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19 outubro 2010

Saber estar

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Muitas vezes acabamos por nos perguntar, no fim de termos estado com alguém, ou termos lidado com alguma situação mais complicada, se estivemos à altura, se a nossa presença e a nossa acção teve resultados positivos. Também corremos claramente o risco de fazer tudo para que ficássemos por cima, que as coisas se tivessem resolvido a nosso favor, que tivéssemos ganho a batalha.

É muito importante aprendermos com as nossas atitudes e criar disposições para os momentos em que somos postos à prova nas paciências e na superação de conflitos.

Muitas vezes, uma aparente derrota numa luta de argumentos significa criar espaço para a possibilidade de reconciliação e entendimento. Ou uma aparente derrota significa, no fundo, uma vitória do bom senso e do desejo de bem.

O bem das nossas acções e o bom fruto delas nasce de um discernimento capaz de avaliar as boas consequências do nosso modo de estar. Estar na vida e diante dos outros de um modo pre-disposto à amizade muda muito as coisas.

03 novembro 2009

Disposições

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Os nossos pontos de partida em relação ao futuro têm para trás histórias longas, por vezes pouco conhecidas por nós mesmos. Daí que seja fácil que sintamos medo ou confiança diante de um desafio, dependendo de como fomos capazes de ler o que foi acontecendo.

As nossas disposições abrem-nos ou fecham-nos a determinadas opções de acordo com o modo como lidamos com a nossa história. Daí podem nascer preconceitos ou falsas seguranças que não nos deixam confiar. Noutras alturas, um caminho feito bastante às claras ajuda-nos a encarar o futuro com outra consciência, muito mais realizada e feliz.

Um horizonte é um reflexo do nosso olhar, é tão grande como o quisermos contemplar. Ao ficar fechados, perdemos oportunidades de ir mais longe, tanto quanto nem possamos imaginar. Ficamos maiores. Iluminar sem medo a própria Vida é um meio de caminhar luminosamente no futuro. É um desafio, pode ser exigente, mas é muito autêntico.


08 outubro 2009

Mudar o coração

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Esta noite passei por uma zona mais fora do centro da cidade, por detrás da estação principal dos comboios. Não sabia que ali se encontrava a cantina da Caritas e viam-se muitas pessoas por lá. O que mais me impressionou foi a quantidade de gente a dormir, na rua, por todos os lados. É uma realidade que o centro histórico não mostra.

E dei agora por mim a pensar na impossibilidade de fazer algo, de me perguntar o que fazer para mudar estas situações, para além de ajudas pontuais. É sempre pouco. Percebo que vivemos num mundo com uma injustiça estrutural. O que posso fazer?

Na nossa vida podemos ser continuamente desafiados a construir justiça à nossa volta, vivendo relações de verdade, sem explorar o outro, sem estar acima de ninguém, no fundo, estando mais disposto a acolher e servir do que a dominar. Não se mudam estruturas sem antes mudar o próprio coração. Ao sermos mais justos, então estamos a fazer algo, a ser exemplo, a mostrar que há alternativas. Uma gota no oceano, mas que é a nossa parte mais autêntica.

05 outubro 2009

Estar disposto

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Qual é a distância que temos de percorrer entre o querer e o fazer? A nossa vontade encerra um mundo de possibilidades, como se fossem promessas diárias que fazem com que cada dia seja mais verdadeiro e mais nosso.

Fazer aquilo que queremos fica por vezes bastante longe de coincidir. E à medida que passa o tempo sem vermos resultados concretos dos nossos desejos acabamos por desanimar, até desistir. Muitas vezes, penso que desejamos muito coisas impossíveis e desejamos pouco coisas possíveis. Vivemos neste equilíbrio entre dar passos de gigante ou passos mais pequenos. E, ao mesmo tempo, vivemos este equilíbrio de dar passos novos, ou não dar nenhum passo.

As nossas acções terão de ser motivadas pela nossa disposição interior para as levar a cabo. Quando verdadeiramente queremos estar dispostos a algo que faça cumprir a nossa Bondade no mundo, então a criatividade sai-nos das nossas mãos e do nosso olhar. É um nascer cada dia em profundidade e desejar ser, e deixar acontecer.


 

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