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18 novembro 2009

Viagem de Outono

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Fotografia de Teresa Lamas Serra (e saudades destas paisagens)

 Quando hoje saí de casa, encontrei um daqueles dias de outono, com um sol e calor algo raros nesta época do ano. As cores das casas, das árvores e da luz. Roma tem as cores do outono. Sem querer, fui-me deixando levar por pensamentos que desaceleravam e...

Dei-me conta que não existem muitas palavras que possam exprimir a importância que temos no conjunto de tudo o que existe. Como se os nossos pés fossem desenhando linhas vistas desde o céu. Fazemos caminhos confusos e raramente seguimos exactamente por onde uma vez tínhamos viajado. Cada movimento nosso é carregado de uma surpresa que vai sem retorno.

Temos medo do definitivo, apesar de jurarmos amor vezes sem conta. Porque sabemos do que somos feitos, de como não somos nós diante de nós mesmos. Custa-nos deixar cair mentiras e ficar despidos na mais pura verdade. Assim expostos, não nos defendemos, nem temos para onde fugir. Amamos e odiamos as mesmas coisas, queremos perder e ao mesmo tempo agarramo-nos com todas as forças que temos. Como se perder fosse o fim da própria vida.

Porque é que o outono é assim tão fascinante? Quererá a natureza despedir-se no seu maior esplendor, vestir-se de ouro e luz de diamantes só para anunciar um regresso depois do frio? E assim vestimo-nos com a mesma cor do fim, e deixamo-nos andar sem sair do mesmo sítio?

A esperança não desilude. Tal como o amor move montanhas, apaga noites e destrói distâncias. Acabamos sempre, quando assim o quisermos, por dizer amor em gestos concretos. Se somos Beleza de Outono, é porque seremos Vida de Primavera.
 

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