28 novembro 2006

Quando não houver mais nada


O que fica no fim de tudo? E, afinal, o que é o fim de tudo?

Será o fim da minha história, não o fim dos meus dias. Talvez exactamente o contrário. Que o posso ver hoje, sim, é possível, e não me assustou. Apesar de não ser confortável ver-me aqui parado e sozinho a olhar para cada uma das minhas mãos. Uma tem o medo, outra a confiança.

No fim de tudo, é o medo de perder aquilo que fui, aquilo que fiz e aquilo que tive. Ainda por cima porque são coisas muito importantes, verdadeiros dons do céu. Atira fora o medo.

Olho a outra mão. No fim de tudo, a confiança de que não sei o que foi feito dos meus tesouros. Nunca me pertenceram. A confiança é o chão que pisam os meus pés. Aquilo que verdadeiramente é o meu sustento. O que não me deixa deixar de ver. Abro a mão. A confiança cai como uma pedra na água. Fez-se o mar.

Dei um passo.

5 comentários:

tchivinguiro disse...

O fim de tudo é sempre o GRANDE ENCONTRO com AQUELE que sempre está e nos ABRAÇA nos instantes menores e maiores da nossa vida.

M.C. disse...

Obrigada por nos dares a conhecer as diferentes canções q trazes dentro de ti e q a tua alma não quer guardar só p si mesma...Obrigada por pores a nú as suas coreografias!

"Meu caminho é por mim fora, até chegar ao fim de mim e ncontrar-me com Deus"
(Sebastião da Gama)

Um abraço enorme!

An@ disse...

Pois... talvez medo... talvez não... não sei!!!

A forma como retrataste as coisas encaixa perfeitamente nos dois pontos que balançam a vida!!! Medo, confiança!

* *

J disse...

Que a mão da confiança nos guie todos os dias,e escondamos a do medo, dentro do bolso.

Um grande beijinho

Anónimo disse...

...e outros tantos passos serás capaz de dar, porque a vida é em frente, desde que não nos deixemos tentar pelas resistências que, sem querermos, nos "barram" o olhar...

 

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