17 janeiro 2009

Ainda sobre o amor



Tentar falar do amor é sempre uma experiência forte, toca aquilo que em nós gurdamos num santuário próprio, é uma exploração de paisagens demasiado belas para as perdermos na linguagem, que sempre tira algo da sua verdade para nós.

Há dois aspectos que ligo a esta experiência de amar e ser amado. Um deles é o alto e o baixo, o outro é o dentro e o fora. De facto, no amor acontece a maior superação de nós mesmos, quando a nossa vida é de tal forma iluminada por outra pessoa, que identificamos os nossos dias e as nossas acções com uma entrega feliz a esta promessa realizada de que não estamos sozinhos. Por ser assim tão sublime, realizamo-nos no mais alto de nós mesmos, aquilo que sentimos, julgamos e decidimos tem uma referência intocável.

Mas o amor, por ser essencialmente estar-fora, é público, faz-me sair de mim, manifesto-me aos outros como presença realizada de algo conseguido. As pessoas que amam autenticamente são verdadeiros exemplos. Todo o amor que se esconde, que é privado, que não se assume, poderá ser uma experiência forte, mas se não espalha dom à sua volta, é porque algo não funciona. Por isso o amor verdadeiro nos faz tão transparentes e autênticos.

2 comentários:

Carl@ Mesquita disse...

...ricas em sabedoria e encanto, as tuas palavras de entrega ao amor. E o que transparece, na verdade, revela todo o teu dom, a tua autenticidade,... e grandeza na simplicidade.

Um grande Beijinho e uma boa semana amigo;)

jacker disse...

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