26 janeiro 2010

Tempo de estudo



Tenho estado mais calado estes últimos dias, porque a minha fase de exames começa antes, com a entrega de vários trabalhos e, assim, estive numa maratona para conseguir entregar hoje dois e faltam mais dois, um exame na 5a feira e depois, dedico-me à tese! Espero ainda pelo meio ter alguma pausa!

É um tempo de maior concentração, em que vou lendo muito e expressando aquilo que vou descobrindo e intuindo. Por vezes, tinha imensa vontade de aqui vir partilhar pensamentos ;)

O que mais me maravilha no estudo da teologia é que não é apenas saber muitas coisas sobre a fé, a bíblia, o mistério de Deus, mas muito também sobre a pessoa humana. Gosto muito quando a teologia parte da experiência humana para falar do divino. Tenho a impressão e a certeza de que temos muito de eternidade e, como na nossa liberdade, somos continuamente a ser desafiados a ser maiores. Na autenticidade do que somos, sem comparações, sem juízos, na aceitação da nossa própria bondade, fazemo-nos melhores.

Acredito que estamos continuamente no limite da fronteira entre o banal e o grandioso. Muitas vezes, o facto de nos julgarmos pequenos pode paralisar-nos, e vivemos sem grande força interior. Quando não somos assim! É importante não ficar só pelo desejo, mas mostrar na acção a simplicidade de uma vida descomplicada. O grande passo está em queremos realmente ir além do banal e, ao decidirmos isso, damos um salto enorme na confiança. Porque certamente teremos recompensa do facto de sermos autênticos, mas o medo das consequências também nos imobiliza. E é pena que isso aconteça.

3 comentários:

concha disse...

Olá António!
Acho fabuloso, o modo simples como dizes coisas tão importantes.
Muito obrigada mesmo e tudo de bom na realização desse trabalho

Nova Civilização disse...

Ola Antônio,

concordo imensamente com o que você escreveu. Boa sorte !

abraços fraternos,

Gisele

Lídia disse...

... Há que permitir, há que nos deixarmos ir, com confiança, e assim viver no limiar/ na fronteira do que realmente nos faz feliz, passa pela autênticidade, abandona o banal e toma sentido numa proporção elevada - DEUS.
A razão da nossa existência/vivência só é verdadeira, inteira, quando temos consciência que a nossa índole humana, provém de uma genética divina. Não será?

Bom trabalho!
Beijinhos
Lídia

 

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