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08 janeiro 2011

Movimento e leveza

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Depois de uma semana de arranque do ano, convivo com sentimentos serenos. É uma graça enorme podermos encarar o futuro com esperança e motivação. Não é que, muitas vezes, não nos faltem motivos de preocupação. Mas podemos gastar-nos inutilmente em antecipações que não nos ajudam a viver o presente. Faz falta saborear o que temos a cada instante.

Contudo, a expressão "Como se não houvesse amanhã" pode enganar-nos, porque nos fecha no limite do que simplesmente acontece. Falta-lhe promessa. Estar no presente não pode nem deve evitar um futuro que confiamos ser feliz. Sem esta esperança, o prazer presente pode chegar a ser aparente, ou até uma fuga. 

Daí que nos consideramos constantemente em passagem, como quem agarra flores pelo caminho, ficando apenas com a sua beleza diante dos olhos. É passagem contínua e paciente para algo bonito, por entre paisagens que descrevem o que realmente somos: eternidade.
 

30 outubro 2010

As cores da Vida

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O Outono enche os nossos dias de reflexos e pormenores de cor e luz. Entre os raios de sol e as gotas de água na janela, passam diante de nós imagens nostálgicas de um tempo em que parecia que tudo seria mantido numa promessa de primavera ou calor de verão. 

Acabamos por ter de nos confrontar com paisagens que têm tanto de sereno como de desestabilizador. São passagens feitas dentro da alma que deixam caminhos para trás e nos lançam em construções de futuros promissores. Poderíamos dizer que estamos sempre a terminar e começar etapas, outras, porém, impôem-se na sua força e beleza.

É importante não ficarmos constantemente agarrados a consolações passageiras e prazeres aparentes. Do mesmo modo, vivemos na liberdade de deixar também para trás pesos que não merecemos levar. Podemos viver num Outono constante, mais cheio de finais felizes. Afinal, as cores falam por si.

11 novembro 2009

O passo a dar

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Se estamos parados a meio caminho significa que estamos a ponto de partir nalguma direcção. Não nascemos para ficar habituados ao que sempre aconteceu, nem sequer a boas memórias. O encanto da Vida está nesse querer, por si mesma, ser tempo que passa e nos leva consigo.

É maravilhoso quando temos a experiência de arregaçar as mangas e dar-se ao trabalho para conseguir realizar o melhor de nós. Entra a coragem e a falta de certezas fazemos nascer o que somos já a partir de hoje. Damos valor a tudo sem querer que todas as coisas fiquem imóveis a contemplar-nos. Antes pelo contrário, acrescentamos Bondade e Alegria ao que está à nossa disposição.

Quando existe dúvida, então é sinal que temos entre mãos um dos desafios mais bonitos que podemos ter: o de fazer da nossa história um livro cheio de cores e desenhos, quase recordando os tempos em que, como crianças, desenhávamos um mundo de fantasia que era mais verdadeiro que o que vivíamos. Era uma fantasia de um sonho bem real, e o desejo de o conseguir ver presente.


03 novembro 2009

Disposições

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Os nossos pontos de partida em relação ao futuro têm para trás histórias longas, por vezes pouco conhecidas por nós mesmos. Daí que seja fácil que sintamos medo ou confiança diante de um desafio, dependendo de como fomos capazes de ler o que foi acontecendo.

As nossas disposições abrem-nos ou fecham-nos a determinadas opções de acordo com o modo como lidamos com a nossa história. Daí podem nascer preconceitos ou falsas seguranças que não nos deixam confiar. Noutras alturas, um caminho feito bastante às claras ajuda-nos a encarar o futuro com outra consciência, muito mais realizada e feliz.

Um horizonte é um reflexo do nosso olhar, é tão grande como o quisermos contemplar. Ao ficar fechados, perdemos oportunidades de ir mais longe, tanto quanto nem possamos imaginar. Ficamos maiores. Iluminar sem medo a própria Vida é um meio de caminhar luminosamente no futuro. É um desafio, pode ser exigente, mas é muito autêntico.


19 abril 2009

Salto

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Tenho andado a pensar muito estes dias acerca da confiança. Há determinados momentos da nossa Vida que sentimos alargar de tal forma o nosso horizonte que tudo nos parece ao mesmo tempo próximo e distante. Aquilo que apreendemos nos olhares sobre o nosso futuro são apelos a situações onde nos veremos daqui a uns dias, semanas, meses ou anos. Temos presentes paisagens diurnas e nocturnas, praias, desertos, cidades e montanhas. Algumas onde brilha o sol que nos aquece e outras onde o vento frio nos faz perder a coragem. Corremos e recuamos, observamos e damos gritos de força.


Vemos tudo sem ainda possuir nada. É um motor e uma energia do nosso amor e das nossas capacidades criativas. E assustamo-nos com sombras e fantasmas que sabemos poderem ser bastante reais. E o nosso aqui e agora perde em profundidade. Ficamos situados numa linha de tempo que nos atira como uma flecha para lado nenhum.


A confiança é a atitude do presente. É um salto sobre um abismo, com o risco de cair, antes de alcançar um horizonte possível, sonhado ou imaginado. Um salto é um risco, e é cair em profundidade. Espaço da alma onde posso acolher e pacificar um olhar sereno sobre tudo aquilo que sou agora. Seja o que for, virá, hoje quero ser o que me compete.

26 março 2009

Promessas

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Até que ponto construímos o nosso futuro a partir de promessas? Tenho a impressão que há muito poucas coisas na nossa Vida às quais lhes tenhamos dado esta importância. Um contrato de trabalho ou um teste exigem de nós um compromisso e uma série de deveres. Mas nunca nos passaria pela cabeça prometer ao patrão fazer tudo o que ele nos quiser mandar. Quando prometemos, estamos afectivamante envolvidos, voltar atrás seria falhar algo sério com alguém, ou com nós mesmos.


Uma promessa é um risco. E pergunto-me o que estará no fundo de nós que nos torne possível garantir um espaço do nosso futuro a favor de alguém ou de alguma coisa. De certa maneira, alguém toma conta de mim, não pertenço só aos meu desejos, mas faço parte do sonho de alguém, que sem mim não o poderá realizar.


E se tenho tantas dificuldades em, por vezes, prometer a mim mesmo vir a ser melhor, não desisto de arriscar coisas boas minhas. Com todas as consequências, nem que seja para toda a Vida. Isto supera-nos completamente. Prometer é desenhar na areia uma palavra que quer ser definitiva. Que a primeira maré apagará. Mas permanece o movimento da alma que me permitiu um dia ser gigante. E isto é exigente, mas é darmos todo o espaço à eternidade de que somos feitos.

10 maio 2008

Tempo Breve

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A fronteira entre o nosso presente e o nosso futuro é muito breve. Vivemos continuamente em direcção a algo que projectamos e pensamos, mas que vem envolvido continuamente em incertezas e surpresas. Talvez seja esta a nossa condição principal e o saber que, de facto, não vivemos numa estabilidade plena. O que poderá trazer medos, mas também gestos de confiança. Sobretudo estes últimos são os mais importantes.

Estes dias tenho vivido, na escola em que dou catequese, uma experiência de confronto com o futuro, na circunstância da morte bastante rápida do Reitor, com um cancro. De como há quinze dias atrás não se supunha que o fim estaria tão próximo...

S. Paulo, numa das suas cartas, diz que o tempo faz-se breve. Não é que passe depressa, mas sim que este se recolhe, como as velas de um navio. O momento presente está carregado de todo o cumprimento futuro e, naquilo que hoje somos, está escondido o Mistério do que podemos ser, a nossa energia vital mais preciosa, o Bem que podemos ser já agora no mundo, independentemente do que projectamos.

06 abril 2008

Transparência

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Assim sem esperar, há olhares que mostram toda uma pessoa, os seus desejos e sonhos, aquilo que pertence ao imaginário que se quer conseguir e se leva para toda a parte.

Há estes momentos em que não se hesita em querer saber o que move a intimidade, qual o segredo de um coração peregrino que só quer caminhar, buscar, perceber. Em toda a minha vida são poucas as vezes em que me encanto com a sinceridade de uma pergunta: o que vai ser de mim?

E é como se um raio de sol descesse sobre uma palavra ouvida que tantas vezes queria ter mais presente, querer ser o que Deus quiser que eu seja. E vê-se paz e consolação nesta mistura de verde de esperança e amarelo de alegria. Uma incerteza tocada por verdades certas conseguidas em toques de alma. E fui para casa agradecer, por me descalçar diante de terrenos fortes e sagrados onde acontecem mistérios de Vida que eu próprio procuro.

09 março 2008

Sorte e Destino

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Ando a viver uma fase de perceber momentos importantes da minha história. Fico feliz quando olho para trás, confio mais que nunca no meu futuro. As palavras sorte e destino têm-me acompanhado de forma especial.

A sorte tem a ver com o imprevisível, o destino tem a ver com o futuro.

Depende muito das Mãos que levam e criam o meu destino... tenho a certeza que posso ser livre o suficiente para não ter fatalidades durante a Vida. Ficaria bloqueado e pequeno. E as coisas imprevisíveis, são sorte e azar, coisas boas e coisas más, que não dependem de mim. Mas tenho a certeza que posso ser livre o suficiente para não ter medos paralisantes.

Um atitude positiva e construtiva de felicidade na Vida é essencial, se quiser fazer do meu destino a minha sorte. Tenho sorte no que vier a ser, se quiser ser com verdade, com aquilo que Deus simplesmente faz acontecer.

11 fevereiro 2008

As imagens de mim

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O que poderia pôr como modelo de mim mesmo, para o qual olhasse quando me quisesse construir ou mostrar ao meu futuro?

O que tenho já presente daria para pintar um mundo inteiro... de facto, somos complexos e não paramos de nos associar com tantas histórias e lugares. Sobretudo com pessoas, aí novos mundos às vezes tão impossíveis de alcançar. Não dominamos o que somos, a nossa história é muito vasta.

Isto acontece se fizer uma paragem séria no meu presente e olho para o que sou... cores bonitas, acima de tudo... e agradeço. Para a frente ainda é mais complicado. Se sou capaz de prever muito dos meus programas, não tenho certezas absolutas do minuto que vem já a seguir. Há um tempo futuro que faço, mas outro, o mais importante, é-me dado, com todas as suas circunstâncias... a esse posso reagir, ferido, admirado. agradecido, revoltado...

O tempo não cabe nas minhas medidas... porque tem um outro Senhor que assiste de sempre e para sempre... se alguma programação há na minha Vida, faz todo o sentido que seja pensada amorosamente... as provas depois de tudo o que acontece fazem-me viver nessa esperança.

06 julho 2007

Portas

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Encontro futuro nos abraços do passado. Se, por um lado, é bom ir olhando para trás e perceber que as coisas mudam e ficam diferentes, por outro, vejo que fui sendo construído até ser o que sou hoje.

Sobretudo ao rever as portas que se abriram em momentos de dúvidas e soube confiar no trabalho das mãos e na bondade de coração. Com a força de Deus, aquela que ilumina as coisas todas da Vida.

O passado fica como um álbum de passagens conseguidas para coisas novas, de ver sementes que deram frutos. E quando esperava que a terra fosse árida, surpreendo-me hoje com florestas cheias de sombra e água fresca.

Por isso, o futuro são outras portas que, daqui a uns anos, olharei a partir da sensação de ter conseguido algo. Custa dar o salto da confiança, quando esta tem de ser posta em gestos. Mas vale tanto a pena.

10 maio 2007

Coisas que se sabem

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Sei que não estou sozinho, quando olho o horizonte. É uma sensação de poder fazer uma vida assim, sem grandes planos, entre um presente intenso e um futuro que cada vez mais se esforça por não ser concreto.

Falava ontem com um amigo que a melhor coisa que pode acontecer é deixar de lado grandes expectativas e manter um espírito de ir querendo acertar com a Vontade de Deus.

Porque se acaba por pintar paisagens que acabam por ficar nos quadros da fantasia, quando os nossos passos acabam por ir ao encontro de outros novos lugares.

A dinâmica do futuro nasce da liberdade presente. De querer começar já a caminhar, com os pés no céu, amando tudo o que acontece comigo. Sem me prender às coisas que não me deixam livre para sonhar com a minha verdade.

O Futuro é algo que não em pertence, mas acabará por ser o meu presente mais autêntico. Tanto mais autêntico quanto o puder viver já, hoje.

27 abril 2007

Futuro

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O fascínio do futuro. É o mistério do dia seguinte, da hora seguinte, ou o que estarei a fazer daqui a dez anos. Ao mesmo tempo, sementes de desafio, ou o medo de não encontrar o que agora anseio.

De todos os modos, chegará o momento esperado, desejado ou não. O futuro tem duas mãos, uma que me puxa irresistivelmente, outra que me tapa os olhos.

Traz-me a recompensa do trabalho presente, às vezes a desilusão dos sonhos. Surpresas, sobretudo....

Traz oportunidades de Vida, as de sempre, como as de hoje. Não sou proibido de sonhar, nem devo. Sou obrigado a esperar de coração uma realização de caminhos desconhecidos, esses sempre meus.

28 novembro 2006

Quando não houver mais nada

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O que fica no fim de tudo? E, afinal, o que é o fim de tudo?

Será o fim da minha história, não o fim dos meus dias. Talvez exactamente o contrário. Que o posso ver hoje, sim, é possível, e não me assustou. Apesar de não ser confortável ver-me aqui parado e sozinho a olhar para cada uma das minhas mãos. Uma tem o medo, outra a confiança.

No fim de tudo, é o medo de perder aquilo que fui, aquilo que fiz e aquilo que tive. Ainda por cima porque são coisas muito importantes, verdadeiros dons do céu. Atira fora o medo.

Olho a outra mão. No fim de tudo, a confiança de que não sei o que foi feito dos meus tesouros. Nunca me pertenceram. A confiança é o chão que pisam os meus pés. Aquilo que verdadeiramente é o meu sustento. O que não me deixa deixar de ver. Abro a mão. A confiança cai como uma pedra na água. Fez-se o mar.

Dei um passo.

15 novembro 2006

A Vida

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Hoje alguém mais velho da minha comunidade me dizia: "Eu já vi o que a tinha para viver durante todos estes anos! E com o que vejo estou muito feliz! Tu ainda tens tudo para ver..."

E vejo tantas coisas... hoje memórias e promessas.

Memórias que se fizeram de conquistas e opções, e outras, a maior parte, de deixar acontecer. Quantas coisas na vida, às vezes as mais significativas, não dependem de nós. As oportunidades levam a agir e a optar. E as minhas opções e acções fazem-me o que sou hoje. Sempre optei por me sentir conduzido, e continuo a optar por me deixar conduzir. Porque este sonho de ser grande e feliz depende de mim em tão poucas coisas...

E hoje vivo sobretudo as promessas... de acreditar em mim, e num destino infinito e pleno. Que não o descubro todos os dias, mas que se pode intuir a partir de uma visão do coração cada vez mais honesta comigo e cada vez mais simples no toque. Quero tanto ser uma atitude pessoal de agradecer e confiar!

Um sonho infinito de Deus para mim... a Vida!
 

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