27 novembro 2007

Identidade


Hoje num aula, das mais interessantes que tenho, dei-me conta de uma coisa, durante a discussão do tema que estávamos a tratar.

Que há papéis que desenvolvemos nos vários níveis da nossa vida que têm a ver com as nossas escolhas. Ser padre, ou ser casado, ou trabalhar em determinado sector, ou com determinadas pessoas. Porém, aquilo que está por detrás das nossas escolhas fundamentais acaba por ser a coisa mais radical de tudo: nós próprios.

A nossa identidade leva-nos a uma determinada escolha de vida, que se traduz depois noutras escolhas mais pequenas. Mas às vezes, essas pequenas escolhas ocupam o tempo e o espaço da nossa identidade. Perdemo-nos em coisas que fazemos, queremos ser mais aquilo que mostramos aos outros do que aquilo para que a Vontade de Deus nos escolheu.

No fim, não ficamos muito diferentes de um estilo de vida normal, mesmo que seja cheio de coisas interessantes e bonitas. Faltamos nós.

4 comentários:

marta alvim disse...

um dia deixo aqui um comentário.hoje é o dia!
vim aqui parar por acaso.parei e gostei.é bom ter um sitio onde pensar um bocadinho, onde olhar e ir percebendo.
obrigada!

Marta

Antonio Valerio, sj disse...

Olá Marta!
Bem vinda e muito obrigado pela visita! =) Fico muito contente que o que escrevo ajude a quem lê a parar e pensar e coisas positivas sobre a Vida, que é o melhor que temos! Beijinho

possivelmente disse...

às vezes faltamos nós...a cor fundamental,
Abraço.

Pedro

Diana Carneiro disse...

"Faltamos nós". Nunca foi tão válida (e não necessariamente verdadeira) essa afirmação. De facto, lutámos para ser nós, mas será que às vezes queremos aceitar a "awareness" das fraquezas resultantes da existência única e individual?
Já Aristóteles dizia algo do género: "o ser humano que se isola ou é um deus ou é uma besta". Pois bem, mesmo sozinhos somos capazes de corar perante uma asneira pois a noção de reprovação social está patente no inconsciente. Como sermos nós se estamos condenados a esta condição?
Poderá quem é feliz compreender com autenticidade quem sofre? Poderá quem está sozinho perceber o prazer de estar apaixonado?
A calma que Deus me deu um dia, tive-a, e foi-me inquietação...

Cumprimentos,
Diana Carneiro (21ano / Porto/ estudante)

 

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