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20 dezembro 2009

Em breve

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Chega o tempo das férias, e estes dias que antecedem o Natal têm uma cor e um movimento especial. É tão bonito que, felizmente, um sol radiante como o de hoje expresse alegrias interiores e esperanças de paz que completam cada momento da vida.

O Natal terá sempre de ser antecedido pela espera, uma preparação da manifestação da nossa própria imagem, de um caminho a fazer mas já tão conseguido. Acreditar naquilo que somos, na bondade do nosso coração, na transparência do nosso olhar é um desafio a tornar tudo isto mais concreto.

Os desejos são muito diferentes dos sonhos. Um desejo tem carne para ser abraçada, palavras que se possam ouvir e cores que se possam pintar. Por isso, um desejo é algo já presente e começado, com oportunidade de ser bonito. O desejo de viver em plenitude está ao alcance de cada um, sorrir para a vida, e tudo é transformado.

13 outubro 2009

Plenitude interior

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(sugestão de a)




É a grande questão da nossa Vida. Como podemos encontrar a plenitude no nosso interior? Os grandes temas existenciais não têm uma resposta óbvia, porque cada pessoa é uma história e um conjunto de circunstâncias. Acontecem-nos diariamente coisas que nos fazem repensar as nossas opções, momentos de confirmação e outros em que as nossas certezas mais profundas ficam abaladas.

A plenitude interior é uma questão de integração e unificação de todas as dimensões da nossa Vida. Corremos o risco de dividirmos a existência em vários sectores. O que mais nos desgasta é verificarmos que há campos na nossa Vida onde conseguimos fazer progressos e outros que parece que não saímos do mesmo. Ao mesmo tempo, vivemos muito dependentes dos factores externos, ou seja, o que acontece fora de nós, o que pensam e dizem de nós condiciona-nos de tal maneira que fazemos determinadas opções só porque é suposto, ou porque todos fazem assim, ou porque não faço mal a ninguém se fizer determinada coisa.

O grande segredo está em encontrarmos um espaço de verdade que seja o início e o fim da nossa existência. Estou plenamente convencido que as coisas mais importantes da vida se resumem a muito pouco. É uma espécie de luz interior que ilumina tudo, que faz olhar para tudo o que sou e o que me acontece com o olhar correcto. Chega uma altura em que percebemos na nossa Vida que o essencial é uma palavra só nossa, algo que não nos pode ser tirado e que nos desafia constantemente.

Não há experiência mais profunda no ser humano do que aquela de ser amado. Só o sentir-se amado transforma, faz perdoar-me a mim mesmo, aceitar o que sou, querer ser o que sou. As comparações e as utopias fazem-nos, muitas vezes, olhar na direcção errada. Se o desejo comanda a Vida, então que esse desejo seja movido pelo amor a mim mesmo, com uma transparência e simplicidade que me faça dizer sem complexos: esta é a minha perfeição. Uma conquista de todos os dias, mas esta é a minha conquista.

O amor a si mesmo é tudo menos egoísta, porque é uma visão realista das próprias falhas, mas sobretudo um olhar simples e humilde sobre aquilo que sou. A humildade é reconhecer a nossa bondade e ficarmos extremamente felizes por isso. Mais uma vez, encontra-se no fundo desta dinâmica o amor, e o sentir-se amado.

Para quem acredita, é um passo fundamental dar este salto: acreditar que Deus me ama sempre, acredita sempre em mim, não desiste. Ter alguém que sempre apoia o meu desejo de perfeição é a base de todo o movimento em direcção à plenitude.

Sentindo-se amado, e reconhecido como se é, torna a pessoa mais autêntica no modo de estar perante o mundo e os outros. Move-a o desejo de simplesmente ser, fazer crescer o bem, ser radicalmente optimista, porque nada está perdido, mesmo que o pareça. Deste modo, aquele que é amado ama como a expressão mais própria da Vida. Tudo o que sente e faz se confronta com o desejo que a Vida e os outros se sintam amados como eu me sinto amado.

Por ser tão simpels este caminho, é difícil percorrê-lo, porque pensamos que as coisas importantes precisam de enciclopédias para serem explicadas. Quando pensamos e classificamos demasiado, estamos a estragar tudo. Como quando amamos alguém, não o conseguimos explicar, simplesmente é assim.

Quando vivemos em plenitude, tudo é uma oportunidade grande, desejamos afastar as coisas menos boas de nós, e desejamos só que tudo seja bonito... é o único caminho que verdadeiramente interessa.


02 maio 2009

Promessa

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Esperamos os tempos de confirmação dos nossos desejos segundo a nossa medida. Isto em relação quer à espera, quer aos desejos. A espera é um tempo vazio e lento, custa-nos não ter tudo pronto e tudo resolvido. Pergunto-me muitas vezes se a nossa condição é viver entre o que sou e o que quero ser, e para onde balanço as minhas energias. Tendemos para o futuro, esquecendo a riqueza presente, ou ficamos no presente, pregiçosos de um tempo futuro. Vamos alternando espaços sem os preencher completamente.


O desejo é o que preenche o vazio de uma espera. E um é o desejo que se esgota no presente, como um copo de água que mata a sede. E outro é o desejo que me movimenta e faz ir mais além como reencontrar um abraço depois de meses. Precisamos de desejos para sairmos de nós e direcção a novidades nossas, sermos qualquer coisa diferente e autêntica aos nossos próprios olhos.


Já a promessa é a parte do desejo que não me pertence. É uma oferta e um dom. É a maior surpresa, porque nada de prometido acontece da maneira prevista. Se cada um dos nossos desejos, pequenos ou grandes, estivesse marcado por uma promessa de que a felicidade acontece, hoje e sempre, o meu dia estaria mais completo.

22 dezembro 2008

Desejos

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Esta é a altura de desejar boas festas, trocar felicitações, comemorar em família ou entre amigos. Fico com pena quendo eu próprio me dou conta de que isto faz parte de cumprir uma série de regras sociais. Ficaria mal não retribuir. Já o agradecer e desejar felicidades é muito bom, mas é pouco se se fica só pelos cumprimentos habituais.

Se nos dermos conta, não desejamos pouco às pessoas a quem dizemos que tenham um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de paz, alegria, etc. Tenho-me dado conta que desejar o bem a alguém é também um compromisso. Desejar apenas, sem gestos e intenções mais profundas, fica-se apenas num nível mais superficial. Porque os desejos de bem acabam por significar muito pouco se não vão acompanhados de gestos.

O bem que desejo para o próximo ano e para este Natal é um compromisso. De fazer o que me é possível para que aquilo que desejo realmente se concretize.

15 junho 2008

Certas coragens

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Quando dizemos sim, pomos em marcha uma série de acções que tem a ver com uma decisão. Há sempre um pensamento que faz decidir, pesa consequências, repara que dizer sim implica por vezes também dizer não. Talvez seja isso o mais difícil das decisões, querer dizer sim ao que aparece, sendo diplomata com os não.

Em coisas fundamentais, a concorrência é desleal, sentimo-nos de tal maneira invadidos por um desejo de plenitude que nos pomos inteiramente nas nossas respostas. Quando queremos manter o conforto de tornar uma decisão fácil, fica um desconforto de alguma inautenticidade que, quase de certeza, nos vai trazer alguns problemas.

Dizer sim, sim, ou não, não. Isto vem no Evangelho. E tem mesmo razão de ser. Não há sim sem dúvidas, mas também não há sim sem coragem. Para quê? Ser feliz e autêntico, generoso e coerente.... isso é um motivo gigantesco e um peso que se deve ter em conta.

15 maio 2008

Momentos conseguidos

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O que tantas vezes nos faz falta são estímulos que nos animam. Apesar de, no fim de contas, estarmos dependentes daquilo que fazemos do nosso tempo, da energia que pomos nas coisas que pensámos um dia e agora vemos concretizadas, não deixa de haver um espaço próprio que está reservado a qualquer coisa exterior que motiva os nossos gestos.

Não é bom dependermos de "pancadinhas nas costas" mas são sinais de que fazemos algo que está a ser construído e se pode partilhar. Aquilo que alimentamos nos nossos sonhos fica mais real, quando vemos que é algo útil e ajuda alguém, para além da nossa satisfação pessoal.

A fronteira dos desejos de conseguir está entre a vontade de nos pormos em caminho e os efeitos que vêm desse esforço. Um momento conseguido é ficar contente com ambas as coisas. E o que é mais curioso é que conseguir algo parece quase sempre um começo de algo novo e mais completo.

01 março 2008

Decisão

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Às vezes nem é tanto decidir entre várias coisas... é mais o decidir fazer, assumir consequências, começar caminhos. Penso muitas vezes que digo para mim mesmo: "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço". Tudo seria simples se as coisas de dentro acontecessem com um estalar de dedos. E esperar que o sol iluminasse todos os dias da mesma forma.

E dou-me conta de nuvens e vento.

Porque somos teimosos em controlar as nossas acções e não deixamos que os desejos verdadeiros nos conduzam com simplicidade? No fim de contas, o que nos custa é a simplicidade de aceitar aquilo que podemos fazer e acreditar a sério que somos capazes de ser maravilhosos.

Essa experiência já a tocámos várias vezes, e em situações difíceis... em que percebemos que o tempo faz muito em nós, e que somos demasiado complexos e apressados... às vezes falta mesmo decidir decidir bem.

27 outubro 2007

Disposições

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O que quero de mim? Aquilo que nasce de uma força maior, que tantas vezes não é clara. Fujo de mim em tantos gestos e pensamentos... Porque o que está a minha volta é tão chamativo... e procuro não me perder, mantendo sempre uma ideia de fundo: que há muito mais para além do que percebo.

A imaginação pode ser um lugar mais real do que supomos. O que nos move não são tanto as experiências passadas, mas as linhas que estas desenharam no nosso caminho. E o resultado é uma imagem, que tenta ser um sonho possível.

A grande descoberta da realização pessoal é a capacidade de viver entre o desejo e uma imagem de felicidade. E o desejo faz-se gesto, e a imagem faz-se uma casa onde me dou conta que já cheguei, mesmo que não pareça.

01 setembro 2006

Hábitos e Desejos

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Qualquer coisa que façamos tem sempre um objectivo. Levantamo-nos para ir trabalhar, vamos com amigos para descansar, vemos a televisão para passar o tempo...

E de onde nascem os nossos objectivos? O que é que eles significam verdadeiramente? Acho que aquilo que nos leva à acção se pode classificar em hábitos e desejos. Os hábitos são tudo aquilo que fazemos por rotina, sem pensar muito nisso. Os desejos, pelo contrário, movem-nos mais por dentro.

É muito diferente quando me levanto de manhã para um dia "normal" ou quando me levanto porque esse dia vai ter algo especial.

A Vida fica mais pobre se vivemos só de hábitos. E vemo-nos tantas vezes assim. E se fossemos capazes de tornar os nossos hábitos verdadeiros desejos? Se desejássemos a Vida com intensidade, qualquer rotina não seria um hábito, mas algo sempre novo.

Porque não é possível fazermos coisas novas todos os dias, mas podemos sempre fazer novas as coisas de todos os dias. Não devemos querer para nós uma vida de hábitos...
 

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