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01 janeiro 2009

A Novidade

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O início de um novo Ano aparece sempre acompanhado de bons propósitos, sonhos e promessas. E acho isso fantástico, é um generoso sinal de vitalidade e vontade de querer agarrar a Vida e torná-la melhor segundo os nossos desejos.

Mais cedo ou mais tarde, as contrariedades, medos, desânimos e cansaços vão pôr em questão aquilo que agora fomos prometendo a nós próprios. Então porque insistimos em querer novidade, no fundo, que coisa nos move e nos faz desejar?

Temos no fundo de nós uma certeza grande no optimismo da Vida. Seria um triste sinal se não víssemos possibilidades de crescer, a todos os níveis. Se por um lado, precisamos de ser realistas, por outro, não temos alternativa em ser sonhadores. Pensar o nosso sonho de forma optimista não é, de modo nenhum, ser pouco realista. É cada dia ser capaz de conduzir as nossas energias para o que de belo e bonito temos na Vida. E tudo isto acontece, precisamos estar atentos e gostar mesmo muito do que somos e temos.

PS: E aqui ficam os votos de um Bom Ano de 2009, carregado de gestos felizes, largos e na certeza de que é possível tocar os sonhos com as mãos. =)

19 maio 2008

Escrever

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Uma folha branca e uma caneta é um mundo que se abre. Muitas vezes não sei o que irá sair dali. Agora já nem se usam as folhas... fica aquele nervoso miudinho de estar a frente de um ecrã branco do computador enquanto os dedos passam pelas teclas à espera de começar.

Depois começam a sair palavras, associadas com pensamentos velozes que se querem apanhar. Dizem que a primeira frase marca o livro. Por isso até acertar se tenta uma vez e mais outra vez. Quando se põe o primeiro ponto final, está começado o caminho, começa a viagem. Tudo isto tem muito de entrega, são palavras e fantasias que ficam reais para quem escreve e para quem lê.

Cada dia começa com esta primeira frase, ou um som de despertador, a maioria das vezes, que toca muito mais cedo do que devia e tem sempre um som irritante. O primeiro gesto e a primeira palavra dão sentido ao que quero fazer do dia, àquilo que vai ser escrito, o que traz fantasia e vitória conseguida a mim e a quem encontrar.

18 maio 2008

As coisas insólitas

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O meu dia foi-se construindo a partir de uma lista de coisas-a-fazer nunca completas. A não ser uma pequeníssima parte dos dias em que ficou tudo feito. Riscar compromissos tem sempre associada uma sensação de bem estar. Há vantagens em ser organizado, para poder fazer muitas coisas em pouco tempo.

Não deixo de sorrir quando vejo acrescentarem-se as coisas imprevistas, sobretudo se forem insólitas. Enfim, coisas de quem tem muito para fazer e gosta de sons diferentes. Não há cansaço que valha uma boa oportunidade para rir e fazer rir, olhar a Vida pelo lado positivo e dar-se conta que é preciso e é bom relativizar as coisas pequeninas.

Uma coisa insólita é como uma surpresa dentro da carruagem de metro. Uma música inesperada que faz desligar o tempo, assim, num estalar de dedos. Seria bom fazermos mais por sermos mais diversos, num olhar simples e despreocupado. Não é preciso estar a contar cada um dos nossos passos pesados.

17 abril 2008

Novidades

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Por muito que façamos coisas novas e isso também depende das alturas do ano, vejo que a grande maioria dos nosso dias se passam em horas de rotina. Passamos pelos mesmos lugares, estamos com as mesmas pessoas, ocupamo-nos nas mesmas coisas.

Somos familiares com um determinado estilo de Vida, ao qual nos vamos habituando. Se por um lado, isto é bom, porque deixamos que o tempo passe e integremos aquilo que é o mais habitual em nós, por outro, há o risco de ficarmos só pelo que já nos acontece habitualmente. E dou-me conta de que nada é tão triste como uma monótona rotina.

Porque deixamos que a luz do nosso olhar faça perder a cor ao que acontece, como fotografias que apanham muito sol e só nos damos conta quando deixam de ser bonitas. Um tipo de paragem ao início e ao fim de cada dia pode ajudar-nos a renovar e a atirarmo-nos com nova energia ao que acontece. Podemos ser sempre pintores muito criativos, e nunca nos cansamos de ser assim.

PS: Acho espectacular este boneco =)


26 janeiro 2008

Pensar em cores

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Azul de céu e mar, e se fossem as árvores? Amarelo... é o sol, ou a minha lua escondida... As minhas memórias poderiam ser escritas num filme que foi um sonho.

Bastaria mostrar coisas conhecidas... não sei! às vezes não as encontro... e se abro a caixa das surpresas, estão lá. A minha vida é uma novidade, queria dizê-la em sons, mas não se ouvem por causa das buzinas dos automóveis... ou se falar numa paisagem deserta, os pássaros estão ocupados demais para a ouvir.

Trago uma cor para Ti... que a levas na tua mão e deixas pousada no centro da mesa, como uma fotografia... e assim podes olhar, uma cor minha que passa a ser tua...

E fica outra cor? Talvez sim, imagino que multiplicada por mil milhões de vezes, tantas quantas as possibilidades que Tu encontras de colorir o nosso mundo.


18 março 2007

Esperar

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Qual é esta capacidade desconcertante do Amor? Aquela genialidade de procurar caminhos novos nas coisas de sempre.

É tão diferente viver por obrigação ou viver levado pelo entusiasmo. Acho que isto é um dom, de quem reconhece que quer ter um coração capaz de ser simples com as coisas maiores.

É um trabalho de paciência o que nos leva a não flutuar à deriva, mas estar na vida como se assim fosse. Entre o ser levado e o querer ser levado. Saborear uma cor como se tudo dependesse dela para poder ver o mundo. Mas ter um abraço de arco-íris, entre dois tesouros, um de cá, o outro, de um mundo que não conheço, mas ao qual sei que pertenço.

O que é mais importante? É tudo... como se não fosse nada. Amar somente... é isto? Não sei o que é, mas percebo-o em coisas muito concretas.

16 dezembro 2006

Poucas coisas

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É importante, na busca do nosso equilíbrio interior, encontrar algumas pedras que nos sirvam de fundamento, uma espécie de linha espiritual que guie o nosso dia e a nossa acção. Pode ser uma palavra, um sentimento, algo que seja o fundo e a base daquilo que colorimos.

E quando as coisas caem na monotonia, independentemente de serem bons ou maus momentos, a reacção mais provável é tentarmos novas coisas, encontrar mais lugares onde caminhar, porque parece que estes não funcionam ou já deram tudo o que tinham a dar.

E lembrei-me de duas expressões dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio: "Em tempo de desolação não fazer mudança" e "saborear internamente". Nos momentos menos bons, procurar novos pontos de apoio, pode ser uma precipitação, se não partirem de bens já adquiridos e solidificados. Quando se está bem e se procura novidade pela novidade, é bom ver antes se o que se percorreu até agora deu todos os frutos que tinha a dar.

A pressa não é boa amiga da paz de espírito. Nem sequer por bons motivos. Se o coração encontrou paz numa paisagem, também alí se deve contruir uma morada, escrever menos linhas, mas viver mais a fundo a Vida.

23 outubro 2006

Oportunidade

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Um coração aberto é algo tão grande na Vida. Acho que não há muitas receitas para isso... tenho descoberto que vemos pessoas assim, com as quais é possível contar e desafiar. Sem fazer publicidade, sem dizer que se é bom a fazer qualquer coisa, simplesmente estar aberto.

E a Vida vai-nos fazendo coisas, aproximando pessoas, cruzando destinos. Coisas novas e insuspeitadas. Talvez porque se descobrem paisagens nos outros onde é possível fazer também morada e construir projectos de Vida, para nós e para os outros.

Nos últimos tempos tem-me surgido várias oportunidades novas de projectos simples e grandes. E isso tem-me feito pensar. Que posso ter uma coração aberto, isso ajuda. Que me sinto pequeno quando sou chamado às coisas da Vida, também.

Mas tudo isto concretiza os sonhos de ser Grande e Feliz. Na minha terra humilde, deixar crescer sementes da vontade de Deus e esperar momentos de muita consolação, ser mais completo.

02 setembro 2006

De novo...

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Estava sentado na sala. O sol começava a por-se e as paredes iam-se tornando amarelo poente, à medida que a luz do fogo ia dando vida às sombras das coisas. O tempo tinha parado por instantes, naquela melancolia própria dos dias de alma parada.

O seus olhos iam-se detendo nas mudanças de luz, sem grandes pensamentos, como que deixasse que as coisas existissem independentemente de as perceber.

E a nostalgia foi-se tornando cada vez mais pesada, com os braços cansados em cima do sofá. Passeava por entre os móveis da sala, tornando-se dona de tudo.

E ele sentiu que ali não era o seu espaço. Levantou-se e encaminhou-se para o quarto. Entrou sem acender a luz nessa sombra conhecida e foi buscar sem hesitação aquele objecto que estava em cima da mesa das coisas preciosas. Uma pedra recolhida do mar, no dia mais importante da sua vida.

E saiu. Frente à casa, percorreu descalço a areia, ate molhar os pés no mar. Olhou as estrelas, suspirou, e atirou longe, longe, aquela pedra.

Voltou a casa, pegou na guitarra e cantou. Chorava de felicidade... começou uma nova etapa.
 

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