24 janeiro 2011

Eternidade


Passam os dias frios como vento, enquanto o sol aquece momentâneo, sinal de que ali está, pronto para o que for. Entre o movimento da estrada, uma banda sonora que se constrói de pequenos sons subtis, quase surdos. Um pulsar ao mesmo tempo intenso e sereno. Passaram as horas sem que me desse conta de que aconteceram imensas passagens, entre sentimentos e visões de imagens que teimam em desaparecer demasiado depressa.

Se pudéssemos congelar, por um momento, a eternidade que chegou a nós, para nos agarrar sem nos querer mais deixar. E teimosamente, preguiçosamente, descuidadamente, vamos caindo em peças frágeis, à medida que os nossos passos desenham sombras na calçada.

A eternidade tem um tempo preciso. É dom e é roubo. É tudo e nada. É olhar que sabe ver, horizonte que sabe permanecer. 

3 comentários:

concha disse...

A eternidade acontece no sentido do que já se foi,mesmo antes de se ser e acontece num presente e futuro que se faz de um todo que a maior parte das vezes é invisível,porque não temos a capacidade de apreender tudo o que acontece à nossa volta e connosco.Diria que é como se se abrisse à nossa volta uma outra dimensão a que não temos acesso e onde tudo acontece.Talvez só se tenha acesso à projecção dessa mesma realidade.Tenho dúvidas se será mesmo isto.
Um abraço com um sorriso

Diácono Flávio Sobreiro disse...

Parabéns pelo Blog. Conhecendo pela primeira vez! Voltarei outras vezes! Estou seguindo! Abraços.

Lídia disse...

É um grande limbo de dúvida, de inquietude...

tudo de bom.

Cumprimentos
Lídia

 

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