12 janeiro 2009

Ajuizar




O juízo tem a ver com a verdade. Ajuizamos normalmente para dizer se uma coisa é assim ou não, se existe ou não existe, se determinada pessoa tem esta ou aquela característica ou atitude. É mais do que um dar-se conta do que é, vai além do que me apercebo, implica já qualquer coisa da minha parte, uma leitura ou uma opinião sobre o mundo e as pessoas. Ajuizar segundo a verdade não significa dizer sempre bem, por vezes implica criticar, que pode fazer doer.

Há algumas coisas que normalmente criticamos nos juízos, e sempre estamos a cair nisso: a pressa e a injustiça. Fazer um juízo correcto, que diga a verdade das coisas, que as manifeste como são, implica paciência e maturação, considerar várias perspectivas, não só a minha, mas também - e às vezes, sobretudo - a do outro.

Um juízo apressado muitas vezes é cheio de preconceitos, acabamos por dizer aquilo que todos dizem, sem dizer nada de próprio. E podemos ser injustos por causa disso, primeiro em relação a nós, porque não fomos autênticos e depois em relação aos outros, porque não lhe demos oportunidade de ser o que são.

1 comentários:

Nélson Faria disse...

Fantástica reflexão.

Obrigado.

 

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