27 março 2007

Caminhos


Tenho estado, estes dias, a sonhar e a preparar uma peregrinação a pé, a Santiago de Compostela, para o Verão. E fui recordando as que fiz, que me lembre, 14 até hoje. A peregrinação do Noviciado, (a grande), outra com a minha irmã à sra do Almortão, uma a Xavier, a Vila Viçosa, duas vezes à sra da Lapa, seis vezes a Fátima, uma vez ao Sameiro e outra a Santiago.

Em comum, caminhar ao sol, à chuva ou à neve, dores nas pernas e muitas bolhas nos pés. A entrada nos lugares, acompanhado por um grupo ou só por uma pessoa. Horas de conversas e silêncio, tempos de Deus...

O facto é que não imagino passar um ano sem fazer uma peregrinação. É quase uma purificação de tudo o que me fez andar longe do meu caminho, e passar por uma experiência de dor física, faz-me acertar, uma e outra vez, em coisas tão fundamentais, só minhas e Deus.

São os caminhos que se fazem por dentro. Acho curioso. Constrói-me no ser cristão. Participo em cada passo nas peregrinações de milhões de pessoas durante milhares de anos, algumas vezes pisando as mesmas pedras. Ser caminhante, da esperança e da certeza. Para ser feliz, sempre mais feliz...

Partilho um segredo de um ritual meu... antes de começar a andar, toco, sem ninguém ver, a porta da casa ou da Igreja de onde parto. É indescritível voltar a tocar a porta do lado de lá, no momento em que se chega...

1 comentários:

Paulo de Tarso disse...

Olá amigo Valério...
a gente conhece-se pouco e muito, mas vá lá. Onde vão os tempos em que a minha fé tb percorria esses caminhos. As coisas têm mudado, não digo que tenha menos fé, mas acredito dum modo muito diferente. A vida vai correndo bem, só estou aqui de visita para deixar um abraço da Célia para ti e para o Afonso.
Vou ver se apareço mais e vou linkar-vos logo que possa.
O Missé tb tá óptimo, já deves saber...

Abraços

 

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