29 outubro 2008

Dar a vida


Soube-se hoje a notícia do assassinato de dois jesuítas ainda jovens, em Moscovo. Não os conhecia, mas um deles estudou até há poucos anos aqui em Roma e vários daqui contactaram com ele. Por isso, não deixo de sentir a sua morte muito presente, para além do que significa saber que dois companheiros lá longe deram a sua vida deste modo.

E não deixo sobretudo de me questionar sobre a qualidade da minha vocação e da fragilidade da nossa vida. Como de um dia para outro, poderemos acabar a nossa vida aqui, por vezes de forma tão injusta e dolorosa. Estes acontecimentos deviam mexer connosco, como mexem, e fazer-nos perguntar até onde seria capaz de chegar no desafio de entregar a vida. E como a Vida plena merece ser vivida de forma total, comprometida nas pequenas decisões do dia-a-dia.

Não é muito sábio ir adiando com promessas tranquilizantes aquilo que é verdadeiramente essencial e que devemos ter constantemente no centro das nossas energias da alma e do corpo. Se dar a vida completamente como o Victor e o Otto deram é um extremo, ao menos a mesma intensidade de vida devia ser posta em cada um dos nossos gestos.

Peço as vossas orações por eles, pelas suas famílias, pelos nossos companheiros da Rússia e pela paz e fim da violência, para que Deus seja o sentido do que é aparentemente inexplicável.

2 comentários:

TCHI de Tchivinguiro disse...

Muito unida.

Abraço.

Rosa disse...

Olá António
Não podemos nem devemos ficar indiferentes a noticias como esta.
Que sirva, como diz, para que modifiquemos o nosso agir.
Que sirva para dar-mos importância ao que realmente a tem.
Rezo convosco.
Abraços

 

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