25 outubro 2006

Distâncias e memórias


Quando o tempo e o destino nos leva para longe, nos afasta de lugares conhecidos e de corações que nos fizeram completos. São histórias de momentos plenos e outros vazios, que nos vão enchendo o coração de suavidade e, às vezes, descontentamento.

Ver de longe o que a vida nos foi fazendo é também uma oportunidade de optar. Seguir a Vida naquilo que foi fazendo de nós, não com um olhar triste, mas com um abraço cheio de esperança e aprendizagem.

Tenho para mim que viver a memória na distância é um salto para a consolação, às vezes por caminhos poucos seguros, mas que não são estreitos. São caminhos feitos entre paisagens amplas, e onde se cruzam constantemente outras viagens de outros sonhos, de longe e de perto.

Por isso, sorri na memória, ama a distância, como caminho de Vida nova e Futura, com laços livres do passado, mas que são tesouros que nunca deixarão de nos pertencer. São tesouros abertos a um encontro mais total, quando de novo surgir um abraço de re-encontro. E são tesouros que nos abrem a outros tesouros, cada vez mais profundos e essenciais.

Não conhecer os tesouros futuros, mas esperá-los na consolação dos antigos.

3 comentários:

Anónimo disse...

As memórias são os lugares da nossa maior pertença. Nelas revemo-nos e fazemos a ponte que nos fez viver o ontem, deixá-lo, e depois seguir para o presente, sem ficarmos presos ao passado, mas não o descurando, porque ele nos permite situarmo-nos, mais ou menos, no ponto que vai de qualquer uma das nossas partidas até todas as nossas chegadas.
Nesta lucidez de nos fazermos e construirmos no tempo (que unicamente é memória) vamos descobrindo o que somos, o que queremos e qual o nosso caminho.
Só se chega ao Céu, descendo... Coragem. Parabéns pela persistência e caminho conquistado, por essa plenitude que já te invade, em idade tão jovem. Que DEUS seja sempre o teu maior PORTO de ABRIGO e de TERNURA. Obrigada por nos entusiasmares à luta, partilhando as tuas sementes (textos) de vida. Muitas Felicidades. O maior bem do mundo para ti.

Anónimo disse...

As memórias são os lugares da nossa maior pertença. Nelas revemo-nos e fazemos a ponte que nos fez viver o ontem, deixá-lo, e depois seguir para o presente, sem ficarmos presos ao passado, mas não o descurando, porque ele nos permite situarmo-nos, mais ou menos, no ponto que vai de qualquer uma das nossas partidas até todas as nossas chegadas.
Nesta lucidez de nos fazermos e construirmos no tempo (que unicamente é memória) vamos descobrindo o que somos, o que queremos e qual o nosso caminho.
Só se chega ao Céu, descendo... Coragem. Parabéns pela persistência e caminho conquistado, por essa plenitude que já te invade, em idade tão jovem. Que DEUS seja sempre o teu maior PORTO de ABRIGO e de TERNURA. Obrigada por nos entusiasmares à luta, partilhando as tuas sementes (textos) de vida. Muitas Felicidades. O maior bem do mundo para ti.

Filipe Nascimento disse...

Num dia especialmente importante para mim leio este testemunho. Ja sigo blog ha algum tempo mas só agr, vencida a inércia, escrevo. Num dia em que alguém que amamos parte para missão 1 ano...so posso "sorrir na memória e amar a distância"...e desejar que a missão seja também a minha! Parabéns pelo bê-log!!

 

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