nossa condição é viver entre o que sou e o que quero ser, e para onde balanço as minhas energias. Tendemos para o futuro, esquecendo a riqueza presente, ou ficamos no presente, pregiçosos de um tempo futuro. Vamos alternando espaços sem os preencher completamente.


O desejo é o que preenche o vazio de uma espera. E um é o desejo que se esgota no presente, como um copo de água que mata a sede. E outro é o desejo que me movimenta e faz ir mais além como reencontrar um abraço depois de meses. Precisamos de desejos para sairmos de nós e direcção a novidades nossas, sermos qualquer coisa diferente e autêntica aos nossos próprios olhos.


Já a promessa é a parte do desejo que não me pertence. É uma oferta e um dom. É a maior surpresa, porque nada de prometido acontece da maneira prevista. Se cada um dos nossos desejos, pequenos ou grandes, estivesse marcado por uma promessa de que a felicidade acontece, hoje e sempre, o meu dia estaria mais completo.

22 abril 2009

Descanso

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Não é possível chegar àquele ponto em que podemos ver num dia tudo resolvido, arrumado e escrito, e estarmos prontos, sem mais nada, para aquilo que virá. Há sempre algo que acontece e que rompe uma programação já feita. Insistir demasiado em conseguir fazer tudo o que está pendente ajuda a evitar a preguiça e o deixar-andar, mas também nos sujeita a gastar energias que não vale a pena.


O elemento surpresa tem sempre esta coisa de ser boa e menos boa. Quando nos convém, não há nada melhor que um bom imprevisto... mas nem sempre é assim, as coisas que nos ocupam e nos dão mais cansaço tendem a arrastar outras. E quando tudo estava encaminhado, abre-se mais uma janela de uma paisagem que não me apetece ver.


E como viver com isto? Descansar. Não se preocupar mais com o que o dia já de si oferece. Ter um tempo perdido e ganho para mim, ver além das surpresas a certeza quotidiana de dons que tenho só porque respiro e novidades que acontecem só porque caminho.

26 fevereiro 2009

Fim de tarde

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Muitas vezes temos a noção que o tempo é demasiado breve e tudo acontece rapidamente. São raros os dias em que chegamos ao fim e podemos dizer que conseguimos fazer tudo o que estava planeado. Mas começo a ter dúvidas sobre o facto de querer dominar o tempo. Porque me dou conta que o motivo principal de perder o tempo destinado ao que estava previsto se chama surpresa.


É como escolher ir a pé em vez de apanhar o autocarro. Demora mais e cansa mais. Mas é melhor em tantos sentidos. Entram na minha vida pequenas histórias com as quais não poderia contactar se corresse a olhar para o relógio. E estas histórias são depois motivos de boas conversas e anedotas entre amigos... uma parte da vida não prevista, mas à qual dou cada vez mais importância.


Ao mesmo tempo, sinto-me com isto na fronteira de uma certa irresponsabilidade, que para não acontecer, me obriga a estabelecer prioridades e a ganhar o tempo da maneira certa. O fim da tarde é um tempo que pessoalmente prefiro para me surpreender, é quando o dia já me deu bastante que fazer, agora é tempo de viver mais profundamente o que acontece e sentir mais concretamente o pulsar de emoções, desejos e sonhos.


23 janeiro 2009

Aprender

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Uma das muitas coisas que me fascina nas crianças é a sua vontade de aprender. Por detrás desta vontade está a descoberta de um mundo enorme, que ainda não se conhece. Tudo é novidade! Entretanto, com o passar do tempo, as nossas paisagens repetem-se, mesmo que seja passear por outros lugares. No fundo, pode ser um fugir à rotina, sem, no fundo, acrescentar nada novo ao que se conhece.

Chega também uma determinada altura na nossa vida em que começamos a perguntar-nos acerca do que conhecemos e o modo como o mundo à nossa volta se encostou aos nossos hábitos ou continua a ser fonte de interpelação. A reflexão sobre o que nos acontece ajuda-nos a ver com outra claridade o modo como olhamos a Vida. Mas isso não é suficiente.

Não é suficiente pensar que eu sou suficiente, que o que sei basta para assegurar uma vida calma sem grandes sobressaltos. Creio que aqui podemos ficar a meio caminho, pessoas envelhecidas e que sabem muito, mas que não têm a vontade da surpresa, a verdadeira sabedoria das crianças.

14 dezembro 2008

A espera e a alegria

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Uma dificuldade que sempre tenho é perceber e ocupar os tempos de espera. Se virmos bem, acabamos por passar algumas horas da nossa semana à espera: do autocarro, da consulta do médico, do início do jogo de futebol. E são horas em que acabo por não fazer nada, porque quase nunca vou prevenido, com um livro, ou um pensamento interessante. De facto, nestes tempos acabo por pensar coisas pouco interessantes, ou fazer cuscovilhice do que passa à minha volta.

Em tudo isto, por vezes o tempo de espera é motivo para saborear o que acontece à volta, quando estou atento a isso. E esses são momentos mesmo especiais, por exemplo, quando vejo trocas de sorrisos, simpatia ou boa disposição, além das mil e uma coisas caricatas que acontecem no nosso mundo.

Por isso, a espera tem sempre uma surpresa escondida, e uma fonte de alegria. Não é apenas por estar a preparar o coração para o que vai acontecer, mas é já anticipar um encontro com a vida concreta, que não muda nada, mas torna a vida muito mais presente a mim mesmo. E, por isso, mais amável.

20 novembro 2008

Dons oferecidos

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Hoje enquanto ouvia uma série de músicas, fui viajando por vários tempos e lugares há já algum tempo visitados e foi mesmo bom regressar lá e encontrar consolação e energia.

E fiquei a pensar em quem faz obras de arte: um livro, uma música, um filme, uma pintura... de como é fácil encontrar ressonâncias nos significados percebidos e não tanto nas intenções comunicadas. Acredito que o espírito humano é capaz das melhores coisas, e talvez por isso somos tão parecidos com Deus. Aquilo que criamos de eternamente nosso abre um espaço para que outras sensibilidades possam habitar e exprimir, sem palavras, desejos e concretizações que de outro modo seria impossível de dizer.

Somos capazes de coisas que vão muito além de nós próprios, vivemos algo como um espaço de comunicação de dons e beleza, que é uma pena que os guardemos só para nós. E em muitas coisas podemos ser verdadeiros artistas de sentido e consolação.

18 novembro 2008

Privilegiados

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Há um entusiasmo que nasce de reencontros. E agora nem é preciso esperar muito nem fazer promessas. Pensar o futuro pode ter tanto de cuidadoso e necessário como de desperdiçar energias quando o que está para acontecer vai muito mais além do que aquilo que se espera.

O amor escolhe por si os momentos e as formas, talvez seja isto que o torna irrestível e incapaz de definir. Quando se programa tudo, deixa de ser originalidade e criação e passa a ser um espaço determinado onde, afinal, existo só eu. Não há vida mais vazia do que aquela que é enchida de qualquer maniera. É preciso o espaço fundamental de pensar num gesto de abrigo e acolhimento.

Quem vive por amor, vive sem saber e ao mesmo tempo sabe tudo o que precisa. É um privilégio poder ver-se como imagem desenhada, poesia acabada, escultura viva. Que temos de temer, senão as coisas que queremos ter tanto para ficar ricos de nós, mas que ficamos assim tão pobres?

16 novembro 2008

Maravilhas

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Não há dúvida de que somos abençoados... para quê continuarmos preocupados em olhar aquilo que não nos acontece, quando existem mundos de bênção e alegria entregues em cada momento? Roma é uma cidade dourada, que se faz um grande presente, entre caminhos de jardins e amizades. A contínua presença da oração e da proximidade, memórias que fazem parte de nós e que não deixam de aparecer quando têm que aparecer.

É preciso acreditar com todas as forças que não somos pequenos, temos tantas provas de que o amor não conhece limites nem criatividades pobres para chegar até nós. E porque o merecemos, para além das nossas impossibilidades.

Se conseguimos fechar-nos num mundo pequeno, é porque não sabemos olhar da melhor maneira, é porque, no fundo, não acreditamos no que podemos ser quando nos deixamos amar na profundidade. Crescemos além de nuvens e estrelas...

PS: Agradeço a Deus por tantas manifestações de amizade, oração e presença no meu aniversário. Alimentam e confirmam as minhas certezas! Obrigado pelas simpatias =)

09 outubro 2008

Amanhã

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Amanhã deixarei de me queixar ou, pelo menos, fazer o esforço de pensar se antes fui agradecido. Amanhã serei capaz de cumprir um calendário com todas as coisas essenciais, excepto as que não têm lugar para aquilo que o dia me pede. Amanhã sairei de casa com uma paleta com todas as cores para pintar um mundo à minha maneira, mas com a certeza que farei um risco azul no chão, para que alguém o possa seguir e encontrar-se num momento de verdade.

Amanhã seria o dia perfeito se soubesse o que ia ser e acontecer. Seria menos perfeito por ter surpresas? Ou menos perfeito por ter só certezas? O que custa na arte é não saber o que a fantasia esconde. O não saber é nada mais do que a certeza de que a surpresa acontece.

Amanhã terei mais certezas assim...

07 outubro 2008

É estranho

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É estranho que nos movamos simplesmente ao som de uma música que acontece sem esperar. A grande riqueza do quotidiano é a capacidade que tem de esconder mundos que irrompem inesperadamente e nos trazem cores e sons de surpresas.

Uma mudança de luz durante o dia, enquanto se caminha distraído, traz de repente com o vento um som vindo do fundo e de dentro que afirma sem espaço para dúvidas a certeza de sermos amados.

Não há nada que nos possa construir mais do que a indescritível experiência de alguém acreditar em nós acima de toda a razoabilidade. E isso porque há no fundo de nós algo que merece ser amado por aquilo que é, só porque grita, respira, ri, erra, existe.

19 junho 2008

Se é bom perder?

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Estranhamente, não estou muito triste nem desiludido com a derrota de Portugal no Europeu. Até do futebol se aprende, ainda por cima gostando muito =)

Estas coisas de expectativas não realizadas acontecem em nós de forma que, na maioria das vezes, não podemos controlar. Como tudo, o risco e a surpresa traz boas e más consequências. O que importa é poder lidar com tudo com liberdade, no bem e no mal.

Porque até no bem precisamos ser livres, para aceitar e agradecer, e para não ficarmos parados só porque tudo nos corre bem - nos estudos é uma das minhas maiores tentações. Mas se algo corre menos bem, a liberdade é maior para poder aguentar contrariedades. Crescemos tanto com dias e momentos "não". É um desafio enorme àquilo que é a nossa maior capacidade: conseguir ir além do óbvio.

28 maio 2008

Diz-me palavras bonitas

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As surpresas maiores acontecem quando os acasos trazem motivos alegres, que façam cair na conta de que temos muita sorte. Estes dias tenho andado às voltas com um trabalho que se arrasta há que tempos, mas que, pouco a pouco, se vai esclarecendo. Cada página é uma conquista, sobretudo se se tem de escrever em italiano! =)

Por isso, as horas passam ora depressa ora muito devagar, a folhear livros, a adormecer 15 minutos, para depois voltar a escrever e, finalmente olhar contente para uma página impressa.

No meio dos esforços, sabem bem as palavras e os acontecimentos bonitos, mesmo que não tenham nada a ver. É uma espécie de olhar para fora de um mundo limitado e acreditar nesta bondade de fundo que nos rodeia. E não são precisas muitas coisas nem muito grandes... as palavras bonitas são cor e são paz. Até porque chega aí o tempo dos exames, seria uma óptima oportunidade de dizer palavras simples e cheias a quem precisa.

01 abril 2008

Dias de sol

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Começou já a primavera, com sol e calor... dias de perfumes intensos e vontade de estar a olhar para fora da janela a completar pormenores interiores que precisam de arranjar o seu lugar melhor.

Quando algo muito grande nos é dado, fica esta oportunidade de sentirmos a pequenez, de tentar dizer em palavras tímidas que não era preciso tanto... tudo porque somos olhados assim, de forma completa e amada.

Pergunto se valerá muito a pena gastarmos pensamentos em pensar que recompensas devemos ter dos nossos esforços e esforçarmo-nos por termos um quadro completo do que sucederá daqui a alguns dias, meses ou anos... Da experiência vamos ganhando a certeza de que as surpresas são mais e maiores do que imaginamos. Se algo de nós pomos nas nossas expectativas, acredito que muito mais deve ser posto no modo de estarmos abertos.

Porque senão, o sol aquece sem nos aquecer e vivemos rodeados de sons e perfumes sem os ouvir e sem os cheirar.

26 janeiro 2008

Pensar em cores

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Azul de céu e mar, e se fossem as árvores? Amarelo... é o sol, ou a minha lua escondida... As minhas memórias poderiam ser escritas num filme que foi um sonho.

Bastaria mostrar coisas conhecidas... não sei! às vezes não as encontro... e se abro a caixa das surpresas, estão lá. A minha vida é uma novidade, queria dizê-la em sons, mas não se ouvem por causa das buzinas dos automóveis... ou se falar numa paisagem deserta, os pássaros estão ocupados demais para a ouvir.

Trago uma cor para Ti... que a levas na tua mão e deixas pousada no centro da mesa, como uma fotografia... e assim podes olhar, uma cor minha que passa a ser tua...

E fica outra cor? Talvez sim, imagino que multiplicada por mil milhões de vezes, tantas quantas as possibilidades que Tu encontras de colorir o nosso mundo.


16 dezembro 2007

Só eu sei

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As crianças ensinam tanto. Gosto mesmo de as ver brincar às escondidas, em dias de sol. Lembro-me de, há uns meses atrás, o palco do esconde-esconde ser o largo de uma igreja, cheio de gente. E lá estavam eles, a correr por detrás de muros e troncos de árvores, em fila. O primeiro espreitava e os outros esperavam. Depois, assustava-se e gritava, e todos gritavam e corriam num salve-se quem puder, para chegar ao lugar marcado.

Eles eram os escondidos-vistos-por-toda-a-gente. =) E tantas vezes somos assim.

Porque vivemos neste risco ténue entre o mostrar e o esconder. Queremos ver o que está à nossa espera, detestamos ser surpreendidos. E quando somos apanhados gritamos e fugimos. Mas seria tão bom que as surpresas, boas e más, fossem mais parecidas com este correr a gritar. Porque não é medo, é companhia veloz debaixo do sol e nas pedras do chão. O ser apanhado desprevenido não é o fim do jogo, dá vontade de jogar outra vez, desta vez mais atento.

19 outubro 2007

Dias entregues

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As tentativas de chegar a plenitudes presentes. Viver o que cada dia nos dá parte de um movimento de agradecer imensas possibilidades.

Cada dia nos reserva uma surpresa, algo muito mais além do que está programado. E surgem conversas, episódios de Vida concreta que fazem soar qualquer corda cá dentro. E vamos construindo um dia a partir de sentimentos, muito mais do que ideias... os sentimentos falam-nos de como as coisas nos tocam. Por isso, é importante senti-los e deixá-los falar espontaneamente. As ideias e classificações vêm depois.

O maior risco é definir como qualquer coisa já conhecida um sentimento acontecido. Mesmo que as circunstâncias sejam as mesmas, o nosso coração cada dia está diferente nalguns aspectos. E aí, somos capazes de entregar o dia com os seus sentimentos e a Vida se faz mais presente no coração.

22 maio 2007

Coincidências

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Cada vez me fascino mais com as coincidências. Sobretudo aquelas que fazem com que as Vidas se cruzem.

Esta tarde estive, mais uma vez, nos quartos de Santo Inácio. A meio da tarde, vêm duas religiosas e começámos a conversar, entre italiano, inglês e francês, enquanto lhes mostrava o quarto.

Eram Armenas, viveram algum tempo em Itália e muitos anos foram missionárias em Beirute. Agora estão cá de regresso. Tocaram-me duas coisas:

Que aqui, neste canto do mundo, se encontrem três Vidas tão diferentes que partilham tantas coisas em comum, quase sem apresentações. E depois, a alegria delas... Uma alegria tão profunda, com um brilho nos olhos que é difícil de explicar. Verdadeiramente felizes.

No final: - Rezamos por ti! E quando vais ser ordenado Diácono? - Na terça feira depois da Páscoa! - Cá estaremos...

Não sei se virão, mas tenho a certeza que fiquei dentro do mundo delas... Com esta presença que só corações plenos podem permitir.
 

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