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26 maio 2010

Procura

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Procurar exige movimento. Por dentro, somos tocados pelo desejo, que nos faz cair na conta de espaços vazios que temos necessidade de preencher. Procuramos muitas coisas, alcançar metas, virtudes nos outros, coisas que nos fazem falta. No fundo, acredito que estamos constantemente à procura de algo.

Faz parte de nós sermos incompletos, mesmo quando atingimos êxtases de realização ou quando nos deparamos com a nossa cara-metade. Vivemos, por isso, em constante sensação de ter já conseguido e ainda faltar algo. Isso não quer dizer que tenhamos desejos insaciáveis, simplesmente somos abertos ao mundo e à história do que nos acontece.

Cada dia nos traz qualquer coisa mais completa, crescemos de forma invisível, mesmo quando perdemos algo ou nos perdemos. Por vezes, é saudável percebermo-nos como não tendo tudo. Aliás, quem pensa que tem tudo, já não vive com surpresa.

13 outubro 2009

Plenitude interior

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(sugestão de a)




É a grande questão da nossa Vida. Como podemos encontrar a plenitude no nosso interior? Os grandes temas existenciais não têm uma resposta óbvia, porque cada pessoa é uma história e um conjunto de circunstâncias. Acontecem-nos diariamente coisas que nos fazem repensar as nossas opções, momentos de confirmação e outros em que as nossas certezas mais profundas ficam abaladas.

A plenitude interior é uma questão de integração e unificação de todas as dimensões da nossa Vida. Corremos o risco de dividirmos a existência em vários sectores. O que mais nos desgasta é verificarmos que há campos na nossa Vida onde conseguimos fazer progressos e outros que parece que não saímos do mesmo. Ao mesmo tempo, vivemos muito dependentes dos factores externos, ou seja, o que acontece fora de nós, o que pensam e dizem de nós condiciona-nos de tal maneira que fazemos determinadas opções só porque é suposto, ou porque todos fazem assim, ou porque não faço mal a ninguém se fizer determinada coisa.

O grande segredo está em encontrarmos um espaço de verdade que seja o início e o fim da nossa existência. Estou plenamente convencido que as coisas mais importantes da vida se resumem a muito pouco. É uma espécie de luz interior que ilumina tudo, que faz olhar para tudo o que sou e o que me acontece com o olhar correcto. Chega uma altura em que percebemos na nossa Vida que o essencial é uma palavra só nossa, algo que não nos pode ser tirado e que nos desafia constantemente.

Não há experiência mais profunda no ser humano do que aquela de ser amado. Só o sentir-se amado transforma, faz perdoar-me a mim mesmo, aceitar o que sou, querer ser o que sou. As comparações e as utopias fazem-nos, muitas vezes, olhar na direcção errada. Se o desejo comanda a Vida, então que esse desejo seja movido pelo amor a mim mesmo, com uma transparência e simplicidade que me faça dizer sem complexos: esta é a minha perfeição. Uma conquista de todos os dias, mas esta é a minha conquista.

O amor a si mesmo é tudo menos egoísta, porque é uma visão realista das próprias falhas, mas sobretudo um olhar simples e humilde sobre aquilo que sou. A humildade é reconhecer a nossa bondade e ficarmos extremamente felizes por isso. Mais uma vez, encontra-se no fundo desta dinâmica o amor, e o sentir-se amado.

Para quem acredita, é um passo fundamental dar este salto: acreditar que Deus me ama sempre, acredita sempre em mim, não desiste. Ter alguém que sempre apoia o meu desejo de perfeição é a base de todo o movimento em direcção à plenitude.

Sentindo-se amado, e reconhecido como se é, torna a pessoa mais autêntica no modo de estar perante o mundo e os outros. Move-a o desejo de simplesmente ser, fazer crescer o bem, ser radicalmente optimista, porque nada está perdido, mesmo que o pareça. Deste modo, aquele que é amado ama como a expressão mais própria da Vida. Tudo o que sente e faz se confronta com o desejo que a Vida e os outros se sintam amados como eu me sinto amado.

Por ser tão simpels este caminho, é difícil percorrê-lo, porque pensamos que as coisas importantes precisam de enciclopédias para serem explicadas. Quando pensamos e classificamos demasiado, estamos a estragar tudo. Como quando amamos alguém, não o conseguimos explicar, simplesmente é assim.

Quando vivemos em plenitude, tudo é uma oportunidade grande, desejamos afastar as coisas menos boas de nós, e desejamos só que tudo seja bonito... é o único caminho que verdadeiramente interessa.


04 maio 2007

Um mar para me perder

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Sentia-se completo. Que me faz falta? Um sopro de uma brisa leve, que me leve para longe e ao mesmo tempo para tão perto de mim mesmo.

Confundem-se os abraços do passado, com aqueles da alma. Um lugar aquecido pela vontade de ter um futuro feliz. E contemplar a força de todas as suas possibilidades. Aquelas que se transformam em amor dos pequenos gestos e na decisão de superar todos os limites.

A consolação é um mar onde se convida a deixar-se perder. Medos? Alguns... são os que fazem continuar a acreditar. Braços abertos ao mundo num por do sol, depois de um dia de chuva.

Um sentido escondido, eterno... e a vontade de o partilhar sem fim. Um tesouro frágil, mas brilhante, bonito como a luz da alma.

Gente perdida.wma

23 abril 2007

Não retorno

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Há momentos em que não se pode esperar, nem fazer alongar o tempo. Em que a Vida continua a partir de uma viagem, para outros sítios, longe de lugares de sempre.

Um abraço de despedida, um beijo que não ficou completo...

Muitas vezes, as partidas levam-nos para longe, por opções nossas, e outras pelas coisas da Vida. Um caminho que se sabe que continua, porque sempre se decidiu a não ficar parado em desejos que talvez um dia possa vir a realizar.

A plenitude traz consigo aquela carícia antes de começar a andar e não se olha para trás. Passei por momentos assim, em que fui eu que parti, e deixei ficar, ou outros que partiram e era a minha vez de regressar a uma casa mais vazia.

E isso faz-me pensar no quanto se é incompleto quando se perde algo ou alguém. E quanto se pode ser ainda mais incompleto, quando não se tem a coragem de assumir o que se perdeu. Porque... será que se perde alguma vez o que se teve desde sempre?

09 fevereiro 2007

Por fim

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Não há nada mais cativante que um coração cheio. Conhecer pessoas com um coração completamente entregue, que não são capazes de ser donas de si mesmas.

É um Mistério do encontro entre o Vazio de Si e o Cheio para os Outros e para Deus. E como um Vazio preenchido de tudo o que não é o Próprio é que traz a alegria mais realizada. Vê-se nos olhos...

Os limites das preocupações legítimas são o que tira espaço àquilo que é o mais essencial num coração que quer só ser entregue. E o que me faz pensar é que todos, mesmo aqueles que têm o coração vazio de Si e cheio de Deus, têm preocupações.

Num coração cheio de Deus não se regateiam espaços, porque é fonte de paz e luz para todos, inclusive e, se calhar, sobretudo, para o próprio. O segredo é uma natural capacidade de fazer nascer do que se é, não de tirar o melhor que se tem.

29 setembro 2006

Havia lume aceso e um lugar para mim

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Regressei. Voltei verdadeiramente.

Como quando se sai de casa com a mochila às costas cheio de nada, mas com o pressentimento de Tudo. Caminhando por entre memórias e factos passados, de grandes desejos presentes e de um futuro mais certo que nunca.

Porque nunca se poderá evitar o nosso futuro. O "para onde" os nossos passos se dirigem, quer queiramos que não.

E é nesta luz difusa que se escrevem memórias do futuro, em que o Sonho se faz Vida, em que nos tornamos tão presentes no mais autêntico de nós. E é verdadeiramente impossível deixarmo-nos ficar parados quando esta luz nos traz de novo a casa.

E foi experimentar o click comigo mesmo. Voltar a casa, entrar no meu quarto e ve-lo iluminado, limpo, arrumado, pronto para chegar e pronto para partir.

Uma experiencia de Exercícios Espirituais é deixar-se ser conduzido até ao extremo do impossível. E, subitamente, dar-se conta que todos os nossos medos são as nossas coragens e que todas as nossas tristezas são a maior fonte de alegria. Porque Alguém morre para dar vida, porque se identifica com a Humanidade para verdadeiramente Viver com ela para sempre. E disso, repito, nunca estaremos livres.

Só nos resta aceitar e agradecer, por tudo ser assim... tão pleno...
 

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