14 maio 2007

Conversas do vento


Por onde passo, trago qualquer coisa de passageiro. Por não ser visto, e só sentido, trago conforto em dias de calor. Acaricio de modo completo, quando se sai de casa.

Levo para longe, sem levar nada comigo. Transporto esperanças e faço regressar passados felizes. Apareço em sonhos, em que faço bater portas e janelas, indicando uma presença. Entro onde posso, sem estragar nada.

Arrasto os sons da natureza, ao mesmo tempo que dou vida às cores. Como a alma, sinto-me livre. Faço mover os barcos e os moinhos, sou forte no meu descanso. Sei a minha origem, não preciso de mais nada que uma Vida que possa abraçar, infinitamente. Para quê mentir-me e fugir do meu destino?

2 comentários:

Anónimo disse...

Foi por mero acaso que passei pelo blog.
E se me dá licença, queria dizer que, depois de um dia de labuta é bom poder descansar os olhos em tão bonitos textos.
Fazem-nos meditar e com vontade de dizer, eu Te louvo Senhor pela minha existência e pelo dom da vida.


Rosa Irene

Antonio Valerio, sj disse...

Olá! Muito obrigado pelas palavras amigas! É sempre um incentivo grande saber que a partilha das nossas experiências de Deus fazem bem a outras pessoas! Rezo por si... Com amizade

Antonio

 

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