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09 novembro 2009

A tranquilidade

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As agitações são tempos incómodos, é como se a poeira estivesse levantada e nos impedisse de olhar para os detalhes. Envolvidos numa nuvem que não conhecemos, que é prevista e imprevisível. Sempre me perguntei o porquê de nestas situações encontrarmos força para fazer caminho, seja aquele que for. E fui-me dando conta que não foram boas decisões.

Não é preciso assustarmo-nos com o que sentimos, quando o mundo se nos apresenta de forma confusa e os acontecimentos são avassaladores, sem tempo de os termos na mão e levarmos pacientemente connosco.

A sabedoria passa por uma ausência de decisões imediatas, ou as nossas precipitações, e deixa-nos num espaço paradoxal de saborear a própria confusão. E é bom que assim seja. Estou cada vez mais convencido que o nosso presente, claro ou confuso é um dom. Uma nuvem que não nos deixa ver claro é a oportunidade de nos sentarmos, escutarmos. De trazer ao hoje a alegria de cada momento da nossa Vida.


20 outubro 2008

A tranquilidade

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A tranquilidade não é a ausência de problemas... de outro modo, estaríamos grande parte da vida sempre inquietos. A tranquilidade também não está associada à dimensão do problema, porque diante do mesmo obstáculo, alguns desesperam por verem uma montanha, outros vêem um pequeno muro. A tranquilidade também não está ligada a fases de altos ou baixos da existência ou do que acontece à nossa volta, seria mais ou menos o assumir que somos levados por uma espécie de destino que não nos perguntou antes se queríamos ou não que acontecesse determinada coisa.

A tranquilidade é uma consequência. É o que vem a seguir a um passo começado e decidido. O que mais nos pode tirar a paz é o facto de olharmos mil vezes a toda a velocidade à nossa volta, para ver se apanhamos o mundo todo... quando afinal, já fomos levados neste vento de pressas e desassossego. É saber voar sem saber para onde ir, mas saber que se voa porque se quer.

Aí, não há número, nem dimensão, nem acasos de problemas. É a Vida que temos entre mãos e escolhemos amar como ela acontece, porque se decidiu assim.

09 maio 2008

Papéis soltos

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Há alturas em que temos em cima da mesa uma confusão de papéis e livros abertos, entre garrafas de água e listas com o que há para fazer. Sem poder decidir o que é mais urgente e quase na impossibilidade de calcular o tempo necessário para cada coisa.

Se pudesse encontrar um ritmo de fundo que seja marcado pela respiração e pela paz, de quem faz as coisas certas no momento certo, que abraça o relógio sem estar dependente da velocidade a que passa. Podemos sempre cuidar muito melhor de nós, sendo, em tudo, aquilo que podemos ser de modo completo.

E este espaço nasce da capacidade de levar a solidão como boa companhia, onde estejamos nós e a verdade de Deus, porque se estivermos divididos em pequenas partes pelo nosso mundo, estendemo-nos em fragmentos pesados que nos fazem andar devagar e de olhos no chão.

02 maio 2008

O esforço e a delicadeza

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Tenho aprendido nas metas que faço na minha vida, a respeitar os ritmos meus e dos outros, sem deixar de ser exigente com aquilo que deve mesmo mudar. Às vezes precisamos de uma paciência quase infinita, normalmente connosco próprios, já que lidamos continuamente com os nossos altos e baixos.

Podemos cultivar uma sensibilidade de fundo à nossa harmonia, que pretende ser completa e que nunca o está... para isso são importantes as decisões. As possíveis e as que levem sobretudo a gestos maiores, que nos espantem daquilo que somos capazes de fazer quando saímos de nós e fazemos o bem.

Equilíbrio, serenidade, ousadia... seriam aquilo que trazemos cada dia à luz do sol, que ajuda a arrumar a casa, a sermos nós próprios dentro dos nossos muros e a sermos dos outros nos nossos passos.

03 abril 2008

Em busca de paz

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A paz dentro do coração não é um caminho linear. Sobretudo porque não se chega lá através de um esquecimento ingénuo dos pesos da nossa história. Há uma dimensão de luta corajosa diante de muralhas que se erguem em nós, e às quais vamos tentando escapar, andando às voltas para evitar encontros óbvios.

Um coração marcado por um desejo de paz não tem medo da verdade, de se pôr diante de tudo com vontade de ficar esclarecido, para chamar pelo nome as coisas que são ridículas e as coisas que são importantes.

A paz ajuda a decorar a casa com cores e flores bonitas e a atirar pela janela sombras que se desfazem com a luz do sol. E é admiravelmente eficaz em fazer isso. Depois, abre-se a porta, escancarada, sorri, respira fundo e caminha com passos plenos.

19 novembro 2007

Serenidade

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É importante não deixar perder a cor fundamental. O pano de fundo da Vida, onde cada dia desenho o que acontece e trabalho com os sentimentos.
Um dia de sol e frio traz oportunidade de estar sentado a enriquecer a imaginação. Trazendo pedaços do passado e transformá-los em desejos presentes.

A serenidade não se assusta com o que acontece, mesmo que doa. Os desafios do dia a dia às vezes são extremamente bloqueadores. E custa pensar que a Vida não é só esta cor. De repente, mergulham-se todos os pincéis na mesma cor escura.

E é nesta altura que nasce o desejo de trazer cores novas e misturar o que acontece com aquilo que há-de vir. E o quadro é tão mais completo....
 

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