Mostrar mensagens com a etiqueta liberdade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta liberdade. Mostrar todas as mensagens

11 abril 2010

Outro olhar

8comentários

A vida faz-se de encontros. De facto, somos muito pouco quando estamos sós, não nascemos para a solidão. Aliás, é das coisas que mais nos assusta. As pessoas passam na nossa vida e constroem ali o seu lugar. Depois, passa o tempo e partimos para novas paisagens. É muito bonito perceber como aquilo que se construiu em relações positivas não se perde, somos também as nossas relações.

Nas relações existe um espaço de comunhão e intimidade que revela quem nós somos. A verdade necessita de um campo de manifestação, feito de confiança e abertura. Ser aquilo que se é constitui uma surpresa e um desafio. Aceitamos o outro, acolhemos, passamos a gostar e a amar. O que é defeito torna-se oportunidade de crescimento, muitas vezes através de diálogos que custam. Mas ninguém é amigo se ao menos uma vez não se tiver zangado. 

São passos que descobrem pessoas como são, com luzes e sombras. É bonito o mundo humano, um fascínio que nos ajuda a ser nós próprios. É preciso ser muito livre para ser amigo.

22 novembro 2009

Passos em volta

5comentários
Hoje acordei com esta música. E encontrei este vídeo que a acompanha. A liberdade é um voo de confiança e que torna o mundo imensamente grande e bonito. Somos capazes de coisas tão eternas... leveza e beleza.

Bom domingo! =)


13 novembro 2009

Além do desconhecido

7comentários


O horizonte fascina-me. Não há nenhum lugar que mais me impressione interiormente que a planície. É um lugar ao mesmo tempo desértico e completo, com uma energia pacífica que consola e faz viajar além do que se vê. A montanha traz curiosidade, faz perguntar o que estará depois dela. A planície, pelo contrário mostra o conhecido, mas é um horizonte imenso que se vê, mas não acaba.

O caminho por entre a planície é uma metáfora de uma vida que sempre procurou alargar os próprios horizontes. Por entre poucas novidades, mas na confiança de que cada passo acrescenta um olhar novo ao que se conhece. E é tão importante ver quanto caminhar, são pequenas certezas construídas e nunca acabadas.

Não ser perfeito desgasta quem se arrasta incoerentemente por um  caminho que é obrigatório fazer. Aquilo que conhecemos não é suficiente para ficarmos instalados sem querer saber coisas novas. Um excesso de conhecimento é uma fantasia, fala apenas da parte mais pequena da vida. É o desconhecido além do horizonte que motiva o caminho livre e desprendido. Se formos capazes de alguma perfeição, então o grande sinal está na vontade com que ultrapassamos os próprios limites. E acredito que nisto somos perfeitos.

19 outubro 2009

Viver com paixão

2comentários


A paixão é violenta, arrebata, arrasta-nos para o que se ama. Nunca tive bem claro se isso é bom ou é mau. Quem está apaixonado normalmente é feliz. Talvez seja a falta de discernimento que faz tomar decisões precipitadas mas, em si mesmo, a paixão é algo positivo.

Paixão também implica sofrimento, vem de passio, em latim, sofrimento. E temos disso experiência, não vale a pena alongar-me nisto.

O que é interessante é que quem está apaixonado por alguém, não olha o outro como algo a possuir, é um dom, uma alegria e uma surpresa. Alargando o olhar, estar apaixonado pela Vida não é exigir dela as coisas que quero, como minha propriedade, mas sim aceitá-la como dom, alegria e surpresa.

Quando se possui o que se ama, perde-se o amor e a novidade. Quando queremos que a Vida seja o que nós queremos ficamos aquém da fronteira da novidade, as coisas entristecem-nos e perdemos a paixão. Viver com paixão é um dom enorme, e um desafio constante à entrega e à liberdade.

05 maio 2009

Livre

4comentários

Hoje choveu e fez trovoada em Roma, depois de uma manhã de sol e agora está o céu completamente azul e uma luz brilhante e dourada. Fascinam-me as cores desta Cidade. Isto acontece muitas vezes e quando chove assim, fico contente à espera do momento em que tudo termina e o ar fica leve e luminoso. ;)

Por vezes, estamos demasiado centrados num presente que nos obriga a estar protegidos do futuro, com medo de arriscar, de dar passos maiores, de ousar uma felicidade diferente. No fim de tudo, ser livre.

Vamos fazendo tantas conquistas sem nunca estarmos satisfeitos, faz parte de nós andar para a frente e para trás, oscilar entre sonhos e preguiças. O medo existe e o desconforto que causa é muito real. Acredito que um medo chuvoso é uma oportunidade para ter coragem e ser livre, deixar brilhar aquilo que sabemos que somos e não nos deixarmos ficar pequenos em coisas que não vale mesmo a pena preocuparmo-nos.

23 abril 2009

Despojamento

4comentários

(Sugestão de Catarina)

Regresso aos temas que me vão sugerindo, estes últimos dias ainda não tinha tido tempo para reflectir um bocado sobre eles, e hoje escrevo sobre o despojamento, que pessoalmente é um tema que me questiona muito!

A primeira imagem que me veio foi sobre ouvir histórias de jesuítas de antigamente que, quando iam para a teologia, que se fazia também no estrangeiro, levavam com eles apenas uma mala de mão com tudo o que precisavam. Também é verdade que na altura se usava a batina e bastava uma para vestir enquanto a outra estava a lavar =). Mas quando vim para Roma mandei por transporte nove volumes de coisas... e que é muito, talvez exagerado, vendo colegas meus que chegavam com duas malas, já que vinham de longe. E cada vez que vou de férias, é uma dificuldade enorme gerir os 20 kg de peso a que tenho direito! Sempre me pergunto nessas alturas porque preciso de tantas coisas?

A vida de hoje, estou convencido que nos obriga a ter muitas coisas: computador, roupa para diversas ocasiões, livros, objectos que nos fazem falta, para além daqueles que levamos connosco para todo o lado. Creio sempre que o grande desafio está no modo como nos relacionamos com as coisas, sobretudo como a falta de determinada coisa pode perturbar a minha paz interior. Tudo o que é perturbação interior é sinal de falta de liberdade. Talvez esse seja o critério que me pode ajudar a ter mais claro o que é essencial e o que é acessório. Se tenho medo de perder algo, é porque, de certo modo, a minha felicidade não está a passar pelo caminho melhor.

Tenho o hábito de fazer peregrinações, porque me ensinam muito sobre a Vida. A recomendação que se faz para quem caminha vários dias com a mochila às costas é: levar 10% do próprio peso. Tudo aquilo que for a mais, durante o caminho vai ser um fardo cada vez mais difícil de levar. E é bem verdade! Por duas vezes levei peso a mais e reparei que, no fim, levei coisas que não cheguei a usar e paguei um maior cansaço por isso. Aprendi que aquilo que é a mais não me ajuda a caminhar, distrai-me, torna-me mais lento, fico menos livre para olhar o que está à minha volta sem me estar a lamentar.

É por isso que o despojamento é algo irresistível para uma vida de maior qualidade. E despojamento pode não ter um significado de austeridade ou privação voluntarística. É uma questão de ir percebendo que uma vida mais simples me deixa mais espaço para a alegria e para estar comigo e com os outros de uma forma mais luminosa. Faz-nos menos calculistas. Mais agradecidos.

O despojamento material e psicológico estão ligados. Talvez seja mais fácil ter noção daquilo que posso ou não posso ter, o que ajuda à minha sobrevivência, ao meu trabalho,à minha cultura e ao meu divertimento. Mas acredito que fazer o exercício de um dia deixar de ter algo, ou não comprar alguma coisa, ou então dar a quem precise, mesmo que doa cá dentro, isto prepara o coração para uma atitude mais aberta e livre. Se me habituar a perceber nas coisas materiais que o essencial chega para aquilo que preciso, também irei perceber que a Vida tem outro sentido e outra alegria se for mais simples, mais directa, sem tantas distracções.

Isso também vale para o despojamento no modo de nos relacionarmos com os outros. Se não calcular propostas e respostas, se for eu próprio no modo como me dou, talvez me exponha mais, mas sou mais transparente. É tão bom não sermos pessoas complicadas!

05 fevereiro 2009

Dependência

8comentários


(sugestão de m)

A liberdade nas relações é daqueles temas que mais mexe comigo. Precisar de alguém, querer muito bem a uma pessoa é algo tão natural nas relações que são importantes na nossa Vida. De certa maneira, é o modo espontâneo de dar aquilo que se recebeu. E assim, preocupamo-nos, cuidamos, perdoamos, conhecemo-nos e admiramo-nos naquilo que somos.


O que está na base de uma relação deste tipo é o amor, nas suas diversas formas. O amor é comunicação e gratuidade, damos o que somos e temos por causa do outro, para o fazer feliz. Contudo, há um mecanismo muito escondido em nós que procura receber algo em troca do que dá. Esse mecanismo existe e é importante que sejamos conscientes dele e da forma como pode agir. Sempre que uma relação começa a ter como referência o eu e não o outro, podem surgir problemas.


Começamos a cobrar, a desconfiar, a querer mais atenção, a fazer jogos de silêncios... Obrigando o outro a ter-me no centro do seu mundo. O critério que me pode fazer pensar sobre a liberdade em determinada relação é o que sinto quando penso nela: se confiança, alegria, estima, ou tensão, medo e angústia. Se as últimas coisas acontecem, é porque não estou livre e estou mais preocupado comigo. E isso não é bom.


É possível dar-se com limites? Depende dos limites que são, cada relação é uma história única. Mas quando faz sentido, o dar-se sem limites tem a cor da confiança absoluta e da abertura para falar sem medo. Se não, podemos começar a fazer violência, que é a outra face do amor, como há dias escrevi numa outra reflexão.


04 fevereiro 2009

Relações humanas

5comentários



(sugestão da sarita)

Nas minhas experiências de amizade, tenho descoberto algo que me fascina sempre mais. Cada pessoa é uma paisagem completamente nova. E completamente diferente. Conheço melhor quem sou quando me dou conta das diferenças: que os outros pensam, são e fazem de outra maneira. Aprendo com isso muitas formas novas de estar na Vida.

Há relações humanas que fazem parte da nossa vida, que não pudemos escolher, a nossa família, colegas de escola e de trabalho. Mas nem todas estas relações poderão vir a ser significativas para mim. Há um passo inicial que começa com uma conversa, uma sintonia, uma coincidência. Se algumas relações não as posso escolher, outras tenho a impressão de ter sido escolhido por elas. As relações significativas são aquelas de amizade ou de estar apaixonado, e isso percebe-se quando o meu dia é marcado por uma intenção, de me lembrar de alguém muitas vezes, ou de ter uma pessoa como critério das minhas escolhas, mesmo as mais pequenas. Estas relações acabam por fazer parte de mim, de uma forma que não posso iludir.

É aqui que surgem duas perguntas. Quem és para mim? Quem sou para ti? E a resposta pode ser juntar paisagens tão diferentes e fazer um mundo cheio de novas cores: mar e montanha, deserto e oásis, planície e cidade. Onde há partilha, alegria, crescimento, perdão, compreensão. Onde um não deixa de ser quem é, mas busca continuamente espaço para o outro construir a sua casa.

Mas outra resposta poderia ser uma só paisagem, onde não houvesse diferenças, ou um bosque onde não soprasse o vento, e o pólen não pode fecundar as plantas: Um peixe no oceano, uma árvore num jardim, um quarto numa casa. Onde o outro estivesse num espaço que eu tivesse já determinado, e do qual ele não poderia sair. Ou vice-versa.

A primeira resposta é liberdade, a segunda é dependência. A amizade e o amor perdem a força se são demasiado apertados entre abraços que não deixam brilhar a força e a beleza. E com isso, podemos acabar por perder tudo.



PS: No site essejota, foram já publicados duas reflexões sobre relações humanas, que gostei muito. Podem ver aqui e aqui. =)

03 dezembro 2008

Sintonias

4comentários



Temos muitos tipos de relação. Aquela que cada vez acho mais desafiadora é a amizade. Há amizades que surgem com o passar do tempo, por se viver no mesmo sítio, ou fazer a mesma coisa durante um certo tempo. Uma sintonia que vai sendo construída. Há, porém, outras amizades que temos a sensação que surgem porque tinham mesmo que surgir. Por vezes tenho a sensação que as amizades mais profundas não nascem de uma escolha pessoal, de querer à força ser amigo e próximo, mas de um ser escolhido.

O que me faz acreditar na possibilidade de amar com liberdade é o facto de a vida nos escolher para viver partilhas e sintonias com outra pessoa que entra na nossa vida sem que estivéssemos à espera. E assim, começa a existir um mundo de confiança, de antecipações, de surpresas, de acolhimentos. Um mundo que não poderá mais deixar de existir.

Um espaço de abrigo e um lugar de verdade, onde não mostro aquilo que deveria ser -o que penso que deveria ser - mas sim onde sou aquilo que sou. E é porque este mundo me escolheu, é que posso ser perfeito nele. Só aquilo que nos cativa, de facto, nos pode tranformar.

16 outubro 2008

Na amizade

1 comentários


O que pode definir a amizade? Aquilo que vejo na minha história são acasos e surpresas, nascem sintonias, que não aparecem à força. É-se amigo porque sim, às vezes de pessoas com mais defeitos do que qualidades. Talvez porque se vê mais facilmente o outro lado do defeito. Porque se gosta de alguém, há compaixão.

Já seria outra coisa falar de verdade. O outro lado dos defeitos de alguém é uma promessa e um acreditar na bondade já vista e conhecida. Implica dizer o que custa dizer normalmente. Seria outra coisa falar de verdade, mas assim não há amizade.

E já seria outra coisa falar de liberdade. Somos responsáveis para sempre por aquilo que cativámos, diz Saint'Exupery. Se cativei, fui cativado, estou ligado para sempre com um compromisso. Mas este compromisso tem a mesma cor da liberdade, que consola e magoa com a mesma força. Quando não são essenciais presenças constantes.... aquilo que se diz que o tempo e a distância não apaga... A única coisa que no fundo, apaga a amizade é o não cuidar dela. E isso vai muito além das pequenas intenções, são espaços próprios da alma, aquela flor para aquela parte do jardim.

19 junho 2008

Se é bom perder?

5comentários


Estranhamente, não estou muito triste nem desiludido com a derrota de Portugal no Europeu. Até do futebol se aprende, ainda por cima gostando muito =)

Estas coisas de expectativas não realizadas acontecem em nós de forma que, na maioria das vezes, não podemos controlar. Como tudo, o risco e a surpresa traz boas e más consequências. O que importa é poder lidar com tudo com liberdade, no bem e no mal.

Porque até no bem precisamos ser livres, para aceitar e agradecer, e para não ficarmos parados só porque tudo nos corre bem - nos estudos é uma das minhas maiores tentações. Mas se algo corre menos bem, a liberdade é maior para poder aguentar contrariedades. Crescemos tanto com dias e momentos "não". É um desafio enorme àquilo que é a nossa maior capacidade: conseguir ir além do óbvio.

23 abril 2008

A Verdade liberta

1 comentários


O óbvio está sempre diante dos nossos olhos e muitas vezes não o vemos. Como quando procuramos algo, que afinal está ali em cima da mesa e viramos as coisas do avesso, até que acabamos por nos rir com a nossa distracção.

A nossa verdade diz respeito àquilo que temos hoje e agora, não a ideais futuros, nem a coisas que passadas às quais continuamos a dar uma importância excessiva. Se vivemos entre sonhos e memórias, não podemos deixar de perceber que o que existe agora é o mais concreto que temos entre mãos. Que podia ser muito diferente e melhor, mas é o que temos.

Ao saber o que tenho, posso tomar tudo como um papel onde desenho, ou uma pauta onde escrevo música. Não posso desenhar no vento nem esculpir em pedras enterradas. E a liberdade nasce de um acarinhar as oportunidades presentes e fazê-las os meus caminhos possíveis de liberdade.

07 março 2008

Entre o ter e o deixar

1 comentários

Quando tenho a oportunidade de poder rever a minha Vida, e descobrir os pontos significativos, dou-me conta que vamos vivendo sempre num jogo de liberdades. Talvez a característica maior daquilo que procuro são os desafios constantes de dar e esperar receber. E de dar sem esperar receber.

Encontro muitas vezes a complexidade do bem que fazemos na nossa Vida e como isso nos constrói, porque marcámos caminhos nossos e dos outros. E é tão frequente que, depois de determinadas decisões, nascidas de momentos eternos, já não se pode voltar atrás, nem apagar do mapa das nossas referências.

Há dias de liberdade plena, ou um sussurro de dizer que basta um único amor, que nunca deixou de existir desde o dia em que se pôs pela primeira vez o sol. A liberdade maior é desprendida, faz com que o ter tenha a marca do deixar... e caminhar com pouco peso, um coração aberto ao vento e ao mar.

21 fevereiro 2008

A caminho da liberdade

3comentários


A liberdade está em relação com a humildade. O nosso tempo é muito dividido, não só entre coisas agradáveis e desagradáveis, mas também dividido nas suas intenções e motivações.

A humildade faz cair na conta de que somos sempre a mesma pessoa que faz muitas coisas diferentes. E acabamos por construir coisas válidas e preciosas, que pomos como bandeiras no cimo dos nossos castelos. E também é preciso que seja assim, nós, os outros e o mundo ganham tanto com isso.

Mas o tempo que se repete sempre é o mesmo que me vê em todas as coisas. Como se nos horizontes do meu tempo houvesse um limite e, para além dele o infinito. O tempo que sou mais profundamente leva-me a ir para onde não sou capaz de programar. A liberdade está em situar-me neste tempo que é o de Deus, que não está no futuro, mas está no meu presente impossível de imaginar. E a humildade faz-me sair do centro do meu tempo, para saber que a importância vital dos gestos da alma é tão eterna quanto presente no mais íntimo meu.

13 novembro 2007

Por enquanto

1 comentários

As coisas que nos acontecem ou estão para acontecer vivem-se de acordo com as nossas expectativas. Tudo é importante, os momentos de glória e encontro, e os espaços vazios. Tudo serve para crescer e dar frutos.

É consolador encontrarmo-nos nas nossas raízes, ver que alcançamos os nossos projectos possíveis e somos capazes de amar sempre. Liberdade... é tudo tão óbvio quando vivemos dentro desta Presença que está ali, tão real, que explica os meus mundos e abraça os meus laços.

Nem tudo é perfeito... há sempre que ser melhor. Mas percebo a minha música, não tenho medo de a fazer soar até ao fim. Para quem a quiser ouvir e perceber que há sentido nos gestos entregues, em cada dia.

21 julho 2007

Toques de reencontros

3comentários

O tempo de férias é altura de reencontros. Tem sido uma palavra chave dos meus dias. Experimento as raizes nas quais cresci e os frutos que fui fazendo da Vida.

O que é mais especial é esta experiência de liberdade, a saber ter passado e ter feito qualquer coisa. Às vezes perceber o quanto deixei que se fosse fazendo...

Há uma novidade escondida nos encontros. Por vezes, as recordações fazem apenas ficar numa espécie de nostalgia feliz, por vezes magoada. Acredito ser uma oportunidade de ficar feliz por tudo ter acontecido. Uma questão de sentido profundo, uma expressão de confiança agradecida.

Tudo vive por ser assim tão belo....

24 junho 2007

Se houver qualquer coisa

1 comentários

Há dias em que se acorda consciente das coisas bonitas. Em que apetece passear em campos conhecidos, aqueles que nos trouxeram certezas em dias importantes.

Visitar o passado é descobrir um caminho que se fez e tomar asas que nos fizeram em tempos voar para onde se está agora. O que é mais bonito no passado, são os tempos de consolação, a que fica... mesmo depois de hora difíceis. Porque, um dia, sempre acabamos por nos consolar.

O passado joga-se em memórias e liberdade. Há coisas que fizeram parte de nós, sem as quais não somos o que somos hoje. Mas se houver qualquer coisa definitivamente importante lá atrás, nunca nos chama para que olhemos para trás das costas. É a primeira a empurrar-nos para a frente.

São lugares guardados, os melhores pontos de partida. Se houver qualquer coisa que fale da liberdade entregue e feliz, são estes momentos, situações e pessoas. Uma verdadeira amizade.

14 junho 2007

...

6comentários

A experiência mais radical do Amor tem duas margens:

A Verdade, que me leva à Coerência

A Liberdade, que me leva à Paz.


É isto, não é? Talvez devesse repetir isto várias vezes ao dia... =)

26 maio 2007

Paz e Liberdade

1 comentários

Há dias, numa aula, o professor disse e explicou uma expressão que me acordou por dentro.

"A Paz é a verificação do princípio da Liberdade".

Para ser livre, não é preciso fazer disso uma obsessão. Há passos que se dão, mais ou menos difíceis, para deixar as coisas que sabemos que não têm a ver com o projecto que queremos. Mas este caminho joga-se mais na confiança e na esperança, do que no ser livre à força. Talvez por querer atingir metas, sem antes cuidar os espaços para receber um novo por do sol, na paisagem melhor que tenho.

À medida que me vou fazendo livre, perco medos... sinto paz. E, de facto, o que mais me indica que estou no caminho certo, é a paz que sinto quando penso naquilo que deixei, e a paz que sinto quando espero o que me está prometido.

26 abril 2007

Salvação

1 comentários

O caminho da liberdade é exigente. Esta manhã, ao abrir a caixa de correio, dei com um mail com fotografias e a história de uma vida difícil. Com a qual tenho tido algum contacto, mas vejo agora que muito menos do que acho que me seria pedido... por várias razões, mas não é isso que interessa.

Fiquei triste, sim, sem perceber, sem conseguir sequer fazer muitas perguntas. Porque não sei dar as respostas. Perante o sofrimento dos outros, encontro sintonia, vontade de ajudar e consolar, sair de mim. Porque esta história, em particular, é incrivelmente bonita.

Mas é este sair de mim, quase espontâneo, que me fez cair na conta de duas coisas: No dom que é ter a vida que tenho. No quanto sou pequeno nos meus problemas. Seria tão mais livre se aprendesse a olhar para além da comodidade da minha janela e não ter medo de me implicar no sofrimento do mundo.

Porque sinto o peso de coisas menos boas minhas, serei capaz de maior liberdade se as viver como caminhos de salvação, minha e dos outros.
 

Cidade Eterna © 2010

Blogger Templates by Splashy Templates