05 junho 2008

Ao perto e ao longe



A nossa condição passa-se entre o que somos e fazemos em cada momento e aquilo que projectamos e desejamos fazer no futuro. E podem acontecer três coisas: ou vivemos o presente com a serenidade de que estamos no caminho de um futuro escolhido por nós; ou vivemos desencantados porque o que fazemos não tem nada a ver com o que realmente queremos; ou, por fim, vivemos na indiferença e no desinteresse, porque não pensamos no que fazemos com horizonte de futuro.

Os dias são muito complexos e em tantas acções que fazemos, umas são felizes, outras tristes e outras indiferentes. O que poderia dar a qualidade maior e a unidade ao que faço? Muitas vezes passa por escolhas e opções de fazer sobretudo aquilo que realiza os meus desejos autênticos, se for possível hoje. Ou então, de olhar para o que faço agora sem esquecer o que quero vir a ser e a fazer.

Entre o perto e o longe, temos um movimento que nós podemos controlar ou podemos, pelo contrário, ser arrastados por ele. Acho que não é bom nem uma coisa nem outra. Prefiro falar de controlar como orientar e decidir, e arrastar como confiar e entregar. Cada gesto seria mais simples e mais autêntico.


2 comentários:

Rosa disse...

Votos para que os estudos estejam a correr como deseja.
E o desejo sincero de que " viva com a serenidade de quem está no caminho de um futuro escolhido " :)

R.I.

osátiro disse...

Continuemos a rezar pelos quatro Cristãos Argelinos condenados por abandonar o Islamismo:
http://www.oecumene.radiovaticana.org/BRA/Articolo.asp?c=209570

 

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