15 janeiro 2008

As minhas certezas


Se um dia me sentisse totalmente perdido, ficaria com medo... Mas de quê? Creio que seria sobretudo medo de desaparecer sem ninguém ver. Qualquer companhia, mesmo estranha, saberia a algum tipo de conforto. Mesmo que houvesse perigo. Temos um medo enorme de ficarmos completamente entregues a nós próprios. Medo de nós?

Se muitas vezes não temos certeza de nada na Vida, pelo menos há certeza do que gostaríamos que não acontecesse... ser inútil, não ter espaço no mundo, um número perdido nas contas de alguém.

E não nos damos conta que o próprio facto de viver não é indiferente ao mundo. O que faço e projecto implica mudanças, grandes ou pequenas, gero movimento com o meu respiro e o meu desejo. Tenho a certeza na imensa capacidade escondida na força do Amor que temos para dar. E acredito firmemente que somos capazes de não ser banais. Cada gesto nosso tem a nossa marca, e com ela a possibilidade de criar um mundo segundo uma cor própria e única.

2 comentários:

Maria Papoila disse...

Recentemente fiz uma grande viagem e tive medo de não voltar, tive medo de não reencontrar um amor...medo de não poder regressar!

Só quando finalmente percebi o meu papel na viagem em que fizemos, o quanto aprendi e o que saboreei, os novos amigos que fiz, e como me reencontrei.

Que mesmo sendo um grão de areia neste cosmos, nada seria como era se eu n estivesse aqui, e se por mais medo que reconheça, não enfrentasse com o sorriso cada dia que nasce!

Mil sorrisos :)

Antonio Valerio, sj disse...

Sim, é isso mesmo! =) As viagens são sempre oportunidade de alargar horizontes, mas têm também um peso de liberdade e medo do que fica e se pode perder. Mas vale a pena, sempre. Acabamos por trazer um abraço maior... obrigado pela partilha! beijinho

 

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