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05 maio 2009

Livre

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Hoje choveu e fez trovoada em Roma, depois de uma manhã de sol e agora está o céu completamente azul e uma luz brilhante e dourada. Fascinam-me as cores desta Cidade. Isto acontece muitas vezes e quando chove assim, fico contente à espera do momento em que tudo termina e o ar fica leve e luminoso. ;)

Por vezes, estamos demasiado centrados num presente que nos obriga a estar protegidos do futuro, com medo de arriscar, de dar passos maiores, de ousar uma felicidade diferente. No fim de tudo, ser livre.

Vamos fazendo tantas conquistas sem nunca estarmos satisfeitos, faz parte de nós andar para a frente e para trás, oscilar entre sonhos e preguiças. O medo existe e o desconforto que causa é muito real. Acredito que um medo chuvoso é uma oportunidade para ter coragem e ser livre, deixar brilhar aquilo que sabemos que somos e não nos deixarmos ficar pequenos em coisas que não vale mesmo a pena preocuparmo-nos.

05 maio 2008

Sermos todos

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O que mais nos divide são as nossas incertezas. Como quando começamos a andar, ou abrimos os braços para receber qualquer coisa, ou estendemos a mão para agarrar algo e, de repente, sem grandes explicações, voltamos atrás.

Vivemos de inspirações momentâneas e pomo-nos logo a agir. O que poderá estar na origem dos nossos avanços e recuos não é muitas vezes a preguiça ou as circunstâncias. É algo que vem de mais longe e mais fundo. Tem a ver com o facto de começarmos um gesto sem estarmos inteiros naquilo que fazemos.

Isto tem muito de ideal, e não temos a atenção suficiente para ver se temos todas as condições para começar coisas novas e grandes. Nisso joga um papel muito importante a confiança. Mas não será a confiança um espaço de unificar o que em nós é medo e coragem? O que nos faz perceber o sentido das coisas futuras e o que podemos, de facto, fazer de modo completo e autêntico?

04 maio 2008

Mergulho

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A autenticidade tem muito de corajoso. Por vezes é muito difícil perceber o que somos e aquilo que acontece dentro de nós. Talvez porque nos habituamos a ter uma determinada imagem de nós próprios e qualquer novidade obriga-nos a mudar os nossos esquemas e rotinas.

Muitas vezes, porque o queremos, a luz de qualquer coisa nova faz tanto sentido que nem sequer olhamos às consequências. Sobretudo quando este salto tem a marca do amor e da verdade, somos coerentes com os nossos desejos mais fundo e uma luz especial ilumina o nosso olhar.

Mas quando saltamos para um escuro pouco verdadeiro, imediatamente sentimos uma espécie de medo de que algo que nos pode magoar. ou magoar alguém. O tempo diz muito acerca do que acontece quando arriscamos. Mas se há algo a que nos podemos agarrar é a nossa história de sinais completos. Não é imediato percebe-la, mas é importante parar para a reconhecer. Talvez este seja o primeiro salto decisivo.

09 março 2008

Sorte e Destino

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Ando a viver uma fase de perceber momentos importantes da minha história. Fico feliz quando olho para trás, confio mais que nunca no meu futuro. As palavras sorte e destino têm-me acompanhado de forma especial.

A sorte tem a ver com o imprevisível, o destino tem a ver com o futuro.

Depende muito das Mãos que levam e criam o meu destino... tenho a certeza que posso ser livre o suficiente para não ter fatalidades durante a Vida. Ficaria bloqueado e pequeno. E as coisas imprevisíveis, são sorte e azar, coisas boas e coisas más, que não dependem de mim. Mas tenho a certeza que posso ser livre o suficiente para não ter medos paralisantes.

Um atitude positiva e construtiva de felicidade na Vida é essencial, se quiser fazer do meu destino a minha sorte. Tenho sorte no que vier a ser, se quiser ser com verdade, com aquilo que Deus simplesmente faz acontecer.

15 janeiro 2008

As minhas certezas

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Se um dia me sentisse totalmente perdido, ficaria com medo... Mas de quê? Creio que seria sobretudo medo de desaparecer sem ninguém ver. Qualquer companhia, mesmo estranha, saberia a algum tipo de conforto. Mesmo que houvesse perigo. Temos um medo enorme de ficarmos completamente entregues a nós próprios. Medo de nós?

Se muitas vezes não temos certeza de nada na Vida, pelo menos há certeza do que gostaríamos que não acontecesse... ser inútil, não ter espaço no mundo, um número perdido nas contas de alguém.

E não nos damos conta que o próprio facto de viver não é indiferente ao mundo. O que faço e projecto implica mudanças, grandes ou pequenas, gero movimento com o meu respiro e o meu desejo. Tenho a certeza na imensa capacidade escondida na força do Amor que temos para dar. E acredito firmemente que somos capazes de não ser banais. Cada gesto nosso tem a nossa marca, e com ela a possibilidade de criar um mundo segundo uma cor própria e única.

11 dezembro 2007

Amor e medo

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Cada vez me convenço mais da utilidade de trazer sempre comigo um caderno no bolso, onde posso tomar nota de coisas que ouço ou vejo no dia e que trazem uma espécie de luz. Acho difícil que, em cada dia, não aconteça uma mão cheia desses momentos.

E ouvi hoje: "Quem tem amor, não tem medo".

Quando tenho medo de alguma coisa, será que é porque não tenho amor? O medo significa mudanças não desejadas na nossa Vida. Mas às vezes são inevitáveis, e sofre-se com isso. O Amor pode ser então a capacidade de transformar o que não desejo, amar dores e desilusões não é fácil. Mas é um caminho possível...

Quem ama, fica mais simples, e sabe que as coisas são passageiras. Quem ama sabe esperar e ser verdadeiro com os acontecimentos da alma e do corpo. Amar é não ficar agarrado às coisas que passam, é tomá-las como certeza de caminho percorrido e coragem de continuar.

05 dezembro 2007

Sem medos?

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De onde vêm os meus medos? Creio não errar muito se disser: de coisas que nos assustam; das nossas inseguranças. E tenho-me dado conta de algumas coisas:

Que tenho medo daquilo que está fora de mim, ou uma pessoa, um momento, uma circunstância. Normalmente algo que virá a acontecer num futuro mais ou menos próximo.
E tenho medo das coisas que sei que me vão abalar, porque vão mexer em lugares meus poucos seguros: críticas, desprezo, falta de paz, ficar sozinho...

Acredito que em nós não temos fontes de medos. Temos é espaços abertos ou feridas que podem ser tocadas por uma coisa que nos afecta. É quando nos expomos ao que está fora, que os nossos vazios se podem ressentir, ou, pelo contrário, encher-se completamente.

Há um espaço dentro de nós que é semelhante à comunicação de um abraço. De mim para mim mesmo, do que sou sem saber e do que conheço de mim mesmo. Amo o que conheço, maravilho-me com o que vou conhecendo de mim. Neste abraço que me revela quem sou e me dá esta raiz que agarra os meus vazios e não os deixa sem fundo.

27 outubro 2007

Disposições

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O que quero de mim? Aquilo que nasce de uma força maior, que tantas vezes não é clara. Fujo de mim em tantos gestos e pensamentos... Porque o que está a minha volta é tão chamativo... e procuro não me perder, mantendo sempre uma ideia de fundo: que há muito mais para além do que percebo.

A imaginação pode ser um lugar mais real do que supomos. O que nos move não são tanto as experiências passadas, mas as linhas que estas desenharam no nosso caminho. E o resultado é uma imagem, que tenta ser um sonho possível.

A grande descoberta da realização pessoal é a capacidade de viver entre o desejo e uma imagem de felicidade. E o desejo faz-se gesto, e a imagem faz-se uma casa onde me dou conta que já cheguei, mesmo que não pareça.

26 maio 2007

Paz e Liberdade

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Há dias, numa aula, o professor disse e explicou uma expressão que me acordou por dentro.

"A Paz é a verificação do princípio da Liberdade".

Para ser livre, não é preciso fazer disso uma obsessão. Há passos que se dão, mais ou menos difíceis, para deixar as coisas que sabemos que não têm a ver com o projecto que queremos. Mas este caminho joga-se mais na confiança e na esperança, do que no ser livre à força. Talvez por querer atingir metas, sem antes cuidar os espaços para receber um novo por do sol, na paisagem melhor que tenho.

À medida que me vou fazendo livre, perco medos... sinto paz. E, de facto, o que mais me indica que estou no caminho certo, é a paz que sinto quando penso naquilo que deixei, e a paz que sinto quando espero o que me está prometido.

14 maio 2007

Conversas do vento

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Por onde passo, trago qualquer coisa de passageiro. Por não ser visto, e só sentido, trago conforto em dias de calor. Acaricio de modo completo, quando se sai de casa.

Levo para longe, sem levar nada comigo. Transporto esperanças e faço regressar passados felizes. Apareço em sonhos, em que faço bater portas e janelas, indicando uma presença. Entro onde posso, sem estragar nada.

Arrasto os sons da natureza, ao mesmo tempo que dou vida às cores. Como a alma, sinto-me livre. Faço mover os barcos e os moinhos, sou forte no meu descanso. Sei a minha origem, não preciso de mais nada que uma Vida que possa abraçar, infinitamente. Para quê mentir-me e fugir do meu destino?

19 abril 2007

Estados de alma

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Não desanimes. Deixa de te sentir hóspede quando entras na tua casa. Há coisas demasiado bonitas em cada coração para as poder apreciar com toda a profundidade.

Contemplar verdadeiramente uma obra de arte leva pelo menos, dizem, meia hora. O que será estar no meu espaço sempre, como quem aceita descansar no que já está feito desde sempre?

Há medos de nós próprios que nos bloqueiam, por causa de coisas pequenas que desviaram o olhar. Coisas boas e coisas más. Estar em si mesmo, de alma e coração, é uma necessidade, corajosa e feliz. Não é ficar fechado, porque quem ama o que tem, precisa de o mostrar. Ninguém esconde belezas.

A Natureza está toda aí para ser descoberta e percorrida. E levamos sempre os amigos especiais aos nossos lugares especiais.

18 dezembro 2006

Não tenhas medo

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Dei-me conta no outro dia que esta é uma das frases mais repetidas por Deus na Bíblia, quer no Antigo Testamento, quer no Novo Testamento. E é curioso que mudam as personagens, mas o estilo é mais ou menos o mesmo. Esta frase aparece antes da argumentação, antes do pedido e antes da resposta. É quase como o modo divino de dizer: Olá!

Para mim, isto significa muito. Que quando Deus fala, pede coisas que parecem à partida difíceis. E vem já com intenção de as propor. Não quer deixar de ser criador e eu criatura criativa. E mais... que já sabe que eu vou ter medo com o que vai pedir... às vezes somos mesmo preguiçosos por dentro. E o que é mais extraordinário, é que ninguém lhe disse que não, e normalmente a explicação do pedido não é muito descansativa.

Talvez o sim seja a confiança, e depois um enorme agradecimento por se saber confiado. É impossível resistir a quem ama... Deus deve ser algo mesmo fascinante! =)

28 novembro 2006

Quando não houver mais nada

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O que fica no fim de tudo? E, afinal, o que é o fim de tudo?

Será o fim da minha história, não o fim dos meus dias. Talvez exactamente o contrário. Que o posso ver hoje, sim, é possível, e não me assustou. Apesar de não ser confortável ver-me aqui parado e sozinho a olhar para cada uma das minhas mãos. Uma tem o medo, outra a confiança.

No fim de tudo, é o medo de perder aquilo que fui, aquilo que fiz e aquilo que tive. Ainda por cima porque são coisas muito importantes, verdadeiros dons do céu. Atira fora o medo.

Olho a outra mão. No fim de tudo, a confiança de que não sei o que foi feito dos meus tesouros. Nunca me pertenceram. A confiança é o chão que pisam os meus pés. Aquilo que verdadeiramente é o meu sustento. O que não me deixa deixar de ver. Abro a mão. A confiança cai como uma pedra na água. Fez-se o mar.

Dei um passo.

17 outubro 2006

Ser a nossa Coragem

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Tantas vezes nos damos conta que os medos e resistências estão sempre ao nosso lado. E como nos vão condicionando, e nos fazem ter um coração preguiçoso.

Talvez porque as coisas que não nos correm bem, como queremos, exigem um esforço sempre maior para superá-las. Acredito que a Vida cresce em espiral, onde se vão retomando a nível mais profundo alegrias conhecidas e medos repetidos.

E passam-nos pelas mãos sonhos e quedas, e o coração vai-se agarrando às memórias, algumas para as saudar com alegria, outras com pena de terem chegado outra vez. São as linhas do que nos constitui como pessoas únicas, preciosas e, ao mesmo tempo, frágeis.

Somos ao mesmo tempo campos conhecidos, paisagens insubstituíveis, mas chamados a uma novidade constante. E às vezes a novidade pesa, porque é mais confortável ficar no quentinho ou não ter coragem de se expor a novos dilemas.

Hoje senti-me chamado a ser a minha coragem. De alentar suavemente o coração para a Vida, mesmo quando ele está cansado de querer chegar sempre mais alto e mais longe.

Talvez acertar com o ritmo da minha Vida, que não me pertence em tantas coisas. Ser a minha Coragem, de agarrar um voo conhecido, para um destino desconhecido, tão meu e tão eterno.
 

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