As agitações são tempos incómodos, é como se a poeira estivesse levantada e nos impedisse de olhar para os detalhes. Envolvidos numa nuvem que não conhecemos, que é prevista e imprevisível. Sempre me perguntei o porquê de nestas situações encontrarmos força para fazer caminho, seja aquele que for. E fui-me dando conta que não foram boas decisões.
Não é preciso assustarmo-nos com o que sentimos, quando o mundo se nos apresenta de forma confusa e os acontecimentos são avassaladores, sem tempo de os termos na mão e levarmos pacientemente connosco.
A sabedoria passa por uma ausência de decisões imediatas, ou as nossas precipitações, e deixa-nos num espaço paradoxal de saborear a própria confusão. E é bom que assim seja. Estou cada vez mais convencido que o nosso presente, claro ou confuso é um dom. Uma nuvem que não nos deixa ver claro é a oportunidade de nos sentarmos, escutarmos. De trazer ao hoje a alegria de cada momento da nossa Vida.





