14 janeiro 2009

Decisão




Hoje numa aula ouvi algo que me fez pensar e me marcou muito. Creio que nisto está muito daquilo que se pode dizer e, mais que isso, fazer, na nossa Vida. Que uma decisão parte da nossa liberdade que é interpelada por qualquer coisa exterior. Essa coisa é algo que nos é oferecido como dom e através do qual percebemos, julgamos e decidimos o nosso agir.


O que é mais central na decisão é que esta é situada num momento da nossa história muito preciso. E este momento não pode ser repetido da mesma exacta maneira. Mesmo que determinada decisão acabe por não ter consequências, eu próprio já me pus como presente a esse momento e algo nasceu, cresceu ou morreu em mim.


Numa decisão, por mais pequena que seja, joga-se a minha liberdade de modo completo, mesmo que seja em coisas comuns. Esta é a raiz da seriedade - e seriedade neste sentido, não é o oposto de alegria - que ponho em todas as minhas acções. Sobretudo se o dom que me interpela for beleza, amizade, disponibilidade, aí posso dar ao meu dia uma cor minha mais autêntica.

5 comentários:

Anónimo disse...

Já ha algum tempo que não vinha cá. Que bom que é ler-te!
E isto que escreveste sobre a decisão é mesmo verdade. Fez-me pensar. Vai ajudar-me nesta fase de decisões que ainda agora está a começar.

Obrigada por escreveres:)

beijinho** fi

Rosa disse...

Olá António
E ao longo da nossa vida "diária"
e em muitos aspectos somos como que "obrigados" a tomar decisões.
Nem sempre as certas, nem sempre as que nos deixam mais felizes ou realizados.
Decisões, são riscos que corremos.

Gosto de um a frase de Paulo Coelho que nos diz:

"a decisão é uma forma de rezar"

António, tenha uma boa noite.
Abraços

A. ANDRADE disse...

É importante saber que cada vez mais as pessoas tem pensado seriamente e dedicado a publicarem suas ideias com clareza e estilo. Parabéns pelo blog. att

Antonio Valerio, sj disse...

Olá! Obrigado pelas visitas e comentários e bem vindo, Andrade! =) Quando se está a estudar o risco é elaborar pensamentos que no fim não se conseguem aplicar à vida, mas quando se consegue concretizar pode ser muito iluminador, para fazer perceber como funcionamos... E sim, Rosa, também concordo que por vezes as circunstâncias nos obrigam a decidir com pouco tempo ou sem grandes alternativas. Num caminho de atenção e oração é que podemos de algum modo ver como as decisões tomadas tocam a nossa vida e as dos outros de forma mais autêntica, isto é, sendo aquilo que queremos ser sempre. Escolher é rezar, de facto, para começar ou recomeçar caminhos. Obrigado!

Carina disse...

A decisão é sempre um ponto de encontro com o desconhecido de nós. Por isso, a seriedade torna-se em grandiosidade quanto mais soubermos esperar, reflectir e amar com alegria sobre esse momento.
Beijos,
Carina

 

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