21 fevereiro 2008

A caminho da liberdade



A liberdade está em relação com a humildade. O nosso tempo é muito dividido, não só entre coisas agradáveis e desagradáveis, mas também dividido nas suas intenções e motivações.

A humildade faz cair na conta de que somos sempre a mesma pessoa que faz muitas coisas diferentes. E acabamos por construir coisas válidas e preciosas, que pomos como bandeiras no cimo dos nossos castelos. E também é preciso que seja assim, nós, os outros e o mundo ganham tanto com isso.

Mas o tempo que se repete sempre é o mesmo que me vê em todas as coisas. Como se nos horizontes do meu tempo houvesse um limite e, para além dele o infinito. O tempo que sou mais profundamente leva-me a ir para onde não sou capaz de programar. A liberdade está em situar-me neste tempo que é o de Deus, que não está no futuro, mas está no meu presente impossível de imaginar. E a humildade faz-me sair do centro do meu tempo, para saber que a importância vital dos gestos da alma é tão eterna quanto presente no mais íntimo meu.

3 comentários:

Anónimo disse...

“A liberdade está em situar-me neste tempo que é o de Deus, que não está no futuro, mas está no meu presente impossível de imaginar.”
Impossível de imaginar, quando o Senhor do Tempo, Eterno, Sempre, entra na história do Homem, do homem, e se faz companheiro na liberdade oferecida, mostrando-se e saindo ao encontro de mim, que o desejo, embora reduzido e amado na minha fraqueza?!
Abel

An@ disse...

É mesmo bom sermos capazes de ser apenas uma pessoa mas com gestos e coisas a fazer...tão diferentes :)

*beijinho bem grande, Tó :)

*saudades*

Teresa disse...

Passar por aqui é sempre um encanto e inspiração para os nossos dias. Todos ganhamos com os teus gestos da alma.
Um abraço fraterno da Té

 

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