Mostrar mensagens com a etiqueta bem. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta bem. Mostrar todas as mensagens

28 dezembro 2011

Perspectiva

3comentários

Por vezes olhamos a vida como se fosse através de um vidro que distorce imagens. Falta transparência ou, o que será mais dramático, vontade de purificar aquilo que impede de ver melhor.

A transparência coloca-nos diante de uma pergunta acerca do sentido de nós mesmos, acerca do nosso lugar e do nosso olhar perante o presente e o futuro. Um olhar distorcido não é honesto, e acabamos por não fazer justiça àquilo que queremos da vida. Fazer justiça implica ver alguma claridade entre caminhos que se apresentam confusos. E aí, há que restaurar perspectivas, seja para ver o bem, seja para ver o mau.

Há pessoas que vêem o bem de forma ingénua ou pouco lúcida. E não mudam o que há a mudar. Há outras que vêem o mal de forma agressiva e destruidora. E paralisam-se em críticas e desânimos. A boa medida do olhar é aquela que liberta, seja para apreciar o bem, seja para afastar o mal. Em tudo isto existe uma experiência de libertação, uma experiência de ver-bem.

02 dezembro 2006

O Bem e o Mal

7comentários

Às vezes é mesmo um cansaço... fazemos uma opção clara pelo Bem, aquilo que de bom queremos para nós e para os de quem gostamos. E somos craitivos nos modos de amar, vamo-nos realizando como pessoas entregues a coisas muito positivas da Vida.

Apesar de não chegarmos a tudo e a todos. É um facto que o mundo continua a girar, apesar dos nossos esforços, às vezes pensados tão pequenos e inúteis. No fundo, é o suficiente para mudar qualquer coisa à minha volta. Mas não chega.

Apesar de não querermos ver para além da Beleza. Há pessoas que, de facto, não vale a pena, não iriam perceber o meu amor. E aquelas que não gostam de mim, não aceitariam nenhum dos meus tesouros. Sou bom para quem gosta de mim. Mas não chega.

Apesar de não querermos ver o bem para além do estar, e gostar de estar bem, reunir com o suor do rosto aquilo que mereço por ter feito por isso. Mas não chega.

E continuo cegamente agarrado ao bem... Mas não chega. Porque é que me custa ver algum tipo de mal nos limites do meu bem? Porque é que sinto esta atracção irresistível a querer atingir um Bem maior que o meu? Porque é que nunca digo que já é suficiente?

O Bem transcende-nos completamente. Ser fiel ao meu Bem só me faz querer sair da minha casa quente e aconchegada e abrir a porta, enfrentar o vento e a chuva. Se conseguir sair de casa, acho que quer dizer que o meu Bem é verdadeiro.

13 novembro 2006

Querer Bem

4comentários


Quase sempre acontece. Receber na segunda feira de manhã algum mail ou mensagem a desejar uma boa semana. E isto também sucede mesmo em dias normais em que alguém diz tem um bom dia, ou um dia muito feliz!

E é algo assim gratuito, sem querer saber nada, sem perguntar o que se está a fazer. Apenas desejar o bem para alguém que se quer bem.

E fiquei a pensar quantas vezes o gostar de uma pessoa e quere-la bem passa por isto, que é tão pequeno, mas que pode ser tão profundo. Desejar-te bem, que te aconteçam coisas boas, que faças o bem, no fundo, que me alegro com o teu Bem.

Quando já não existem muitas palavras nem possibilidade de demostrar o quanto uma pessoa é importante para nós, alegrar-se com o seu Bem faz-me bem. É uma força de comunhão, vivida em oração, que aqui até nem é tanto de súplica, mas de agradecer e confiar em anticipação a Bondade de cada dia.

Boa semana! =)

11 novembro 2006

Conformismo? ... Nem por isso!

6comentários

Há acontecimentos que são tão habituais na nossa vida. E memórias que nos vão levando nos anos, que deixam de nos impressionar como no primeiro momento, mas que trazem sempre as mesmas sensações, vistas com outra experiência.

Esta imagem da bola no telhado é uma das mais recorrentes da minha infância. Uma linda tarde de jogo acabava subitamente num espectáculo de olhar para um telhado, e já farto de atirar pedras a ver se resolvia o problema, até que se fazia noite.

E passam as semanas e o espectáculo desiludido do acessível inacessível permanece. Mas a vida continua, até que uma bola nova e mais bonita faz esquecer a antiga.

E são estas as emoções pequenas da Vida. Particulares de uma existência que se vai afastando do impossível e que se quer centrar cada vez mais em abraços mais completos e mais reais. E horizontes acima dos telhados das casas. Para o Mundo, para um Universo chamado a ser transformado pela criatividade que me foi confiada.

É de alguma maneira participar de uma Criação impossível para as minhas forças, mas capaz de ser verdadeira quando é muito sincera em gestos pequenos de fazer o Bem.
 

Cidade Eterna © 2010

Blogger Templates by Splashy Templates